sábado, agosto 02, 2008

Que mundo é este?

Que mundo é este?
Mundo em que fracos sofrem
e não são ajudados,
Mundo em que os poderosos cometem injustiças
e são sempre perdoados?
Não posso acreditar
tantas injustiças,
tão pouca felicidade.
O que vemos na televisão,
são apenas pedaços de sofrimento,
digo para mim própria que estou a sonhar,
mas a realidade é aquela mesma que estou a ver,
já não sei que mais fazer:
Lutar para que tudo acabe,
ou seguir em frente e viver.
Ignorar não é solução,
Quem fala mais alto é sempre o coração.
É impossivel passar ao lado,
todo este mal é nosso vizinho.
Há quem diga que isto vai acabar,
Que os pobres não serão pobres
e que os ricos não o iram continuar a ser,
pura utopia,
de alguém que não está a ver,
todos os crimes,
todas as facadas,
que o mundo está a sofrer.
Que mundo é este
em que estamos a viver?

quinta-feira, julho 31, 2008

I'm here,
can't you see me?
I'm back,
back from a distant land,
but now I'm here,
not there,
You can find me anywhere.
What happened?
How come you're not here?
You're is not the person
who I left behind.
Can it be possible?
I feel like I don't know you.
You think I'm the same
But I changed too.
It's just unfair,
You're making mistakes,
Breaking friendships
and I'm the one picking up the broken pieces.
Why?

segunda-feira, julho 14, 2008

I've blown up all my hopes,
all my expectations,
dreams and ilusions:
They were all mistakes.
I tried,
I fought,
but now I see
That I've lost.
But just because I gave up,
Doesn't mean I'm sad,
I am ready to move on,
Ready to find a new love,
A new person.
I'm moving on,
but I fought for this
with all my strenghts,
and with all my courage
I've overcomed the shame.
I've learned a lesson,
we can(not) always get what we want.

sexta-feira, junho 27, 2008

Sonhos?

Sonhos:
meras ilusões que nos fazem,
por simples momentos,
acreditar que aquilo que nos é negado
pela dura e crua realidade,
pode,eventualmente,
tornar-se verdade.
Sonhos,
fazem-nos perder a cabeça,
fazem-nos abdicar de coisas,
que por acaso são aquelas de que mais gostamos,
fazem-nos mudar,
imaginar,
iludem-nos,
perseguem-nos,
impedem-nos,
por vezes,
de seguir em frente.
Sonhos,
puras e belas desilusões,
não passam de ilusões,
são coisas que raramente acontecem,
mas os sonhos,
ah! Esses nunca desaparecem,
aliás, estão sempre prontos a reaparecer,
para não nos deixar viver,
para não nos deixar sentir realizados?
Talvez.
Sonhos,
são tão bons,
são um filme em que,
as personagens principais,
as estrelas do ecrã,
somos nós.
Tal como a vida de actriz ou actor,
dão cabo de nós,
despedaçam corações
e despertam paixões,
que pensávamos terem acabado
de uma vez por todas.
Quero que este sonho, 
ou direi, pesadelo,
acabe.

quinta-feira, junho 26, 2008

If you don't love me, then why:
Why the messages, why the attencion,
why?
You told me once that you wouldn't give up our friendship,
Well my friend,
You did it.
Where's my partner in all those games?
Where is he now?
You're avoyding me,
It's clear, it's evident,
at least you could trie to be less...less.
Someday you'll see what you lost,
someday you'll think:
"I should have give it a shot,
I should have tried one time."
I couldn't avoid it,
It's stronger than me,
but here I am,
playing the fool again,
making all these stuff 
and then you didn't even noticed me.

Thank you...for nothing.

segunda-feira, junho 23, 2008

Porquês?

Porquê chorar?
Porquê gritar,
rir, sonhar, inventar?
Porquê?
Porquê fazer, 
dizer, ler, escrever?
Porquê?
Porquê existir?

Vivo num mundo de porquês,
um mundo de incessantes perguntas,
e de escassas respostas.

Quanto mais se descobre, 
mais se tem que descobrir.
Faltam sempre peças no puzzle da vida,
Falta sempre uma palavra crucial,
Falta sempre um elemento na equipa,
mas porquê?

De volta às perguntas sem resposta
(mas porque é que não têm outro nome
se são assim tantas?),
perguntas às quais gostava de responder,
como, por exemplo:
Porquê morrer?
Porquê sofrer?
Porquê passar fome,
sede, dificuldades?
Porquê eu e não ele?
Porquê ele e não eu?
Será porque sou branca,
ou será porque ele é preto?

Perguntas parvas?
Talvez, depende do ponto de vista.
Acredita,
Se houvesse uma lista...
Bem não poderia haver,
são tantas as perguntas por responder.

Podemos dar-nos ao luxo de fazer suposições?
Talvez, é o principio para uma resposta,
esteja ela certa ou errada.

Depois de tantos porquês,
Depois de tantas suposições,
tudo o que quero são respostas concretas,
respostas simples, eficazes, adaptantes aos meus obstáculos,
à minha vida, mas essas,
oh bem, essas vou ter que as procurar por mim mesma.

domingo, junho 15, 2008

Eu sei que gosto muito de escrever sobre o mar, sei que sou repetitiva, mas o mar é um pedaço da minha essência, é um pedaço do meu coração, por isso vou sempre escrever mais e mais sobre ele. Quem está farto não leia. Isto é o que me vai na alma. Não vou deixar que me a acorrentem.

Esta ideia de homenagear o mar surgiu porque um amigo meu, o João Nuno, numa conversa, me disse uma frase que é traduz o quão bem o mar faz a mim e aos outros e que foi qualquer coisa deste género: O mar acalma a mente. Daí surgiu esta minha ideia de o homenagear. 

Homenagem ao mar....

É contigo que acordo e contigo adormeço. Acalmas a minha mente, o meu espírito revolucionário, inquieto, desenfreado, radical.
Tens uma voz que me chama para ti, que me pede para nos unirmos, para formarmos um só ser, uma só alma.
És tão belo, és tão vivo, incendeias almas, sem ninguém compreender o porquê.
Sabes que matas, que tiras sem dar, que fazes sofrer e chorar, redemoinhas sem parar, mas no fundo a culpa não é tua, no fundo és como eu, uma criança alegre, malandra, que vai e volta sem parar de correr, uma criança ainda com muito para aprender.
Ouço a tua voz à distância, por ti e contigo sofro, talvez por não te ver, talvez por te amar ou por gostar de outra pessoa e ver em ti quem eu ali queria encontrar.
O azul é a tua cor, dizem alguns, mas também já te vi verde e negro, tal como se vestisses um fato para todas as ocasiões.
Tens a força de mil homens, mas também tens o carinho e ternura de cem mulheres, o conforto de uma casa e, no entanto, continuas a surpreender, por muito que de ti já se saiba.
Quanto estou nas ondas, não sei o que sinto, é tão profundo que não consigo descrever mas posso dizer que é como chegar de uma longa viagem e entrar em casa.
Finalmente Mar, só te queria dizer que tenho tanta pena de não te ver tanto como eu queria, daí esta minha alegria de poder estar unida a ti pelo meu coração ou pelo azul e verde dos meus olhos que no fundo é um pedaço de ti que em mim se cristalizou.
Uma Casa...

As tuas paredes sussuram,
contam teus segredos às janelas,
que os passam cá para fora,
fazem-no a toda a hora.

As portas acusam já o cansaço,
Os móveis velhos, aústeros e poeirentos,
o desgasto.
Tudo usado e abusado,
Tudo antigo e cansado
de servir a vontade dos Homens.

Tens tanto para contar,
Tantos momentos a recordar,
Viste pequenos crescer,
Graúdos a falecer,
Viste sair e entrar,
pessoas que,
mesmo tendo dedos,
poderias contar.

Casa, abre para mim,
essa tua asa e acolhe-me em ti...
MAR

Desenhas teus passos na areia,
Cantas canções de dor,
Contas, por vezes, histórias de amor.
Vens e voltas,
Vais e voltas a voltar, 
Eterna indecisão,
que ninguém consegue decifrar.
Guardas segredos no teu canto mais profundo,
Escondes palavras,
Encantas os Homens,
Fazes chorar,
Roubas a vida,
mas também a sabes dar.
Escreves tuas frases nas praias,
E, no entanto, só as pode compreender,
Não quem mais sabe,
Mas quem melhor te quer conhecer.

segunda-feira, junho 02, 2008

Reflexões...
Este mundo, o meu mundo, já não é aquele mundo que conheci. No meu mundo não havia amigos falsos, não havia guerras, injustiças, desigualdades. Tenho vindo a despertar para uma realidade que não quero ver, uma realidade que não quero conhecer mas que tenho de o fazer, ou serei sempre uma criança. 
Há dias em que não quero acordar, dias em que me apetece ficar a viver nos meus sonhos, dias em que me apetece navegar na minha imaginação, viver no meu pensamento, mas a realidade abana-me e faz-me acordar para uma nova jornada. 
Não quero acreditar no que vejo, sinto ou pressinto. Será possível? Tanto ódio, falsidade, vingança, morte à minha volta? Será possível acreditar que podemos sobreviver num mundo destes, com pessoas destas? Será possível dar um passo em frente sem ter pessoas a colocarem-nos barreiras para não avançarmos, para cairmos e sermos para sempre esquecidos?
Quero avançar, quero correr em direcção ao meu futuro, mas a cada passo que dou são me colocados obstáculos cada vez mais difíceis, por pessoas que me querem ver triste, por pessoas invejosas, traidoras, falsas, cujo objectivo é fazer a vida negra aos outros. 
Sinto-me no meio de uma guerra fria, no meio de uma sociedade de cobiça, em que os bem sucedidos são aqueles que menos trabalham e mais mal fazem. Uma sociedade que não trabalha como um grupo, uma sociedade em que aqueles que mais se esforçam são os mais prejudicados e injustiçados.
Já não respiro o mesmo ar que antes. Talvez nunca tenha respirado, mas só agora tomo plena consciência do que se passa realmente à minha volta.
Poderei eu, uma jovem de 16 anos, fazer algo para alterar este mundo? Poderei eu fazer a diferença ou ser uma pessoa normal, que atropela os outros para ter sucesso? A resposta é difícil. Ainda não posso fazer nada para alterar o mundo, mas num amanhã(que já está próximo) talvez. A única coisa que posso prometer é lutar por isso. Quanto à segunda interrogação, penso que essa é fácil. Não me educaram de modo a que fosse falsa, de modo a que sobrevivesse e tivesse sucesso a todo o custo. Educaram-me a ser honesta, leal e colaboradora para com o próximo e sobretudo a lutar pelos meus sonhos. É isso que vou fazer e sempre farei. Se cheguei onde estou foi à custa de muito suor e dedicação. O meu lema é: Ter objectivos e lutar por eles. 
Podem tentar deter-me, eu não vou parar. Podem tentar deitar-me abaixo, mas eu vou tentar resistir. Tenho forças para lutar e um corpo onde reside a minha alma, a minha essência. Basta-me isso e o apoio das pessoas que mais amo para tudo e todos enfrentar. 
Não me vingarei, mas todos aqueles que se puseram no meu caminho um dia perceberão que esta míuda não acordou para este mundo para ser mais um ser humano.

domingo, junho 01, 2008

Esta é um poema resultante do meu desapontamento quanto à cantora Amy Winehouse, mais precisamente a sua actuação no Rock In Rio.

Amy,
Se é a autodestruição que desejas,
tenho pena,
tanto talento, tanta emoção,
perdidos por um vicio.
Porque é que não és tão forte,
Porque não te impões,
como a tua voz?
Se tens força para cantar,
porque não tens força para lutar,
contra este problema,
que te impede de encantar,
de impressionar,
tudo e todos?
Porque é que insistes, 
ou deverei dizer,
porque é que resistes?
Estás mal,
admite,
cura-te,
volta,
não em preto,
mas em grande.
Porque é que desperdiças,
porque é que arruinas,
tudo o que tens,
tudo o que te deram?
ACORDA!
Porque é que não tentas viver?
Porque é que te esforças tanto para morrer?
Penso que só vais perceber,
que te vais afundar,
quando o teu mundo desabar,
mas aí será tarde demais,
Pois já não vais ter forças para lutar.

sábado, maio 17, 2008

Já escasseiam as palavras,
meu amor,
Já escasseiam as conversas de circunstância,
conversas nas quais penso,
penso no quão belos são teus lábios,
penso no porquê de ninguém te dar valor,
mas porquê?
Será que ninguém quer o teu amor?
Desabafas comigo,
dizes-te desamparado,
perdido num mundo que antes era teu
mas que já não é.
Dizes que estás no canto mais profundo desse mundo,
mas porquê?
Será por ninguém te amar,
ou por não veres quem tudo tem para te dar?
Porque é que não vês,
porquê tantas desculpas?
Porquê tantos "porquês"?
Tantas hesitações,
negações,
confusões,
e no entanto ainda não viste,
que quem mais tem para te dar,
que quem mais te quer amar,
é quem sempre ao teu lado esteve.
A felicidade é um pau de dois bicos,
sempre que aponta para ti,
aponta para outra pessoa,
a pessoa que te faz feliz,
é a pessoa que fazes feliz,
porquê hesitar?
Nunca se sabe quando tudo vai acabar,
por isso o melhor
será mesmo aproveitar.
Eu estou aqui,
quero me entregar
à pessoa certa,
à pessoa que me souber amar,
talvez sejas tu,
não sei,
tenho medo,
não de te amar,
mas de tudo poder estragar,
com um simples,
suave beijo.


E foi o 100º post deste blog! 

sexta-feira, maio 16, 2008

Bom aqui fica um pequeno poema que fiz no teste de Português e que valeu muito a pena, já que levantei a nota =P(post número 99!!)

Aquele ser...

Meu espelho, minha vida, minha imagem,
tudo o que sou,
tudo o que fui,
tudo o que mudou,
tudo o que permaneceu:
as memórias, os momentos bem passados, 
as histórias ao deitar.
Tudo aquilo que é meu
e tudo aquilo que quero dar,
as coisas de que abdiquei,
os maus momentos que passei,
tudo reunido num ser,
de corpo e alma,
incapaz de se compreender.
Ah! Tão estranho este ser,
que vive e tenta viver,
sonha e quer sonhar,
com aquilo que se passou
e irá passar.
Este ser sou eu,
indescritível,
incompreensível,
cheio da ânsia de viver,
cheio de ânsia de crescer.

sábado, maio 10, 2008

Obrigado =,)

Já dediquei posts a tantas pessoas em singular, a bandas, a obras de arte, a músicas, e agora está na hora de dedicar mais um.
Já escrevi sobre ela no exame do 9ºano, e volto agora a escrever. A pessoa de que vos vou falar pode ainda ser nova, mas tem uma experiência de vida muitissímo superior às de muitas da idade dela. Sabe rir quando tem que rir e chorar quando tem que o fazer. Nunca quer preocupar os outros com a sua vida, mas não deixa de ajuda-los com as suas. Conheci-a à aproximadamente 5 anos, mas foi o suficiente para ela se tornar numa das pessoas mais essenciais da minha vida. Essa pessoa é a Cláudia. Agora estamos em escolas diferentes, na mesma cidade, por isso estamos até relativamente perto uma da outra, mas no fundo longe. Eu posso ter crescido, posso ter mudado, mas ela continua sempre a ser para mim uma daquelas pessoas que fica no meu coração até morrer.
É incrivel a quantidade de partidas que o destino já pregou a este ser humano fantástico, cheio de vida e de alegria para oferecer a quem a trata bem e a respeita pelo que ela é. Já passou por tanto, mas tudo a fez crescer e tornar-se na pessoa que é hoje. Se eu for bem a ver, maior parte das vezes em que estou triste, perdida ou desamparada, é ela que fala comigo, é ela que me acalma e que me ajuda a desembaraçar toda a confusão que se passa à minha volta. Hoje tornou a fazê-lo, sendo sempre sincera mas compreensiva, sempre pronta a ouvir as minhas razões e argumentos, coisa que às vezes é dificil, mas que ela e poucos mais fazem. "One of a kind" seria a expressão com que eu a descreveria. Mas não consigo descrever o que sinto por ela, apenas sei dizer que ela para mim representa a irmã mais velha que eu nunca tive.
Já a macei tantas vezes com os meus problemas e birras de criança que nem sei como me atura, mas que o faz e faz bem, isso não há duvidas.

Que mais posso dizer senão obrigado por tudo =,)
Confusion...

I see myself inside a huge tornado of emotions,
situations and so many things that make that fenomenom
even larger than he really is.

First I was only floating around the air,
looking for a way to get out,
thinking:"This will be over soon."

Now I see the reality,
that small flight was just a beautiful lie,
Because in this moment
The tornado keeps pushing me arround violently,
And it'll be hard to escape without help.

I'm waiting for backup,
but it seems to me that he's not coming from the side
I thought it would.

Can you see me?
I'm running around in circles,
Flying, but falling,
and I'll fall,
I'll fall and fall again,
If no one helps me...

I need a backup,
I need a shoulder were I can put my head,
I need people who care about me,
but why can't I have this?

I know this is just a little problem,
but it's my problem,
I feal alone in this sphere,
but maybe I always did...

Can you see me there?
I'm flying so higher now,
I'll fall, I know,
I wish somebody else did...

terça-feira, maio 06, 2008

Pensamentos obscuros

Serei um elemento neutro?
Um conjunto solução com o qual,
não se intersecta,
nem sequer uma recta?

Sinto-me rejeitada,
não digo injustiçada,
talvez desvalorizada,
até mesmo desprezada.

Sei que não sou a vítima,
sei que sou culpada,
mas não tenho culpa,
de ser assim.

As pessoas a quem dou valor,
não me valorizam,
Preciso de alguém,
Preciso de algo.

Sinto que falta uma peça no puzzle,
Sinto o copo meio vazio,
Sinto que não recebi algo que envio.

Às vezes quero renascer,
ser outra pessoa,
mas outras vezes quero morrer,
acabar com todo o stress, preocupações,
que me remóiem e me fazem sofrer...

São só pensamentos
obscuros e violentos,
que tenho em certos momentos,
de tristeza, ciúme e relexão.

quarta-feira, abril 30, 2008

Sou...

Sou impossível,
incontrolável,
inconcebível,
no fundo indomável.

Sou a onda que te molhou,
Sou o defeito que ficou,
Sou o erro que não se eliminou.

Sou tudo,
Sou nada,
Só sei que,
quanto mais sei,
mas sei que nada sei.

Tenho asas nos pés,
A minha lingua é uma garra,
Os meus olhos a esperança,
Nas minhas mãos uma promessa:
escrever até mais não poder.

Todos dizem para não ambicionar,
Todos dizem que não devo sonhar,
mas eu não sou assim,
nunca fui,
nunca serei,
por isso às vezes sofro,
sempre sofrerei.

Dizem que sou chata,
não quero saber,
Dizem que sou incompreensivel,
há quem me saiba compreender,
Dizem que sou convencida,
mas eu sei que isso não sou nem quero ser.

Amo quem me ama,
amo o mar,
amo a minha familia,
os amigos,
o futuro,
tudo o que de novo há,
tudo o que novo já foi,
tudo aquilo que há para descobrir,
Tudo o que no meu coração eu possa sentir.

Sou isto,
sou aquilo,
sou muito,
sou pouco,
serei ninguém?
Não, não sou ninguém,
pois ninguém é perfeito,
e eu o sou,
logo sou alguém,
alguém indescritivel,
mas no fundo compreensivel...
Bom já não escrevia aqui há muito tempo. É o que dá os testes -.-'
Mas bem, estou de volta de Londres com novas ideias para novos poemas ou textos. Deixo aqui alguns pequenos.

Enjoy ; )

Luzes,
Som,
Cor,
Imagens,
Tudo combinado numa experiência única,
Tudo junto formava uma sinfonia incrivel,
Quase um sonho,
Quase irreal,
Nada me parecia banal.
Estradas voltadas do avesso,
Autocarros de dois andares,
Taxis pretos,
Rodas gigantes,
as pessoas,
os costumes,
tudo tão diferente,
tudo tão magnifico,
infinitamente elegante,
cidade contagiante.
Arte,
moderna ou antiga,
misturadas numa só,
um toque da metrópole,
uma pitada de interesse,
é a receita para a contemplação,
para o espanto,
para a admiração.
Tal como as coisas boas,
Acabou,
e tal como fui,
agora me vou,
despedi-me de ti,
Londres,
com a infinita promessa,
de aí voltar,
talvez quem sabe,
de um dia aí morar,
porque uma cidade como esta,
não será esquecida,
tão bela,
tão moderna e,
ao mesmo tempo,
clássica.
Os jardins,
Os esquilos,
Os palácios,
tudo,
mas tudo,
ficará na minha memória,
para sempre Londres,
para sempre serás para mim a glória.

segunda-feira, abril 07, 2008

Será que sim?
Será que não?
Será apenas a minha imaginação?

Não sei,
Não faço a miníma ideia,
apenas preciso de uma veia,
de uma inspiração,
de um pássaro na minha mão,
os outro dois podem bem voar.

Sei bem que sim,
Não tenho a certeza se não,
Contrariação,
aperta-me o coração.

Estou perdida,
quase sem vida,
mas tenho solução,
sigo as minhas palavras,
elas rodopiam num turbilhão de emoções,
sentimentos,
sons,
acções,
mas são verdadeiras,
puras,
como o mais jovem dos corações,
eu sei disso,
são as minhas palavras,
podem estar erradas,
desmembradas,
mas são minhas,
e isso ninguém me poderá tirar.

domingo, março 30, 2008

Pensamentos

What is life nothing but a simple string that expands until death...

Do you know what I feel, how I feel, when I'm near you? You don't imagine, you don't even think the possibility of someone like me loving a man like you...

Dizemos-nos racionais, dizemos que somos mais, mas no fundo seremos sempre animais...

I've got a hole in my soul, and a hole in my heart, they can be filled, but that's hard to do...

Only death can stop me from acomplishing my dreams.

Can you feel it? The taste of the wind, the sound of the waves, the magnitude of the mountains? You can't?! Than you're not a humam been...

Ela é apenas uma sombra no mundo, escondida na escuridão, ocultada por seres que se dizem superiores mas que se revelam menos do que são e do que dizem ser. Mas isso vai mudar, isso está a mudar, porque ela não vai desistir, ela irá sempre resistir, no mather the dificulties, no mather tha obstacles, she will, someday, become another light in the world...

segunda-feira, março 24, 2008

Metafisicamente falando...

Porquê eu?
Porque não outra pessoa,
eu,
não sou nada,
mas sou alguém,
não muito importante,
mas alguém,
existo e subsisto
nesta imensidão de humanos.

Pondero a minha existência,
pobre mas rica,
pequena grande vida,
que ainda há pouco começou,
mas que já vai acabar,
amanhã?
Não sei,
Talvez sim,
Talvez não.

Se existo,
quero desaparecer,
Se desapareço
quero viver,
existir.
Oh mas que doce é o elixir,
Da vida?
Ou da nossa própria morte?
Porque ao viver,
podemos também morrer.

Inês G.

É caso para pensar....

quarta-feira, março 19, 2008

Conselhos para controlar (minimamente) a vida:

1) Ser saudável, e com isto não digo que não se possa comer fast food, mas convenhamos que comer todos os dias não é lá muito saudável não. Oh, vocês sabem, cumprir aquelas normas e de resto vão ver ao livro de ciências;

2)Ter amigos verdadeiros, sim porque amigos só de nome não vale a pena.Se os tiverem mandem-nos dar uma volta .. ;

3) Ter um objectivo/projecto/plano de vida, nem que seja sobreviver, mas convém ser qualquer coisa que envolva uma profissão, familia, namorado(a),etc... Acreditem, este ponto é importante.

4)Praticar desportos, xadrez,cartas e coisas do género só contam quando se pratica coisas tipo futebol, andebol, volley ou cenas assim;

5) Ser-se criativo, versátil, imaginativo, sério e brincalhão, na medida correcta e nas alturas adequadas.

6) Nada, mas mesmo, NADA de consumir drogas, nem leves, nem sequer tabaco, porque isso implica o ponto 2;

7) Beber mas com moderação. É de evitar ficar bêbeda(o).

8) Conviver com outras pessoas, fazer novos amigos, por assim dizer;

9) Visitar outros países, contactar com outras culturas, conhecer o seu próprio país;

10)Nada de Racismos, Xenofobismos, Terrorismos, discriminações e coisas do género, somos todos da mesma espécie, pelo amor de Deus!! xD

11) Tratar bem os animais e plantas, também são seres vivos e merecem dignidade tal como nós.(a Bárbara vai adorar este ponto xD)

12)Ser empenhado nas tarefas que se realizam, sejam elas importantes ou não;

13) Evitar guardar râncor , não é uma coisa muito bonita;

14)Nunca desistir, às vezes ser teimoso é bom para nós;

15)Fazer algo pelo mundo, nem que seja plantar uma árvore;

16) Ouvir/fazer música. A vida sem ela fica muda, por isso cantem, toquem, gritem, façam o que quiserem mas não parem a música!

17) Cinema e televisão, em moderação;

18)Ser fiel, amigo dos amigos, pedir desculpa(em moderação), enfim ser-se uma boa pessoa;

19)Ter sentimentos, amar, chorar por alguém, rir de algo, isso tudo faz parte da vida;

20) Ler livros;

21)Desenhar, ou pelo menos, tentar desenhar xD ;

...

Já dei uns palpites, agora resta-vos fazer deles o que quiserem, mas acho que estes nem são nada maus para começar. A busca da felicidade é longa e dura, por isso aconselha-se a que começam já, porque nunca se sabe o que o destino faz de nós...

sábado, março 15, 2008

Escrevo para me sentir melhor,
escrevo na esperança que alguém me ouça,
escrevo porque estou a sofrer.

Está na altura de escrever,
aquilo pelo qual estou a sofrer,
escrevo porque me afastei,
escrevo porque desapontei.

Não é preciso ser escritora para escrever,
basta ter-se sentimentos,
basta saber descrever o que estamos a viver,
ou o que gostávamos de fazer.

Escrevo porque me faz pensar melhor,
escrevo porque tento assim corigir os meus erros,
os mais graves,
os mais leves,
mas no fundo erros.

Quero escrever para pedir desculpa,
por tudo o que fiz ou não fiz,
por tudo o que devia ter feito ou não,
sei que fiz coisas das quais agora me envergonho.

Escrevo pela saudade,
pelo amor
e amizade,
solidão,
ou por solidariedade.

Escrevo porque consigo pensar,
no que fiz de mal,
e agora escrevo para que me desculpem,
pelo que fiz e não posso refazer.

terça-feira, março 11, 2008

Avô

Passaram já 354 dias exactos sem te poder ver,
sem poder falar contigo,
sem te poder abraçar,
sem poder contigo falar.
Avô,
Lembraste das vezes que me fizeste rir quando estava triste?
Das vezes que me puseste ao colo para guiar?
Ou das vezes que tiravas do bolso usado das tuas calças,
um pequeno presente para me dar?
Eu lembro,
E sinto falta desses tempos,
sinto falta dos almoços,
dos lanches,
dos natais, páscoas e aniversários contigo,
dos momentos contigo.
Quando partiste deixaste no meu coração um vazio,
como se faltasse uma peça no puzzle da minha felicidade,
e muitas vezes penso nisso,
e muito sofro com isso.
Quando a nostalgia me invade,
nada mais tenho a fazer senão ser forte,
e pensar,
que, um dia,
voltar-te-ei a encontrar,
num sítio remoto,
talvez o paraíso, não sei,
mas encontrar-te-ei.

Tenho saudades tuas avô...
Amizade diferente...

Uma amizade diferente,
não tem que ser a melhor,
não tem que ser a mais feliz,
nem sequer a mais contente,
basta ser firme,
basta ter discussões,
obstáculos,
travões,
para quê? Porquê?
Para serem ultrapassados,
Para serem contrariados,
porque é com eles que se fortalece uma amizade,
que se sabe se vale a pena ou não lutar,
por algo tão simples,
como um sentimento,
que pode crescer com o tempo,
ou simplesmente desaparecer,
por vezes acontece,
e é isso que talvez me entristece,
pois uma amizade perdida,
é como uma ferida aberta,
sensível ao toque...

domingo, março 09, 2008

Reflexão...

A minha vida,
Um simples fio,
Frágil,
Sensível às rajadas de vento que sopram,
Um fio que enfraquece com o tempo,
Que a qualquer momento é pode ser cortado.
Todos nós temos um fio,
Temos uma vida,
Nascemos,
Crescemos,
Morremos.
Será que tememos a morte,
ou tememos a possibilidade de deixar para trás tudo?
O certo é que muitas vezes a morte não escolhe,
Leva as pessoas que mais gostamos,
As pessoas mais importantes para nós,
É por isso que a tememos tanto,
Não queremos deixar aquilo que mais gostamos,
Não queremos ver quem mais gostamos sofrer por nossa culpa,
Não sabemos o que nos espera do outro lado,
Castigo ou Perdão.
Não sei,
Mas talvez tente saber,
Só que também eu temo morrer,
Só aqueles que não têm nada a perder é que não a temem,
Só aqueles que pensam que sabem o que os espera do outro lado é que não têm medo de morrer,
Mas eu tenho medo,
Tenho medo de não poder mudar o mundo,
Tenho medo de fazer sofrer quem mais amo,
Embora às vezes tivesse pensado que talvez me dessem mais valor se morresse,
Mas isso já passou,
E desta vez estou mais forte,
Estou menos ignorante,
Não vou cair tão facilmente,
E se cair,
Posso até chorar,
Mas vou-me levantar,
Com pouco ou muito esforço,
Mas fá-lo-ei,
Porque eu não desisto,
Eu insisto,
Eu luto por aquilo que quero,
E é isso que torna a vida,
Aquele simples fio,
Numa caminhada com uma direcção,
Numa caminhada cheia de insucessos e conquistas,
Mas rica em experiências,
É isso que a torna diferente.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

To a Friend...

Oh my dear friend,
I write this poem as a note
to justify my behaviour
and may I quote:
"Errar humanum est"
Because no one is perfect,
and I'm not the best.
I here say this to you,
because I think you would tell me too,
If I'm wrong then warn me up,
If I'm right support me then,
And if I fail,
please forgive me
Because that's just who I am.

Filosofia de Vida: A nossa vida é feita de escolhas, as escolhas são feitas de valores e os valores fazem-nos a nós.
Sonhar...

Fecho a porta do olhar,
abro a porta dos sonhos,
vagueio pela imensidão,
por uma outra dimensão
e dou asas à imaginação.
Vejo mundo,
Vejo Homens,
animais de todas as cores e feitios,
vejo almas,corações,
negros de desespero
ou brilhantes de alegria.
Sonho um sonho,
E cresço por dentro,
pois querer é poder,
agir é fazer
mas sonhar também é aprender.

Enjoy ;)

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Simples agradecimento

Num destes posts disse que não devemos guardar o que temos para dizer a uma pessoa pois o destino pode pregar-nos partidas. Não estou a dizer que vai acontecer isso mas anteontem, apliquei essa minha "filosofia" de vida e disse o que tinha a dizer a uma amiga minha que, devo dizer, não me arrependo nada de ter conhecido. Ela é a Inês Alves. Atenção, isto não quer dizer que não tenha outras amigas especiais como ela, pelo contrário, até tenho algumas, mas ela tem feito coisas e tem-se preocupado comigo de uma maneira que acho que vale a pena destacar. Ela às vezes é capaz de ser mázinha, então quando lança o seu olhar desmotivador, ui ui x), pode até nem ser a pessoa que me trate melhor, mas defende-me tal como eu a defendo a ela, quando preciso de desabafar ela ouve-me e ralha-me se for caso disso, mas fá-lo porque se preocupa e porque me quer tentar corrigir. É a minha companheira de autocarro e de cinema, cantamos juntas a Epiphany do Sweeney Todd quando o trailer aparece, gostamos as 2 de Incubus e adoramos discutir sobre tudo e mais alguma coisa, o que, parecendo que não, é muito interessante x). Acho que as suas maiores qualidades são ser sincera, leal e brincalhona. Os defeitos só aponto aqueles que mais noto, que nem são bem defeitos, são mais coisas que lhe dão de vez em quando, como a resmunguice e a preguiça. Descreveria a nossa amizade numa palavra:peculiar. Porquê? Porque apesar de todas as zangas, todos os problemas, todos os desentendimento que tivemos no passado, ainda somos amigas e só verifico que tudo o que passámos só nos tornou mais amigas do que já eramos. Enfim, eu sou capaz de ter muitos mais defeitos que ela, ela é capaz de dizer muito menos lamechices que eu, mas quando o faz, essas coisas ficam-nos marcadas pelo bom sentido. No outro dia disse-lhe uma coisa que andava a guardar à muito tempo e o que lhe disse foi que ela era a minha melhor amiga. O que ela respondeu não digo, isso já era falar de mais, mas uma certeza aqui deixo e ela é que nem sempre aqueles que não nos ralham e que não nos tentam corrigir são os nossos melhores amigos.


Obrigado por me aturares, por me repreenderes, por me ajudares,
obrigado por tudo Inês. ( :

domingo, fevereiro 17, 2008

Bubbles,
oh gracious bubles,
so many bubbles,
So fragile and sensitve.
They're like me,
my own relief,
is that unlike the bubbles,
I don't explode and disappear,
When I touch your fingers,
So soft and gracious,
Like all the bubbles,
Like me...

sábado, fevereiro 16, 2008

Penso nos meus erros, nas asneiras que já fiz e tudo porquê? Digo que foi sem querer, que não tinha intenção mas por vezes minto a mim própria só para me fazer sentir melhor. Erro por não pensar e erro por o fazer. Erro por burrice e erro por teimosia. Gostava de conseguir ver a razão quando ela está à minha frente mas nunca consigo, nunca consigo identificar aquela pequena palavra que me escapa e depois me faz cometer erros parvos, erros que podiam ser evitados.
Gostava de às vezes não dar ouvidos às pessoas erradas, de não ligar a provocações, de ser menos criança ou, pelo menos, agir menos como uma. Quero o mundo, quero o universo mas esqueço-me que não sou a única que os quer. Depois erro, porque penso que estou a fazer o melhor para mim e para os outros mas, por vezes, não. É por isso que dou sempre uma 2º oportunidade às pessoas, para que elas me possam também retribuir com uma outra a mim, se eu errar. Por vezes quero tudo, quero o melhor, quero mais, mas não se pode ter tudo aquilo que se quer e por isso acabo por errar ao tentar satisfazer a minha utopia. Ter o melhor, a pouco custo. Mas é por isso que erro, por não ver que dentro da casca tosca está, por vezes, lá dentro uma noz, simples mas boa. Queria que o mundo fosse melhor, queria que o mundo me sorrise mais vezes, mas começo agora a ver que esses foram sorrisos falsos, testes à minha capacidade de me manter no caminho e não ir por atalhos, belos no início mas que acabam por revelar-se becos sem saída.

Miséria de vida esta, tão imperfeita, tão cruel, mas que por vezes nos sorri e esse sorriso vale por milhões.

But now I have come to believe that the whole world is an enigma, a harmless enigma that is made terrible by our own mad attempt to interpret it as though it had an underlying truth. Umberto Eco

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Pensamentos...

É bom ajudar uma pessoa. Sinto-me feliz por mim e por ela quando o faço, mas melhor ainda é quando conseguimos que ela siga em frente, sem medo de errar novamente, sem medo de tentar.

Estou farta de um mundo de egoísmo. Para singrarmos na vida agora temos que andar a lamber botas? O mundo está de pernas para o ar =

Só damos valor às coisas quando as perdemos, só nos arrependemos quando já é tarde para isso. Porque é que nunca vemos a razão quando ela está mesmo à nossa frente?

As melhores amizades são, por vezes, aquelas com mais barreiras: se as ultrapassamos ficamos mais fortes, mais unidos.

Porque é que temos que ter sempre medo da diferença quando a indeferença é 10 vezes mais temível?

Uma luta individual tem pouco sentido, mas quando mais pessoas lutam pela mesma causa, então serão mais fortes.

A perfeição é impossivel... mas porque é que há ainda pessoas que a querem à força?

...

domingo, fevereiro 10, 2008

Run or Revenge

If you feel so empty,
so useless,
in this god forsaken land,
why are you still here?
Why don't you go away?
Is it the absence of courage?
Is it the fear of being fucked up by others?
Is it the people you're gonna leave behind?
Well sometimes anger comes with strenght,
and strenght comes with courage.
The others fuck you up and disrespected you all life,
what will a little more of that do?
Nothing, it's all the same.
The people who love you must suport your decision,
otherwise they aren't your friends,
after all,
you sufered a lot all this years,
you were so desrespected by people who shouldn't exist.
And if you stay,
then revenge is the only way.
So fuck them up,
send them to the lake of fire,
'Cause that's the place where all the bad folks go.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Sabemos ou não??

É engraçado quando nos apercebemos o quão ignorantes somos. Por muito que saibamos, ou que pensamos que saibamos, há sempre qualquer coisa que nos escapa, sempre qualquer coisa que ignoramos por completo.
Quando somos crianças dão-nos noções tão suaves e simples para coisas que são na verdade mais complexas do que aquilo que nos dizem. Um exemplo claro é a noção de gravidez. Enchem-nos de tretas, é o que é. Uns contam a história da sementinha, outros a da cegonha e ainda outros que misturam as duas. O facto é que depois pensamos que sabemos, mas na verdade não sabemos nem metade da história.
Pois isso acontece quase todos os dias. Eu pensava que já não havia mais nada para saber acerca dos átomos quando acabei o 9º ano. Mas agora que dei os números quânticos vejo que por detrás de um porquê, existe outro, e outro e outro. E isto acontece em várias situações da minha vida, o que é extraordinário e ao mesmo tempo leva-nos a pensar se haverá mais alguma coisa a descobrir, ou se já foram encontrados todos os porquês...
É por estas e por outras que Sócrates dizia: só sei que nada sei!
Sweeney Todd...

Alright! You, sir?
How about a shave?
Come and visit
Your good friend Sweeney!
You sir! Too, sir
Welcome to the grave.
I will have vengenance.
I will have salvation...
Who, sir? You sir!
No one's in the chair come on, come on
Sweeney's waiting
I want you bleeders.
You sir? Anybody?
Gentlemen, now don't be shy
Not one man
No, nor ten men
Nor a hundred can assuage me.

O filme é absolutamente lindo. Eu não gosto muito de musicais, mas este é daqueles que eu era capaz de ver "over and over again".

terça-feira, janeiro 29, 2008

Inspirational moment

1.Little song==> Enquanto estava no chuveiro comecei a cantar isto, devido a um certo video do Sweeney Todd. Não liguem às quantidades da palavra "die". x)

Weeeeeeelllll,
we are all going to die,
sooner or later,
you and I.

Maybe I'll go first,
I feel a little pain in my chest,
oh my,
in lying I'm the best.

So who's gonna take the shot,
So who'll be the first to die?
Maybe you, my dear friend,
or maybe I.

Sooner or latter,
The old or the skatter,
The ill or the baker,
They all are iqual,
They all die,
Sooner or latter,
it's just a matter of time.

So "carpe diem" is my advise,
seize the day,
And it'll be nice,
to do something good
before death
comes
to
get youuuu.

2. Pensamentos...(misturas de inglês e português)

Face your inner demons...if you can. Only the brave ones can make truth and good prevail above the lies and injustices.

Qualquer seja a barreira, o obstáculo ou o perigo, enfrenta-o com calma, coragem e contando com os teus amigos.

I'm free, but am I free enough to end the friedom of others?

Evita que te apontem os teus erros, sê tu mesmo a reconhecê-los.

Don't ever misjudge people. Give them an oportunity to grow up.

...

É tudo. Nada mais tenho a dizer...It's only words...

domingo, janeiro 27, 2008




Os amantes...

Encostados um ao outro,

de rostos cobertos,

notando-se apenas alguns contornos

das faces esbranquiçadas dos dois,

são eles,

os amantes.

Se são belos,

se são felizes,

se são novos,

nunca saberemos,

apenas uma certeza temos,

são amantes,

eternos viajantes,

das aventuras do amor.

Quadro: "Os Amantes" de René Magritte

domingo, janeiro 20, 2008

Auto-retrato

Branca é a face,
levemente marcada pela adolescência.
Jazem aí dois olhos,
verdes como uma floresta,
salpicados de azul,
raiados pelo sol dourado,
cercados por uma lista negra.

É casada com os seus pensamentos,
Amante do movimento,
Apaixonada pelo oceano,
pela Terra,
pelo Fogo.

Só se irá calar,
quando ficar muda.
Só vai parar de ver,
quando ficar cega,
Só não vai descobrir mais,
quando morrer.

Será sempre uma criança,
Quanto ao aprender,
quanto ao encontrar,
quanto ao brincar.

Cresce todos os dias,
não só por fora,
mas por dentro.
Leal e simpática,
ajuda quem pode,
quem precisa,
como pode,
como sabe.

Muito mais há a dizer,
mas porque não tentar conhecer,
esta rapariga que aqui se tentou descrever.

sábado, janeiro 05, 2008

O menino que queria crescer

Quando ainda era bebé, já queria ser como os grandes: andar, falar, comer sozinho, tomar banho sozinho. Começou a falar ao primeiro mês, no segundo a andar e no terceiro mês comia e tomava banho sem ajuda. Os seus pais nada podiam fazer, o menino queria crescer. Quando tinha um ano já sabia as vogais, mais tarde o abecedário, e quando entrou para o infantário já sabia ler. Não brincava com os colegas, não se sujava, não chuchava no dedo, em suma, não era como as outras crianças. Sentava-se num canto distante e lia livros, fazia contas e, quando soube escrever, começou a fazer composições. Foi para a escola primária,mas rapidamente a conclui pois sabia mais que um miúdo de 4ºano. Nunca brincava com ninguém, nunca jogou futebol, nunca partiu vidros, sempre se comportou bem, não dizia asneiras, em suma, não era como os outros. A vida foi passando por ele, os prazeres, as alegria, injustiças, lições, tudo o que valia a pena no mundo passou por ele, como a suave brisa primaveril acaricia as árvores. Até que um dia, olhou para a rua e lá estavam várias pessoas. Uma criança brincava na relva com o seu cão, 2 adolescentes, sentados num banco, trocavam gestos de amor, um casal passeava com os seus 2 filhos e também dois idosos jogavam damas. E o menino, que agora era já um homem, olhou para as suas caras e reparou que embora alguns estivessem a discutir, eles pareciam felizes, pareciam estar a disfrutar do que é bom na vida. Nesse momento, quis ser como a criança, brincar na relva, sujar-se, chorar, rir. Quis ser aqueles adolescentes, voltar a ir para a escola, estar com os amigos, ouvir musica, ter namoradas, beijar, namorar. Quis ser como aquele casal, ter mulher, filhos, uma familía. Quis ser como aqueles idosos, apreciar os ultimos anos de vida, descansar, brincar com os netos, jogar damas com os amigos, rever a vida, todos as alegrias, tristezas, encontros e desencontros que esta lhe tinha proporcionado. Mas não podia voltar a trás. A vida tinha passado por ele, ele tinha optado por crescer, mas cresceu depressa demais e agora já não podia fazer nada. Apenas esperar que a ressurreição existisse.

Citando a letra da música "Warning" dos Incubus: Don't ever let life pass you by...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Uma pequena gota que fez a diferença

Caiu suavemente e
Deslizou,
Para baixo,
Foi ao encontro da boca
Uma gota, uma lágrima,
Pequena de tamanho
Embora grande em sentimento.
Num segundo,
Num momento,
Desliza ainda mais,
Mais abaixo,
Tocando no queixo,
Caindo no vazio…
Mas não,
Ela não caiu em esquecimento,
Caiu no chão e muito ligeiramente,
Salpicou os corações de outros,
Despertando-os para a situação,
Uma lágrima imensa,
Uma pequena gota que fez a diferença.

Acho que é um poema apropriado para um dia de chuva... ^^

sábado, dezembro 29, 2007

I hate that I hate myself,
I hate this stupid world,
Full of lies, injustice and death.
I hate not having an answer for my problems,
Hate that I lie to myself,
Hate those people who lie to the others.
I hate that I don't like you,
Hate not controling my feelings,
I simply hate not liking you.
Such a stupid word "Hate" is,
I hate hating,
I hate hate!
Why can't the world be like the movies,
Friends helping in each and everyway they can,
complicated love stories ending up well,
understandfull parents that give all their support.
But the world is so rough,
that these sorts of things can only be real in the movies,
and I hate that.
I hate a lot of things,
but I don't hate being alive,
because if I wasn't,
who would hate for me?

domingo, dezembro 23, 2007

Como toda a gente sabe, amanhã é a vespera de Natal. Eu devia estar contente, entusiasmada e alegre como nos Natais passados, mas não estou. Sim, gosto muito de comer o famoso bacalhau com couves e batatas, sim, adoro receber as prendas, estar ao quentinho mas o meu puzzle natalício não está completo. Passo a explicar, o Natal para mim, não é receber presentes, nem nada que se pareça, o Natal para mim é a união e alegria de uma família, é poder abrir os presentes e ver estampado um sorriso naqueles que mais amamos que, ao verem a nossa felicidade, a tornam na sua. É poder dar, não prendas, mas amor, carinho e alegria. A melhor prenda de Natal que eu sempre recebi foi puder passar o Natal com aqueles que mais adoro, isto é, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, o meu tio, a minha avó e o meu avô. Este é o meu puzzle natalício completo. Este ano, não vai ser assim. Este ano falta uma peça central do meu puzzle, falta o meu avô. Ele morreu em Março de 2007 e desde então sinto um vazio muito grande no meu coração. Nunca fui muito religiosa mas, por alturas do Natal de 2006, pedi a Deus que deixasse que o meu avô passasse o Natal connosco, e ele passou. Ainda me lembro de uma coisa que fiz, e ela foi, em vez de comer com os meus pais na sala de jantar, levantei-me e fui comer para a sala de estar, para fazer companhia ao meu avô. Acho que essa foi a melhor prenda que alguma vez lhe consegui dar.
Hoje vejo-me a relembrar a noite de Natal em que me pareceu ver o Pai Natal pela janela da entrada, e o meu avô não me deixou entrar porque dizia que se eu visse o Pai Natal ele ficava muito triste, a noite em que recebi o meu gameboy color e na qual o meu avô me pediu para jogar nele. Boas memórias, sem dúvida. Memórias desse puzzle natalício completo. Agora, acho que vou ter que renovar o meu puzzle, por muito que me custe, mas as memórias dos Natais passados, essas ficaram para sempre no meu coração.
Desejo-vos a todos um feliz Natal, cheio de prendas, alegria e essas coisas todas...

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Inspirações nocturnas

Adormeço profundamente perdida no meu pensamento e, quando desperto para o sonho vejo-me presa numa divisão, sem portas nem janelas, apenas uma fresta, no canto mais distante e elevado do tecto. Não é uma casa, nem uma mansão, nem mesmo uma cela, é apenas uma prisão, não o edifício, apenas a noção. Tento falar mas algo me cala. Tento pensar, mas algo me impede de o fazer. Tento sonhar, mas algo me limita os horizontes. Estranha situação, embora similar a algo. Ando à volta da sala até chegar ao canto mais distante da divisão,aproximei-me da fresta de luz e nesse momento pude falar, embora pouco, mas o que disse foi "Liberdade". Depois pude também pensar e aquilo que pensei foi "um Mundo". Finalmente pude sonhar e sonhei com a "Igualdade". De repente, vinda do nada, aparece uma escada bamboleante. A subida é perigosa, mas o perigo não me assusta. Assusta-me é a possibilidade de ter que voltar para baixo depois de todo aquela subida dificil. À medida que subo vou podendo pensar em cada vez mais coisas, vou podendo falar mais e mais coisas e a cada degrau que subo, o sonho que tive vai se realizando. Depois de subir um pouco mais de metade dos degraus da escada, paro e olho para baixo. Foi uma longa subida até ali mas valeu a pena e embora faltem alguns degraus, já estive mais longe da saída. Acordo para o real e vejo que o meu sonho foi simplesmente a subida da Igualdade e da Liberdade no nosso Mundo e assim percebo que temos sempre que lutar por elas já que se não o fizermos mais tarde ou mais cedo ficaremos presos numa divisão, sem nenhuma escada pela qual subir.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Inspirções nocturnas...

Viajante

De passagem,
Andando pelas veredas,
Lá vai ele,
O viajante.
Solas de papel,
Vestimenta andrajante,
Lá vai ele,
Pobre cavaleiro andande,
A quem falta o cavalo,
mas não a demanda,
é por isso que caminha,
é por isso que anda,
por caminhos ocultos,
por bosques obscuros,
seguindo o seu destino,
guiado por uma luz bruxuleante,
pela lua, pelas estrelas.
Lá vai ele,
O viajante,
Um pobre e triste sonhador,
Escondido por baixo de uma capa de desprezo,
por críticas e insultos,
por uma aparência descuidada.
Lá vai ele,
O viajante,
seguindo o seu caminho,
rumo a um lugar distante.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Bom, hoje andei a vasculhar nuns cadernos que cá tinha e encontrei um poema inacabado, que por acaso descreve como eu me senti numa altura da minha vida, mas ao qual vou fazer alterações. A parte a laranja é aquela que já estava feita, o resto foi o que eu acabei agora.

Às vezes penso que não vale a pena
tenho vontade de desistir
Só penso em parar
Só penso em fugir.

O mundo colapsa à minha volta
e eu nada posso fazer,
apenas observar,
Ver como a vida desaparece num piscar de olhos.

Mas tenho que conseguir,
Vou fazer a diferença,
Por muito que custe,
Por muito que sofra,
Eu vou resistir.

Eu sei que vou abdicar de muito,
Eu sei que muito vai mudar,
Sei muito bem que vários amigos vou deixar para trás,
Mas aqueles a quem chamo verdadeiros ficarão,
E eu nunca,mas nunca os esquecerei.

Vou ser forte,
Vou lutar,
Por um futuro,
o Meu futuro,
que agora se começa a jogar.

Tenho os trunfos na mão,
Basta agora saber usá-los.

Eu acho que é feio deixar um poema incompleto e desactualizado, por isso achei melhor alterá-lo um pouco mais.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Férias! =D
Bom hoje parto para um acampamento de 3 dias por isso para vossa felicidade vou ficar sem postar.

Adeus pessoal!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Ora mais um post para a colecção.

Obstáculos,
todos os temos,
mas são poucos os que os enfrentam,
poucos aqueles que os ultrapassam.
Barreiras e limites,
Impedem a nossa felicidade,
a nossa alegria,
a nossa amizade,
Destroiem uns laços,
Enfraquecem outros,
mas mais que tudo,
destroçam corações.
Mas porquê?
Porque é que temos que sofrer,
Porque é que temos que os enfrentar?
Os obstáculos fazem-nos crescer,
Fazem-nos revelar a coragem,
a preserverança, a responsabilidade,
Que temos dentro de nós,
e embora escondidas,
elas estão lá,
prontas a sair, prontas para agir
sempre que temos que ultrapassar,
aquele obstáculo,
aquele muro que nos separa tenuamente da nossa felicidade,
aquela barreira que nunca conseguimos saltar,
mas há que sempre reflectir,
há que pensar,
Pensar que no outro lado está uma vida melhor,
Com outros obstáculos, é certo
Mas uma vida na qual já sabemos ultrapassar
aquele limite que conseguimos transpôr,
pois o segredo é não desistir,
o segredo é agir,
o segredo é não fugir,
Enfrentar,
Defrontar,
Confrontar,
e nestas coisas uma certeza tenho
e ela é que com os meus amigos posso sempre contar.
Por muitos obstáculos que existam,
não desistam,
insistam,
pois a teimosia pode ser considerada como um defeito,
mas é uma qualidade preciosa,
neste mesmo efeito.

Eu não quero desistir, e tu?

sábado, dezembro 08, 2007

Infelizmente sinto que não consigo falar do meu avô sem chorar, e como não quero fazer figura de triste e que tenham pena de mim, vou antes fazer sobre a minha maninha pequena. E aqui está ele.

Uma irmã do Coração

Quando falamos de irmãos e irmãs, pensamos unicamente naqueles que estão unidos por um laço de sangue, isto é, filhos dos mesmos pais. Mas quem pensa que apenas existem irmãos de sangue, então está enganado. Eu digo isto porque tenho uma irmã, uma irmã do coração, a minha maninha Rita e no dia em que a conheci formei este laço de amizade e carinho, que quero que dure por muitos e muitos anos.
Tinha onze anos de idade quando a conheci pela primeira vez. Há muito tempo que uma grande amiga da minha mãe estava à espera para adoptar uma criança e eu, como é natural, estava curiosa para a conhecer. Até que, numa tarde de Primavera, fomos à casa da amiga da minha mãe e lá estava ela. Embora já a tivesse visto numa foto, foi uma surpresa para mim porque ela era ainda mais fofa e pequenina ao vivo. Ela tinha apenas 2 anos, cabelo castanho-claro e uns olhos castanhos grandes e expressivos. O meu primeiro pensamento foi:”Como é possível que os pais biológicos não tenham gostado desta pequena criança tão linda?”. Lembro-me do que estava a fazer quando a vi pela primeira vez. Estava sentada num triciclo e a andar à volta da cozinha. Aproximei-me dela e apresentei-me. Ela disse-me olá e depois continuou a andar de triciclo. Depois perguntei-lhe se não queria ir comigo até ao quintal e ela disse que sim por isso lá fomos nós. Ela era um pouco tímida, mas à medida a que fomos brincando, a que nos fomos conhecendo melhor, ela começou a interagir mais comigo e assim fomos ficando amigas, ao longo daquela tarde diferente. Fizemos de tudo um pouco: Molhámos os pés na água da piscina, vimos os cães da amiga da minha mãe, jogámos à bola, ensinei-lhe a fazer o sinal de fixe e entre outras coisas. Ela era tal e qual como eu na idade dela: brincalhona, marota, faladora, corajosa e irrequieta. Essa tarde fez-me recordar a minha infância e fez-me recordar o meu sonho de ter uma irmã mais velha. Ela lá achou graça ao meu nome e em vez de Inês chamava-me Chinês e em vez de “difícil” dizia “difácil”, andava sempre a correr de um lado para o outro, a descobrir novas coisas, conhecer o mundo, coisas que também eu fazia quando era pequena.
Brincamos até ela ter que se ir embora para a casa da família de acolhimento, pois nesse dia ainda ficava com eles. E quando me fui para despedir ela não me largava e acabei por ir levá-la até casa, juntamente com os seus pais adoptivos. A viagem foi uma diversão e ela estava sempre a chamar-me Chinês e a tirar os sapatos, feita tontinha. Quando chegámos à casa da família de acolhimento, ela apresentou-me ao Francisco e à sua irmã, que eram filhos das pessoas que a acolheram, a quem, na brincadeira, ela chamava de Quiquinho, o Macaquinho.
Quando me fui para despedir dela, abraçamo-nos e ela disse-me aquelas palavras que me ficaram marcadas no coração: Adeus mana. Nesse momento senti-me a pessoa mais sortuda do mundo, por ter conseguido dar amor e carinho a uma criança que dele necessitava, por ter ganho uma nova irmã e por ter conseguido compensar, de certa forma, o meu sonho de infância, que era ter uma irmã mais velha, pois tornei-me numa irmã mais velha de coração. Ainda hoje sou a irmã dela e ela é a minha maninha pequena, e quando olho para ela vejo-me a mim, aquela criança viva e cheia de alegria, aquela criança marota e irrequieta que fui e sempre serei.

domingo, dezembro 02, 2007

Este texto irá provavelmente ser aquele que vou apresentar a português. Acho que está bom por isso resolvi postá-lo, pois penso que passa uma mensagem importante.

Acordar para a morte

Há quem diga que acordamos para a vida, mas naquele dia eu acordei para a morte. Não me lembro da data, apenas do mês e do ano. Março de 2007. Recordo com tristeza todo esse dia, todos os momentos que vivi, todas as coisas que fiz e tudo aquilo que senti. Toda a gente sabe o que é perder um ente querido, mesmo que nunca lhe tenha acontecido isso. Eu era uma dessas pessoas até esse dia. Nada nem ninguém me poderá fazer esquecer aquela manhã mórbida e fora do normal. A manhã em que acordei para a morte.
Acordei sobressaltada. Eram 8 da manhã. Não era normal acordar a essa hora. “Devo ter tido um pesadelo.” – disse para mim mesma. Mal sabia eu que o “pesadelo” estava a uns minutos de distância. Dirigi-me para as escadas e ouvi alguém a chorar. Era a minha mãe. Perguntei-lhe o que se passava, porque estava assim. Ela disse-me que o meu avô tinha tido outra daquelas noites horríveis e que tinha ido de urgência para o hospital. O certo é que aquela doença que o debilitava cada vez mais, tinha outra vez levado a melhor sobre ele, já que aquele tipo de noites já se tinham repetido inúmeras vezes mas o meu avô acabava sempre por vencer a doença e voltar para casa, e por isso mesmo interroguei-me: “ Se ele foi para o hospital outra vez, porque é que estará ela a chorar? Seria normal estar preocupada e não assim.” Momentos depois veio o meu pai e disse-me para voltar para a cama, e também ele estava estranho, um tanto amargurado.
Voltei para o meu quarto e deitei-me junto ao meu irmão que, como sempre, tinha tido pesadelos e tinha ido para a minha cama. Fiquei um pouco a pensar no assunto mas depois adormeci outra vez. Momentos depois fui acordada. Era o meu pai. A sua cara estava lavada de lágrimas e então disse-me aquela frase que para sempre ficará na minha memória: “ Inês, o avô morreu.” Nesse momento o tempo parou. O meu avô estava morto. Tive uma espécie de flashback. Comecei a ver na minha mente os momentos que tinha passado com ele. Aquela vez em que eu tinha fome e ele tirou do seu bolso das surpresas um amendoim para me dar. Aquele dia em que me pousou no seu colo e me deixou guiar a carrinha. Aquele dia em que me deu, pela primeira vez, uma palmada no rabo por estar a implicar com o meu irmão. Aquela noite em que me contou que quando era novo apanhava todos os contrabandistas e ladrões de azeite das redondezas. Vi tudo isto e mais alguma coisa passar diante de mim, rapidamente e sem som, como um filme mudo. Tinha tanto para lhe dizer ainda, tanto para lhe mostrar, para lhe perguntar. Nunca cheguei a saber tudo o que queria e ele nunca chegou a ver tudo o que eu queria que ele visse. Eu sei que ele partiu para um sítio melhor, mas ele não merecia. Tinha ainda tempo de viver, tempo de ver mais coisas. Mas a doença tinha vencido daquela vez. Após isso o tempo voltou ao normal e a minha primeira reacção foi: “Ele sofreu?”. Depois disso chorei. Chorei por não me ter despedido dele, chorei por ter perdido o meu “amigalhaço”, chorei por ter perdido o meu avô.
Foi uma manhã que ficou para sempre marcada na minha memória como sendo a manha em que acordei para a morte: A morte do meu avô.

Já sabem, não guardem para vocês o que têm a dizer a uma pessoa pois nunca se sabe o que o destino lhe reserva a ela ou até mesmo a nós.

Enjoy...



sexta-feira, novembro 30, 2007

Tenho medo,
medo de cair,
medo de chorar,
medo do vazio,
medo de sair.
Medo que me consome,
que me condiciona,
que me limita,
Medo que se impõe.
Vejo um futuro negro,
um futuro de medo,
de tragédias,
de catástrofes,
cataclismos e mudança.
Medo de confiar,
de dar confiança.
Medo de mudar para mal,
Medo de não me adaptar,
De não sobreviver ao mundo,
Que engole, que consome, que destrói.
Medo do mundo,
Um mundo de medo,
Mas mais forte que o medo,
Mais resistente que o mundo,
Mais persistente que as limitações e preconceitos,
Só mesmo o desejo de lutar,
o desejo de sonhar,
por um mundo melhor,
por um medo menor.

Eu bem avisei que andava inspirada xD
Enjoy ~
Bom, não sei se é ou não da greve de hoje, mas andei o dia todo inspirada e aqui venho depositar um pouco dessa inspiração.
Penso várias vezes em como seria a minha vida sem os meus amigos, sem ninguém que me apoiasse nas alturas mais críticas, nos momentos mais dolorosos, sem ninguém que me escuta-se, me compreendesse, ajudasse, corrigi-se. Seria difícil, é certo e sabido, e mais, eu não sobreviveria e digo com muita seriedade que se não tivesse os amigos que tenho, eu provavelmente não seria o que sou hoje.
Por vezes também penso em como seria a vida dos meus amigos sem mim e chego à conclusão que é impossível saber, pois o pensamento é deles, não meu, mas quando penso como seria ter uma amiga como eu, sinceramente, acho que tem momentos em que é bom e outros em que é mau, devido à minha grandessíssima bocarra e ao facto de eu não me calar um único minuto.
Mas pronto, vou pensar noutra coisa...
Penso agora, neste preciso momento, porque é que me gozam tanto. Não estou a dizer que este e aquele me gozam mas o certo é que fui muito gozada na minha vida e nunca percebi o porquê disso. Já tentei ver se tinha a ver com os meus defeitos, mas isso não tem muito por onde gozar, tem mais por onde brincar. Pensei também na minha atitude brincalhona, mas cheguei à conclusão que isso também é na brincadeira. Então porquê? Porque é que me gozam? Porque é que me rejeitam? Porque é que não me levam a sério? Eu já estou no 10º! Já não sou nenhuma criancinha! Brincar de vez em quando não tem mal nenhum, desde que não se exagere, mas não sei o que é que as pessoas vêm em mim para gozarem tanto. O meu único consolo é que no futuro talvez seja eu a gozar com elas! Mas isso era descer muito baixo, era descer ao nível dessas pessoas que não sabem a pessoa que sou na realidade. Acho que os meus verdadeiros amigos são aqueles que me ralham, que sabem brincar na altura certa, que me apoiam, ajudam, consolam, mimam(no bom sentido), me ouvem e me respeitam. Se não fizerem isso então tenho muita pena mas essa pessoa não pode ser minha amiga de verdade. Sei que não sou perfeita, até pelo contrário, sou das pessoas que mais imperfeições tenho, mas ao menos tento corrigi-las e luto por um futuro, luto pela minha liberdade, pelo meu "porto-seguro", pela minha oportunidade de deixar uma marca neste Mundo. Às pessoas que me odeiam, só digo o seguinte: Tentaram conhecer-me melhor? Tentaram respeitar-me? E elas que respondam a isso porque eu não falo por elas.
Espero que as pessoas a quem "assentar a carapuça" de verdadeiros amigos fiquem conscientes que significam muito para mim, mesmo que às vezes não o pareça.
Já disse, está dito, e por aqui fico.

sábado, novembro 24, 2007

Hoje não estou com paciência para grandes testamentos por isso resolvi fazer um poema, e mesmo que não rime não faz mal, tem é que ter sentido.

Sonhos perdidos no vazio
Cantam baladas de solidão
que nos provocam arrepio,
Nascem pela mão angustiada,
Pela existência amargurada
De quem por ela não lutou,
De quem por ela não se esforçou.
Voam sonhos,
De todas as cores e feitios,
Negros como a solidão,
Verdes como a esperança
Brancos como a paz e perfeição.
Sonhos de pessoas pobres,
Sonhos de pessoas ricas,
Misturam-se sem preconceitos
Criam novas vivências
Definem novos conceitos.
Sonhos perdidos,
De Homens esquecidos,
tudo porque não se aplicaram o suficiente
para acompanhar a evolução
deste mundo onde não existe a perfeição,
do nosso mundo onde a existência é assegurada
por menos do que uma linha de agulha bem esticada.


Espero que gostem ;)

quinta-feira, novembro 22, 2007

E aqui estou eu de novo, a escrever as minhas pequenas memórias... enfim, hoje dedico totalmente o post às pessoas que lêm o meu blog.
Quando fiz este blog, fi-lo inspirado num formato de diário, um sítio onde posso descrever e escrever o que sou realmente. É uma forma de mostrar que dentro da chata do costume também há uma pessoa que tem sentimentos, posições em relação a certos assuntos, que tem uma opinião autónoma, que tem argumentos para certas coisas que faz.
Vejo o inicio do meu blog e reparo nas poesias, nos vídeos, nos pensamentos e nas teorias que postei e noto um certo crescimento em mim(psicológico, é claro). Muito sinceramente nunca esperei comentários, mas é certo que recebi alguns, nem nunca pensei que as pessoas gostassem das coisas que eu escrevo, mas têm me dito que gostaram e que escrevo bem, por isso acho que vou continuar a escrever para essas pessoas. Maior parte das vezes os posts são relacionados com alturas da minha vida em que estava mais ou menos poética, mais ou menos bem, mais ou menos crítica. Houve uma altura em que deixei de escrever no blog, provavelmente porque não tinha tanto para desabafar com o monitor e teclado x). Mas agora preciso muito do meu blog, preciso de escrever sobre o mundo, sobre mim, sobre a minha vida, já que não tenho muito tempo para estar com as minhas amigas. O blog é, de certa forma, uma companhia para mim e uma animador, graças às pessoas que o comentam e às quais agradeço mesmo muito.
Conselho para todas as pessoas que precisem de exprimir livremente as suas ideias: Façam um blog, nem que seja anónimo.

Mais uma vez, Obrigado pessoal! =)

sábado, novembro 17, 2007

Quando dormes
E te esqueces
O que vês
Tu quem és
Quando eu voltar
O que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Isolar para sempre este tempo
É tudo o que tenho para dar

Quando acordas
Por quem chamas tu?
Vou esperar
Eu vou ficar
Nos teus braços
Eu vou conseguir fixar
O teu ar
A tua surpresa

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Eu vou agarrar este tempo
E nunca mais largar

Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou, vou conseguir pará-lo
Vou conseguir pará-lo
Vou conseguir

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou conseguir pará-lo
Eu vou conseguir guarda-lo
Eu vou conseguir ficar.

David Fonseca-Adeus, não afastes os teus olhos dos meus.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Acabei à momentos o meu texto argumentativo para filosfia, mas como o tema é demasiado abstracto fiz outro. Como este até nem está mau, na minha opinião, resolvi pô-lo aqui. Enjoy ;)

Questionar: será correcto fazê-lo?

A maior parte dos seres humanos, se não todos, questiona e questiona-se. De facto, questionar é para os seres humanos uma actividade muito natural, tal como a sede ou a fome. Se formos ao dicionário e procurarmos a palavra “questionar” encontraremos que questionar é “fazer questão sobre; contestar; pôr em causa;”, por isso sempre que fazemos uma das coisas, acima referidas, estamos sempre a questionar algo ou alguém.
Agora que sabemos o que realmente é questionar, deparamo-nos com uma questão importante: Será correcto fazê-lo? Uns dizem que sim, outros afirmam que não. Eu penso que sim, no momento e contexto adequados. Penso que é correcto questionar tudo aquilo que tem que ser questionado, tudo o que suscita dúvidas, tudo o que deve ser contestado, já que nada é perfeito e nem todos têm a mesma opinião acerca de algo ou alguém. Questionar, para mim, é humano e acho que o Homem, além de questionar, tem que se questionar acerca de si mesmo. A razão é simples: por exemplo, se só questionássemos os outros e não olhássemos para nós provavelmente cometeríamos os mesmos erros que neles contestamos, e é por isso que nos devemos questionar a nós próprios para vermos se não estamos a agir da forma que criticamos aos outros.
O facto é que se o ser humano não questionasse o todo, provavelmente hoje em dia ainda viveríamos como homens primitivos. Uma das razões pela qual questionar é correcto é que isso é o princípio da correcção ou reformulação de algo ou de alguém. Por exemplo, ao contestarmos o comportamento de uma pessoa, o mais provável é que esta o tente corrigir, isto se aceitar a contestação. Se isto acontecer, estamos a ajudar essa pessoa a corrigir o seu comportamento e deste modo estamos a contribuir para melhorar a forma de ser ou de agir de um ser humano e até de nós próprios, se nos questionarmos acerca do nosso próprio comportamento. Outra razão pela qual é correcto questionar é a seguinte. Se Copérnico não se questionasse acerca do porquê dos planetas mudarem de tamanho e de brilho ao longo da sua trajectória, este não teria criado a Teoria Heliocêntrica que abriu caminho aos progressos na área da Astronomia. O mesmo se passa com cientistas, escritores, artistas e filósofos. Questionar leva à criação de novas teorias, conceitos, elementos, materiais, entre outros. Além de levar à criação, leva também à descoberta de novos sítios, novos continentes. A prova disso é que se o Infante D. Henrique não se questionasse acerca do que havia para além do horizonte, os descobrimentos portugueses dificilmente se tinham realizado. Questionar é propício ao conhecimento mais profundo do mundo e do ser humano e entre outras coisas. Resumidamente, questionar é muito importante para o conhecimento radical do Todo e para a reformulação das nossas formas de agir e de pensar. Sim, é certo que não devemos questionar tudo e que questionar não é sempre o mais certo a fazer mas, como referi anteriormente, questionar impulsiona mudanças, descobertas, criações, desde que seja aplicado ao contexto e tempo adequado e é por isso que considero correcto fazê-lo.
Por fim, podemos concluir que é correcto questionar, no momento e contexto adequado, já que ao pormos em causa o Todo estamos a impulsionar uma mudança, reformulação, a criação, a descoberta, entre outras coisas e ao contestarmos aquilo que não está bem, estamos a contribuir para a correcção de defeitos e falhas de algo ou alguém, incluindo nós mesmos. Por isso já sabem, se estiverem indecisos, questionem-se…

Inês Gouveia
Nº 17
10ºB

terça-feira, novembro 13, 2007

Todos temos defeitos, falhas, faltas, (...) . Tantos nomes para um característica que todos os seres humanos têm pois ninguém é perfeito e quem o for avise, porque gostava de conhecer essa pessoa, já que perfeito só Deus, isto se ele existir, ou seja, essa pessoa só pode ser Deus.
Por mais qualidades que uma pessoa tenha, ela tem que ter algum defeito, ou alguns, mas quantas mais qualidades melhor, desde que o defeito não seja a mania!

Existem muitos tipos de defeitos: físicos, mentais, comportamentais, morais, etc.
Para mim os físicos não são muito importante, embora às vezes admito que penso demais para a aparência, mas isso não acontece muito e fica sempre restrito ao meu pensamento.

Eu não sou a pessoa indicada para falar das minhas qualidades, acho que as pessoas que convivem comigo é que o devem fazer, por isso perguntem-lhes. Agora defeitos, isso já é outra coisa diferente. Aqueles que mais reconheço em mim são falar de mais(mas em grande exagero, às vezes não consigo controlar), embora já tenha melhorado um pouco x), ser desbocada, ser um pouco gorda, ansiosa demais, às vezes sou muito criança,isto quanto aos comportamentais. Quanto aos físicos, digo já, que eu não me considero gira, mas que os meus olhos são muito bonitos x). Enfim e o resto não sei que mais dizer, pois há pessoas que vêem em mim uma data de defeitos, porque ainda não se deram ao trabalho de me conhecer a sério.

Mas deixo aqui um apelo: Vejam as qualidades das pessoas, esqueçam os defeitos fisicos, mas desconfiem daquilo que é bom demais.... pode ser belo por fora mas horrível por dentro.

enjoy
...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Como é natural, não fiquei indeferente de modo algum ao acidente na A23, que ocorreu no dia 5 de Novembro, dia em que fiz o meu 1º teste de Português, o dia de anos do meu avô se estivesse vivo.

A única palavra que encontro para descrever o acidente é "horrível", uma tragédia completa, já que não só foram afectadas as pessoas que viajavam no autocarro e no carro, mas também os familiares das vítimas. Para eles apresento as minhas profundas condolências e compreendo de certa forma a situação em que se encontram.

O teste de Português correu bem, felizmente. O facto de ter aprendido as conjunções deu muitíssimo jeito, e isso devo-o ao stor Batista que, pacientemente me ensinou os básicos e aprofundou comigo as orações. Estou-lhe mesmo muito agradecida.

Quanto ao aniversário do meu avô....tanta coisa para dizer que nem sei por onde começar.
Hoje lembro-me do seu aniversário no ano passado. Foi num domingo, salvo erro, e para o comemorar fomos almoçar todos fora. Avô, como sinto falta de ti, de falares comigo, de me chamares a amigalhaça, de me fazeres festas, de tudo, até mesmo de me ralhares por provocar o meu irmão. Gostava que soubesses que estou a gostar da escola, que estou a ter boas notas, que estou a lutar pelo meu futuro(que se tudo correr bem será evitar que pessoas boas como tu percam a vida devido a doenças respiratórias), queria falar tanto contigo, perguntar-te quantos ladrões prendeste, quantos contrabandistas apanhaste, se eras o mais belo rapaz da aldeia, mas o tempo é curto e o teu esgotou-se sem que te fizesse todas as perguntas que queria. Mas, no fundo, estás sempre comigo, ainda hoje e amanhã também, num cantinho bem confortável do meu coração.

O dia correu bem, mas tantas tragédias, tantas lembranças , tantos problemas extra , que acabei por ficar triste por viver neste mundo, só por um momento, mas fiquei.

sábado, novembro 03, 2007

Às vezes à um certo tabu em volta da palavra "errei".
É engraçada a facilidade com que todos erramos e a dificuldade em admitir que o fazemos.
Errar é tão fácil. Qualquer pessoa o faz, sejam pobres, sejam ricos, sejam brancos, sejam pretos, sejam qualquer coisa. Difícil é mesmo admitir que errámos. Poucas pessoas o fazem, poucos são aqueles que pedem desculpa. Sim dizem muitas vezes "as desculpas não se pedem, evitam-se." mas errar é humano e é por isso que é tão fácil de fazer.
Mas mais humano do que errar é mesmo admitir o erro e pedir desculpa. Também é humano desculpar, principalmente quando o erro foi grave. Para isso é preciso pensar muito e sobretudo falar, pois quem cala consente e o consentimento nem sempre é o mais correcto.

Toda a gente erra: eu erro, tu erras, ele erra, ela erra, nós erramos, vós errais, eles erram. O verbo é global. Não me venham cá com tretas como " ah eu nunca erro, sou perfeito". Mas nunca ouviram dizer que a perfeição não existe??? Eu desprezo gente assim. As pessoas que mais respeito são aquelas que chegam ao pé de mim e me dizem " Eu errei, desculpa-me por favor." Eu acabo quase sempre por desculpar mas há certas coisas que nunca desculpei, isto porque a pessoa não me pediu desculpas, ou porque é daquelas que se acham perfeitas.

Quanto a mim, sou boa a errar, mas quase sempre a primeira a admitir esse erro e a pedir desculpa.

Acho que agora dirijo esta parte do post a um erro recente e a essa pessoa só tenho a dizer:
Eu admito que errei,
Desculpa, vou tentar não voltar a repetir o erro.

Enjoy ;)