quinta-feira, setembro 10, 2009

Me, Me, Me, Me and, oh, I almost forgot...ME!

Esta é uma daquelas alturas em que a única palavra que consigo dizer é: Foda-se. Sim, peço desculpa pela asneira, mas é o que se adequa a este momento porque mais uma vez fiz o improvável e anormal: fiz asneira.
Gostava de saber o que vai dentro do meu cérebro para que todo o mundo à minha volta seja perfeito e eu seja a unica com problemas quando isso é pura MENTIRA. Toda a gente tem problemas, não sou só eu! Mas, não! É muito dificil para o meu cérebro processar essa informação porque tudo gira à volta de mim. Para ele só existe eu eu eu eu eu eu e eu! Depois o resultado é começar a pensar que está tudo contra mim, que tudo me quer atingir ou magoar ou então abandonar, quando a verdade é que as outras pessoas têm mais com que se preocupar e às vezes não é facil lidar com vários problemas. Por essa mesma razão preciso de me insultar por ser um ser humano irritante e idiota, também por ser ignorante, egocêntrica e estúpida. Já que mais ninguém me chama isso pela frente, mais vale ser eu própria a admiti-lo.

Kudos friends!

domingo, agosto 30, 2009

(Re)Nascimento

Não há como descrever
seja a vida ou morte
nascer ou morrer
não há como saber
o que irá acontecer a seguir,
iremos ficar?
iremos partir?
iremos entrar
ou simplesmente vamos sair?
Eles dizem que é o destino,
mas essa é uma outra maneira de dizer que é azar.
Será um menino?
Será uma menina?
Como saber? Como adivinhar?
Não há carta nem chave
Para se decifrar o mistério.
Será biológico?
Será adultério?
Questionam-se as vozes do bairro dos boatos
Apenas falam, nunca vi nada de actos...
Ao fundo vê-se uma luz,
pode ser um passaporte para o paraíso,
ou talvez para o inferno.
Mas não,
vê-se a luz, ao longe uma face encoberta
por um véu verde pantanoso,
E, de repente, tudo acontece,
Como é fabuloso
quando uma nova vida aparece
em resposta a uma prece,
em resposta a um desejo,
de ter alguém no mundo,
no qual me revejo.

sábado, agosto 29, 2009

Atenções e outras questões

Apesar de ninguém o admitir, todos nós ansiamos por um momento de atenção, um momento em que todas as luzes estão viradas para nós. Eu admito, gosto que me deiam atenção, por boas razões, como é lógico.
É essa a questão que aqui se coloca: Devemos querer que nos prestem atenção por todas as razões?
A minha resposta é não!
Sim, infelizmente existem pessoas que querem toda a atenção concentrada neles próprios, seja por boas ou por más razões, embora, infelizmente, costume ser por más razões. Fazem de tudo, traíem, dizem mal de outras pessoas, embebedam-se compulsivamente por questões de "estilo", exibem-se de todas as maneiras e mais alguma, fumam para se armar em maduros, fazem inveja com coisas insignificantes, rejeitam os outros ou tratam-nos de maneira diferente, fazem-se de coitadinhos(as)etc. Alguns acham-se "rebeldes", outros acham-se "pobrezinhos" e outros acham-se os "maiores", mas isso só prova que existe muita falta de carácter no mundo. Se é atenção que querem, deviam conquistá-la de maneiras correctas, ajudando quem podem, sendo leais, justos, etc, etc, etc...
Mas como já é habitual, são raras essas pessoas, quase tão raras como os políticos justos e verdadeiros(sim, também são muito raros, mas isso é um assunto à parte), mais raras que os diamantes.
Como sempre, temos que viver com essas pessoas, às vezes nós próprios também somos assim, mas há quem abuse...
Não há nada a fazer, somos apenas humanos, a dita "raça superior" que mete a pata na poça constantemente!
Onde está o Super Homem quando precisamos dele? E o Homem Aranha?
O facto é que a nossa única salvação é mesmo cada um de nós tentar ser um Super Homem ou Super Mulher, ou seja, um herói, através de pequenos gestos que fazem a diferença. A questão que se coloca agora é: "Acham que conseguem? "

quinta-feira, agosto 13, 2009

Não!

Não faças isso!
Não digas aquilo!
Não vais sair!
Não te deixo ir!
Não!Não!Não
Não faço a cama!
Não dispo o pijama!
Não arrumo o quarto!
"Já estou farto!"-
dizes tu, olhando-me
com esses olhos austeros,
queres prender-me com ferros
mas eu não vou deixar.
Não!Não!Não!
Que palavra tão frequente
na vida de uma adolescente.

domingo, julho 12, 2009

Re-Think

Can't we see our own decline?
Society is so damn complicated
So, it's really hard to even define
What's wrong and what is wright.
We live in the shadows
but I hope, someday, we'll see the light
and then understand the mistakes we made:
Selfish men who will never fade
Lies and games we always played.
Why can't we simply face
that someday the fate
we'll be the extinction of our own race.
We kill, we torture,
destroy and ruin,
Where is friendship?
Where is peace?
They're gone forever
And will never comeback.
The entire world is being covered up
By a huge shade of black,
Society isn't going anywhere.
So, my friends,
Now I ask:
Are we really God's image on Earth?

quinta-feira, julho 09, 2009

Small reflections

This world is upside down
turned in the wrong direction.
If you stop to think about it
You will see.
I stoped thinking about me
for just a second
and tears burst into my eyes.
We trully are all selfish
Even the kindest person,
Has a monster inside him/her.
The truth is out there,
but it's too sunny,
I rather stay at home.

Lisboa menina e moça

Lisboa,
cidade mundana
de gentes e costumes tão diferentes,
cidade de luz e de escuridão,
cidade de contrastes e contemplação.
Oh bela, como és bonita,
apesar de todos os teus defeitos,
de pareceres uma arena de combate
há ainda quem te ame e quem te admire,
quem um piropo remate
ao olhar para ti de relance.
Naquela auge citadina,
vemos uma mistura de nações,
de Inglaterra à Argentina,
Unem-se diferentes facções:
Ricos, pobres, classe média,
tudo aí se mistura,
fascinando quem por ali passa.
Também vejo dor,
amargura e tristeza
transtornando essa tua beleza
mas não há nada a fazer,
o mundo é como é,
isso já consegui aprender.
Ah! Como é bom passear
junto à beira rio,
ou será à beira mar ?
Que interessa,
quando vagueio nos teus recantos
o tempo não passa
e eu não tenho pressa.
Desde Belém a Benfica,
olho para o rio e vejo barcos
que partem para o outro lado do mundo
desafiando o escuro oceano profundo,
vejo gaivotas que pairam no ar
contentores por carregar
(fico a imaginar o que encerram)
vejo ao longe uma chaminé,
um cartaz a brilhar,
vejo rebuliço e confusão
a qualquer hora e qualquer segundo:
Ninguém pára este mundo!
No entanto,
no meio de sangue, suor e turbilhão
encontro um esconderijo
um sitio para me esconder
de todo o stress e multidão.
Comece em St.Apolónia ou no Rossio
prometo que te correrei de fio a pavio,
oh cidade de loucos,
onde homens com juízo, meu deus,
existem poucos.

segunda-feira, julho 06, 2009

Lições acerca de variadas definições

Definições: conjuntos de palavras que, juntas, formam frases que por sua vez se conjugam para descrever objectivamente algo. Esta é a minha definição de "definição". Existem tantas definições no nosso mundo, tantas que praticamente cada coisa tem uma... cão, gato, árvore, vento, mar, fogo, pessoa, tudo tem definição. Até conceitos tão abstractos como amor, tristeza, ódio, raiva, têm uma definição, uma definição dada pelo Homem para melhor poder compreender o que são, mas, na verdade, estas mudam, são dinâmicas, adaptam-se aos tempos, aos ideais e às pessoas.

Amor: "A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação." Eis a definição. Mas será este o significado para toda a gente? Duvido muito disso...

E tudo isto para quê, perguntam vocês? Bem, comecei a questionar à uns tempos o verdadeiro significado/definição de "amigo(a)" para mim e começo a perceber que está a mudar, questiono-me se não terei que ser mais selectiva, se não terei que começar a por amizades à prova. Num momento somos amigos de uma pessoa e no outro, tudo muda e já deixámos de o ser... Questiono-me: Será que o mundo à minha volta mudou assim tanto? Ou terei sido eu a mudar? Acho que mudei. Terei mudado o suficiente para conseguir ver com mais claridade as coisas? Ou será que simplesmente não aceitam a pessoa em que me tornei? Tantas questões, tantas dúvidas que me assaltam... Só queria perceber, porque num momento me estão a dar a mão, a ajudar-me a levantar e no outro já me estão a empurrar de novo para o fundo do poço...

Será, então, que as definições são realmente absolutas? Dá que pensar...

sexta-feira, junho 26, 2009

Memórias de tempos passados

Passo em frente daquela janela. Antigamente costumava olhar para ela com a eterna esperança de te ver mas, hoje, olho para ela e sei que essa esperança perdeu-se com o tempo. No lugar dela, estão apenas os brinquedos de uma criança. Olho e volto a olhar. No fundo lembro-me das vezes em que sonhei que aparecias nela para me olhar ou mesmo cumprimentar. Um pequeno gesto, era tudo o que bastava para aquecer o meu pobre coração apaixonado. Hoje em dia, já se perdeu esse primeiro amor, esse amor inocente mas que tantas vezes me fez sofrer a mim, pois tu, tu nunca sofreste, tu nunca soubeste o que é ser rejeitado todas as vezes que tentas mostrar o que sentes. Mas compreendo-te, no fundo. Não se escolhe quem se ama ou deixa de amar.
Passeio por estas ruas que, em tempos, eram o pátio das minhas brincadeiras, o meu recreio, mas que hoje são apenas ruas por onde passeio, ruas da minha prisão pessoal. Sim, estou presa, falta pouco para sair, mas por agora não consigo. Fujo, mas acabam sempre por me apanhar e voltar a aprisionar, nesta terra, neste pequeno grande mundo de pernas para o ar, sem lógica e sem qualquer sentido. Por debaixo das terra e da erva tudo apodrece... e eu não quero, não posso, não consigo continuar aqui. Tentam que eu apodreça, que me junte à demais sujidade, mas eu não vou ceder, não posso. Por isso não saio, por isso fecho-me num dos únicos sítios que ainda não apodreceu, que continua verdejante e vivo, ameaçado pelos vermes e insectos, mas que ainda resiste. Estas ruas, elas aprisionam-me, estas pessoas, elas oprimem-me, mas eu resisto, eu luto, travo uma batalha contra a maioria, defendo a minha pequena anarquia, que jamais conseguiram destruir. Tudo, para mim, mudou. Quando somos crianças não vemos o mundo que nos rodeia com os mesmos contornos que quando somos adolescentes. Apercebemo-nos que algo está mal, mas, desde que tenhamos amigos e que não se acabem as brincadeiras, por nós tudo bem. Mas agora que os amigos se tornaram inimigos, agora que conhecemos o outro lado do mundo, pensamos duas vezes e vemos que nem tudo é o que parece. Já nada me prende aqui, já nada me impede de partir. Sei que não deixo nada para trás, porque tudo aquilo que mais amo está guardado comigo no meu coração. Vou arrancar o rótulo que me puseram, começar uma nova vida, ter um futuro. Voltarei um dia, talvez para visitar aqueles que um dia me tentaram deitar abaixo, deixar que eles me vejam, para que vejam que mudei, que não me souberam dar valor, que tudo o que fizeram só me tornou mais forte. Espero, não, luto para que esse dia chegue, porque nesse dia, todas aquelas memórias de tempos passados, todo o sofrimento, terá valido a pena, porque consegui o que queria. Nesse dia, serei a pessoa mais feliz e vingada do mundo. Não me vou esquecer de nada, o meu coração guardará todas as cicatrizes que me infligiram. Já que não me vou juntar a eles, vou vencê-los no seu próprio jogo. Assim será.

sábado, junho 20, 2009

Sonhos, vidas, mundos

Quero viver sonhando,
sonhando que vivo vivendo,
num mundo que eu entendo.

Será real? Não sei,
como posso eu saber,
se, nem ainda sei,
se vivo num sonho,
ou sonho viver?

Será fantasia? Talvez
Num mundo tão irreal,
desleal e desigual,
não vejo qual é o mal
de viver num sonho.

De sonho em sonho,
é assim que vou vivendo
é este o meu eterno alimento
é assim que vou aprendo
e assim me sustento.

Prefiro assim viver
do que andar a recolher
os restos de um mundo
que já não o é,
passou a imundo,
pobre e sujo
como um vagabundo.

E assim vou sonhando
E assim vou vivendo
Até ao final do meu sonho.

Dádiva

Sou a mulher mais pobre do mundo
mas, no fundo sei,
que só o sou
porque, a este mundo,
tudo dei.

Dei suor,
lágrimas,
e restos de dor,
Dei-lhe risos,
felicidade,
orgulho e amor.

Tanto dei,
que julguei, então,
sem nada ter ficado,
Só que o mundo,
cruel vagabundo,
não se deu por contentado,
Arrancou-me tudo quanto era bom,
Despiu-me, maltratou-me, sujou-me.

Fiquei pobre,
de tudo o que dei,
apenas me restam cinzas e restos,
e foi com isto que fiquei
mais o meu coração.

Apesar de tudo ter dado,
apercebi-me, depois,
de, lá no fundo,
estar guardado,
dentro do coração,
bem fechado,
tudo aquilo que de bom há:
amizade, felicidade,
bondade,verdade,
bons e maus momentos:
toda uma vida intacta,
conservada apesar das adversidades,
dos choques, sofrimentos,
roubos e outras maldades.

Foi aí que compreendi,
que pobre nunca fui,
nem nunca serei,
tenho em mim guardadas
as maiores riquezas e tesouros
jamais imaginadas.

São elas que fazem de mim
lá no fundo
A mulher mais rica do mundo.

domingo, maio 31, 2009

Agradecimentos

Passa mais um ano escolar na minha vida, mas um ano que será para sempre recordado como aquele que provavelmente mais me marcou. Não fiz nada de notável, não descobri a cura para a SIDA, não arranjei nenhum namorado. Não, não fiz nada de impressionante, por muito que o possam dizer, mas aconteceram-me coisas que mudaram para sempre quem eu sou, a maneira como sou, até mesmo a maneira como olho para mim.
No início do ano eu era diferente daquilo que sou agora, não só no aspecto mas também na maneira de encarar a vida. A minha vida era o meu futuro, o meu aspecto não importava, pois por mais que fizesse não iria ficar bonita, tinha que agradar a tudo e todos para estar bem comigo própria e tinha que simplesmente seguir a rotina, todos os dias, como sempre, ficando sempre em 2ºplano, colocando os meus interesses em 2ºplano, colocando a minha felicidade em 2ºplano. Mas agora não. Agora vivo no presente, aproveito-o, aprendi a viver o momento e a pensar um pouco menos no futuro. Percebi que antes de gostar de alguém tenho que gostar de mim, conseguir olhar para um espelho sem ter medo de o partir, percebi que o que os outros pensam daquilo que eu uso ou deixo de usar não me interessa, só eu é que tenho o direito a escolher como modelar o meu aspecto. Compreendi que não posso estar com toda a gente ao mesmo tempo, que na vida há que fazer escolhas, escolhas essas que nos façam felizes, que sejam boas para nós e que nos ajudem a crescer como pessoas e eu escolhi. Foi uma escolha, foi o quebrar da rotina, a mudança que eu precisava. Por essas mesmas razões, acho que, depois de um ano a ajudarem-me a mudar, a aturarem as minhas infantilidades e a aceitarem-me como sou, o mínimo que posso fazer é agradecer, em especial, à Mariana, à Mónica,à Carlota e à Cris. Não há nenhuma ordem especial, nem estou a dizer que só elas é que me ajudaram, só que elas merecem um reconhecimento especial por tantas razões mas em especial, por terem entrado na minha vida. É a elas a quem devo um ano espectacular, com bons e maus momentos, mas que só tornaram mais fortes a nossa amizade. Posso dizer, tal como já elas devem saber, que elas são minhas melhores amigas, tal como outras pessoas que já o eram e continuam a ser. Graças a elas mudei, deram-me a coragem que necessitava para o fazer, ralharam-me por não o ter feito antes e apoiaram-me contra tudo e contra todos quando eu mais precisava.
Às vezes as palavras são a melhor maneira de eu me expressar, mas não há palavras que descrevam o quanto significam para mim. Obrigada meninas :')

segunda-feira, maio 11, 2009

Amor, Amar

O que é amar? O que é o amor? A mim parece-me que é tudo um caso de tentativa e erro até acertar no sítio certo, ou melhor dizendo, na pessoa certa. Só que há um preço tão caro a pagar por cada erro, um preço que pode despedaçar-nos o coração, causar-nos sofrimento mas que pode também ensinar-nos a suportar a dor, a lutar por aquilo que queremos, a não cometer o mesmo erro 2 vezes. A vida sem amor é como se tivessemos um buraco negro no peito, que suga tudo o que é dor, sofrimento, mágoas, solidão. Mas amor a mais tolda-nos a nossa visão do mundo, cria uma ilusão que nos cobre totalmente e que afecta todo o nosso raciocínio. Tem que haver um meio termo, há sempre um meio termo, só assim se pode coexistir. Amaralguém requer dedicação, requer força para mudar e adaptar. Há que saber moldar-nos à medida do outro e vice-versa. Há que ser sincero e confiar. São coisas que, verdade seja dita, já não existem em grande quantidade neste mundo, um mundo de consumismo que agora se espande ao amor no aspecto do "comer e deitar fora" e do "brinquedo novo". É tudo tão superficial hoje em dia, é tudo tão distante... Todo o amor gira à volta de telemóveis, emails, messenger. Não devia ser assim... As palavras quando são escritas podem ser apagadas, reescrevidas e melhoradas mas tudo tem outro encanto quando é dito ao ouvido, quando temos o prazer de passar momentos inesquecíveis, por mais simples que sejam. É um mundo em mutação e o amor, esse velho bandido, não lhe escapou. Há que voltar a amar como se amava noutros tempos. Recuperar o que de bom tinha o amor antigamente e manter o bom que tem o amor hoje em dia. Só com uma fusão será possível atingir um amor quase perfeito a nível emocional. Só assim amar terá sentido novamente.

sábado, maio 09, 2009

Black Heart Inertia

Just like that,
it's done,
another one made me bite the dust.
Now
All there is to do is
Survive.
Isn't it what we all do?
My heart is back
To the black inertia.
The lights are out
I cry out in my sleep,
It's such a lovely day
to suffer, to experience rejection.
Tonight the stars shine
Tonight the moon is full
But I can't stop thinking
How I was a fool.
The story repeats itself
Too many times,
Too many people.
Why me?
Hasn't my heart experienced enough pain?
Were all my fights in vain?
I try not to think
I try not to feel
But all that I want to do
Shouting to the air
And kneel.
My heart is black
The pain is back
All I see is a rope in my neck
But I won't surrender
That's what a coward would do
No, I'm here to stay, I'm here to fight
But not for you...

sábado, maio 02, 2009

Incompreensível

Não quero
Não penso
Desespero
Não falo
Não ouço
Não quero ouvir,
Falar,
Pensar,
Sentir.

Digo não,
porque não quero dizer sim,
Não me calo
Porque quero falar
Mas diga o que disser
nada se vai alterar

Falo na esperança
De um dia alguém me conseguir calar.
Falo de esperança,
Penso em desespero.
Sem extremos,
Sem medidas,
Sem limites.

Não quero pensar,
Porque penso em ti,
Não te quero ver,
Já só quero esquecer
Que existes,
Que desististe,
Que não insistes.

Nada mais há a dizer
Sofreste,
mas agora és tu que fazer sofrer.

O Homem do Cachimbo

No caminho para a paragem
Todos os dias o vejo,
Quando o novo dia que nasce
ainda parece miragem.

Surge de um caminho encoberto
Envolto na névoa despertina
Às costas leva a carga pesada
Que o traz desperto.

Roupagem simples e desgastada
Rosto fatigado, marcado pelo tempo
E entre a boca e a bigodaça avantajada
Um cachimbo aceso, atiçado pelo vento.

Não sei quem ele é,
De onde veio,
Para onde vai,
Nem onde trabalha,
Nem quando entra ou sai.

Mas aquele cachimbo que fuma
Envolve-o num misto intemporal
Como se ao vê-lo no momento
Estivesse a andar para trás no tempo.

A voltar a outras épocas
Outras alturas
Onde todos os dias
Encerravam aventuras,
Onde havia gentlemans
fumando cachimbo.

Fico perdida neste limbo,
E a sonhar com outros tempos,
Mas quando acordo percebo
Que era um sonho, e tudo o que restou
Foi o homem do cachimbo
Que por mim passou.

quinta-feira, abril 30, 2009

De volta de um sonho...

Sonhei que vivia num sonho
Ou num sonho sonhei que vivia
Num outro sonho,
Onde os sonhos eram vida
E a vida era o sonho.
Todos sonhavam,
Todos viviam,
Todos sentiam,
Todos amavam,
Sem excepções,
Sem porquês,
Havia limites? Não.
A resposta para as perguntas
Estava na nossa imaginação.
O sonho acabou,
Mas a vida continua,
Sempre continuou
E sempre assim será,
Mas viveremos nós num sonho?
Ou sonhamos nós que vivemos?
Ninguém sabe,
Como poderiam saber?
Talvez tudo seja um sonho,
Onde sonhamos viver…

sábado, abril 18, 2009

O meu paraíso é uma sala de cinema

O meu paraíso é uma sala de cinema. Nessa sala não há restrições, não há horários, nem confusões. Não se paga bilhete para entrar. O tempo existe, mas senta-se ao nosso lado, esquece também ele o futuro e o passado e limita-se a ficar parado, mudo, quieto e calado.
Nela reina o silêncio, a calma mansidão quebrada pela banda sonora, pela actriz que (faz) que chora, pelo barulho das roldanas, pelo crepitar da película queimada. Tudo negro, escuridão total, as luzes não se acendem, nem mesmo no final. Um final, que não o é, pois mal acaba um filme, seguem-se outros sem paragens, nem intervalos.
Vejo filmes, aprendo com eles, revejo-me neles, choro com eles. Ah! Que bom é poder nada fazer e no entanto tudo ver. Magia, emoção, romance, drama, acção. E existe até lugar para o real, para o chocante e para o banal.
Tudo isto me faz sonhar, imaginar, inventar novas histórias e finais. Viajo por mundos de tanta magia e emoção que nem acredito que nunca saí do meu cadeirão!
Ao meu lado, um balde de pipocas estaladiças e um copo de sumo, não há mais nada, nem sequer uma réstia de fumo. Acaba um filme, mas começa outro, e neste turbilhão esqueço o filme da minha vida que é tão diferente, ao qual digo: Até mais não!

quarta-feira, abril 15, 2009

Something in the way...

Não me encaixo,
Não me enquadro,
Sou peça do puzzle,
E, no entanto, estou sempre a mais nele.
Sou a ovelha negra do rebanho
Sou o risco no desenho,
O elemento neutro,
O zero, que nem é positivo,
Nem negativo.
Sou um ser não apelativo,
Sou um electrão com carga positiva!
Não tenho lugar,
Vivo na expectativa de aprender
Significados de palavras como “pertencer”,
Vivo com rumo e no entanto
Não sei para onde o vento me leva.
Sou como a poeira que levanto:
Insignificantemente insignificante.
A incerteza em mim é abundante,
Medos em quantidade alarmante,
Tabus que não o deveriam ser,
Acções que não deveriam acontecer.
Esta sou eu,
Que mais posso dizer?

quinta-feira, abril 09, 2009

Viagens por esse universo e arredores de lá...

Chega de monotonia!
Vamos dar um salto à lua?
Navegar nos seus mares?
Pular por cima das suas crateras?
Arrancar um pedaço dela?
Hmm, melhor pensando,
Vamos também a Saturno!
Balouçar nos seus anéis,
Fazer corridas neles também!
Não esquecer de visitar a estrela polar!
Tanto para ver, tanto para visitar,
o universo é extenso,
o tempo parece parar.
No vazio, não há matéria,
há beleza, mansidão,
há tristeza, solidão.
Porém,
quando se viaja acompanhado
Nunca se está só.
Vamos lá!
Vamos visitar constelações!
Vamos explorar buracos negros!
Vamos navegar na via láctea!
Orion, Ursa Maior, Ursa Menor,
Castor e Polux,
todas estão à nossa espera!
Basta imaginar
E estamos a viajar,
A quebrar a rotina,
A ver o universo,
e tudo o que está para além dele...