domingo, dezembro 27, 2009

Adrenalina

Há algo que me atrái
algo que me faz render às emoções
deixar de pensar
ou mesmo de sentir,
algo que me faz rir
que me faz chorar,
algo que não dura,
mas que pode estar para durar.
Não se mede,
não tem valor,
não se pode calcular,
nem controlar,
é uma sensação que percorre o teu corpo,
que toma conta da tua consciência
e que acorda a inconsciência,
inconscientemente das consequências,
imparável e indomável,
uma besta que desperta do interior
e que te domina até ao ponto de não sentires dor.
Adrenalina,
doce aragem de mudança,
deixa-te levar pelo momento
e ela surgirá,
seja perigo,
seja emoção,
ela guia-te,
o caminho pode ser bom
ou não,
terás de descobrir...
Deixa-te levar pela corrente
não temas, estás em boas mãos,
está nas tuas mãos
decidires se vais ou não.
Qual a tua decisão?

terça-feira, dezembro 22, 2009

Think, penso, exist, existo...

Eu podia simplesmente ignorar mas é demais, é maior que eu. Não compreendo o mundo em que vivo, não compreendo os Homens. E eu tento, faço um esforço para entender, mas não entendo. Está fora do meu alcance.
Os sentimentos, as emoções, as acções, tudo tão subjectivamente confuso, é praticamente impossível manobrá-los , submetê-los à nossa mercê. Alguns tentam, têm algum sucesso mas ninguém é perfeito...
Somos frágeis, formigas num universo imensamente infinito e poderoso. Alguma vez pensaste que podias ser facilmente esmagado? Eu já, já desejei até que me esmagassem, já quase que fui esmagada pelo peso do mundo, das pessoas, mas todos temos os nossos maus momentos. Ninguém é perfeito... Quem me dera ser ninguém! Infelizmente parece que sou alguém para alguns... Não consigo perceber... Este pensamento dá voltas e voltas no meu subconsciente mas não consigo resposta.
Porquê o ódio, o egoísmo, a vingança, a morte? Como é que chegámos ao ponto de não confiarmos nos nossos semelhantes? Não sei. Gostava de saber mas as respostas não crescem nas árvores, principalmente respostas como esta.
É metafísica, sim, mas que mal há em pensar um pouco fora da nossa esfera pessoal?
A minha esfera é enorme e, no entanto, gosto de me escapar para fora dela, pensar em grande escala, pensar naquilo que está na origem, pensar nos outros. Pensar em mim? Bem, pensar penso, mas é isso que toda a gente faz e por isso é que há egoísmo, porque não contrariar esta tendência?
Eu sei que também sou egoísta, sou humana, não o posso evitar, mas também sei que luto para não o ser, contrario uma parte natural de mim e no entanto reforço outras.
Ser humano, já é tão dificil ser um ser humano que hoje em dia somos todos cães a lutar pelo mesmo osso e não reparamos nas feridas que deixamos nos outros e no sítio onde lutamos... Será assim tão díficil ver o sofrimento? Temos todos a capacidade de ver, mas nem todos têm a capacidade de entender e de ter compaixão. Não tem a ver com a sensibilidade, tem a ver com a humanidade.
O que se passa com esta sociedade? Já não acreditam em nada, já não têm esperança nem ambição de mudar!
Quem me dera ser uma nuvem, vaguear pelo mundo, ver tudo, sentir apenas o vento a levar-me para outras paragens.
Falando em nuvens, há quem diga que quando chove, é a maneira de as nuvens nos mostrarem que estão a chorar... Se assim for, nem às nuvens tudo isto tem passado ao lado... Como é que ignoramos o que está a acontecer?

Ambição desmedida

Tu não sabes o que fazer contigo,
num momento queres o mundo
e com o passar dos segundos
já queres aquele pequeno ponto no céu
aquela estrela que uma vez te pertenceu.

Não se pode ser feliz com tudo
é impossivel ter tudo,
não há espaço suficiente,
por maior que seja o coração,
não chega para tanta emoção:
simplesmente explode!

Tentas chegar àquela estrela
que já foi toda tua; podias ter aproveitado
podias ter sido tão feliz,
mas o brilho do sol cegou-te
e caíste na armadilha,
como sempre.

Deixaste-a,
tal e qual como uma criança
que se cansa do seu brinquedo
e parte para um novo, mais brilhante
e reluzente (pensas tu).

Agora arrependes-te, dizes tu,
agora queres o brinquedo velho,
queres voltar a ter aquela estrela
que percebes que afinal é a mais brilhante,
a mais bela e pura, aquela que deixaste para trás.

Não percebes que não se pode ter tudo?
Não percebes que a tua ambição desmedida
de querer ser tudo,
de querer ter o mundo,
será a tua perdição?

Será esta a tua maldição,
o teu problema
sem condição, nem sintoma,
mas que te persegue,
e perseguirá,
se não mudares,
assim será...

domingo, dezembro 20, 2009

Vais embora?

Foge,
para longe,
bem longe,
não pares,
não olhes para trás,
fica sozinho,
não precisas de ninguém,
és sempre tão autosuficiente
e no entanto nunca serás independente,
dependes de tudo o que te rodeia
dependes de ti e dos outros.

Tens obstáculos pela frente
será que consegues?
Será que sobrevives a esta caminhada?
Será que não enlouqueces?
Fica o mistério,
fica a duvida:
deixa-os para trás,
Não olhes para trás!

Revoltam-te as coisas materiais,
coisas que para ti sempre foram banais
consegues ver valor no simples
no natural, no original,
no duro, no triste.
Deixas todas as tuas posses para trás,
levas apenas o bloco e a caneta,
para que um dia possas dizer ao mundo
que nem sempre o mais belo
é o mais profundo
e que nem sempre o mais complexo
é o melhor e de maior valor.

Esta é o teu peso,
é esta a tua medida,
segue o teu caminho,
não queiras voltar a trás,
lá ficaram apenas ruínas
de tudo aquilo que antes existiu
e que para ti tinha significado.

E foges,
corres em direcção ao desconhecido,
no entanto, estás livre,
sentes-te livre e
para ti é isso que basta:
Ser Livre!
Ser feliz,
com pouco e, no entanto,
com tanto,
pois o valor das coisas
mede-se por aquilo que estas
significam realmente para nós.

domingo, dezembro 06, 2009

Revolta derradeira contra o Sistema


Paras por um momento
e percebes, finalmente,
que o mundo passou despercebido:
ninguém sabe que existes
ninguém quer saber,
simplesmente não interessa se vives
ou deixas de viver.
Dizem-te que é o "sistema"
mas tu não acreditas,
Deixaste avançar o tempo,
não fizeste nada de concreto,
Vives a tua estúpida rotina
Tens bens materiais,
Uma casa, um carro, um plasma,
tudo aquilo que o Homem do sec.XI necessita
porém, sentes-te insatisfeito.
Falta-te algo,
Falta-te sentir, sonhar, ambicionar,
Quebrar as regras, ser rebelde,
Instigar a revolta contra este Sistema de merda
que quebra qualquer cabeça e destrói as vidas de quem menos tem.
No dia em que fizeres isso,
Deixas de ser apenas mais um,
E passas a ser tu mesmo,
Sem limites,
Sem barreiras,
Passas a ver aquilo de que realmente
é feito o mundo e passas a admirá-lo
pois percebes que a beleza está nas coisas mais simples
e que só libertando-te daquilo que te prende ao sistema
é que conseguirás retirar a venda dos teus olhos
e que te impede de ver tudo isso.
Do que estás à espera para começar?

domingo, novembro 29, 2009

The centre of an hurricane

I want to break
but I can't,
something is stopping me,
forcing me to continue,
and then, agony,
pain, hate, doubt,
how can this happen?
Why?
So many questions,
that only the heart can answer.
Every word I type
and every word I write
won't be enough to shake these feelings...
Why is he doing this to me?
Why did he came back?
I can't understand what I feel,
maybe I'm overreacting,
maybe not.
I'm in panic,
and yet, I look calm
like the centre of an hurricane.
Maybe I can,
Maybe I can't,
don't know why,
don't know who,
So many doubts,
all of them because of you.

quinta-feira, novembro 26, 2009

Nem tudo o que parecé, é!

Pling, pling, pling, pling,
Parece a chuva na janela a bater,
vem chamar-me para a cumprimentar
dá-me um beijo molhado na face
e volta a correr por essas ruas.
No entanto, nem tudo o que parece é,
e na verdade não é chuva que ouço a bater na janela,
mas sim uma torneira a pingar
constantemente,
intermitentemente,
sem parar,
a água perde-se naquele buraco negro
naquele turbilhão de canos sujos e escuros,
mas, novamente, não é o que estou a imaginar.
É um estalido de dedos,
por detrás do qual se esconde um mundo de possibilidades
que dá que fazer à imaginação
antes de saber a verdadeira razão
por detrás desse som tão suave e que passa despercebido
a maior parte deste mundo tão esquecido
que o mais belo e mais rico
pode ser o mais simples e verdadeiro
como o som do estalido de dedos
ou de uma gota de chuva
num dia de nevoeiro.

Será assim tão literal??

às vezes queremos ver o preto no branco
mas nem sempre temos que ser tão literais...
não faz mal abrir a mente,
aceitar o impossível e improvável
não cortar a inspiração
dar asas à imaginação.
Um dia de loucura
é um dia de liberdade,
um dia de extravagância
é um dia diferente,
um dia do presente
em que o futuro não passa de um sonho.
Se não formos livres,
seremos felizes?
Se não formos diferentes,
seremos únicos?
Temos todos momentos em que estamos ausentes
em que nos tornamos trauseantes
no nosso mundo particular.
Será assim tão dificil
encontrar a felicidade?
Haverá maior dificuldade?
Só a é porque complicamos
o que simples é
e passamos ao lado do mundo
não visitamos o que temos
não queremos o que podemos ter
não estimamos aquilo que é fragil.
Não é preciso GPS...
terceira rua à esquerda,
corta e vira,
rompe e tira,
e chega à Felicidade.
Não há como enganar,
é só acelerar...

terça-feira, outubro 27, 2009

Possibilities in Life

Life is uncertain
life is hard
life is a tunnel
where everything's dark.
What will happen next?
What will we be?
Will we return to origins?
What more can we see?
There's life, there's death
and there's life beyond death,
No one knows what's behind that door,
maybe hell is just bellow this floor...
We may try to suceed,
but trying isn't enough:
unless you fight,
you will eventually crumble
and you can bet I'm right
so don't let yourself stumble.
Enjoy it,
live it,
dream it
and do it.
That's my advice,
to have a good life,
I'm not saying you will allways be happy,
but you might actually be it most of the time...

domingo, outubro 25, 2009

Triângulo dos Erros

Erros,errar,
tudo tão elementar,
por muito que digam,
por mais probabilidades
combinatórias e trivialidades
que digam ou possam vir a dizer
a verdade é que mais facilmente
(e mesmo de maneira muitissimo frequente)
erramos do que fazemos aquilo que é correcto.
A regra geral, meus amigos, é tentar não fazer o mal,
tudo é tão prevísivel que faz lembrar o triângulo de Pascal...

quarta-feira, outubro 14, 2009

Ilusionista

Sou como a vida,
crio ilusões.
Sou um criador de fantasia.
Creio em Houdini,
Sou discípulo de Copperfield,
escondo cartas nos meus fatos,
em cantos e recantos que só eu conheço
Creio nos meus truques de magia,
nos mistérios e segredos
escondidos no fundo da minha cartola,
segredos nunca revelados,
que são a alma da minha profissão.
Não me posso dar ao luxo de errar
Não posso falhar uma ilusão,
A vida não é fácil
Não há como voltar a tentar.
Sou mágico, não criacionista,
mas também me podem chamar ilusionista.

Equilibrista

Suspendida na corda bamba
está a minha vida
balanço e volto a balançar
a queda é iminente
mas ainda me estou a tentar equilibrar.
Não há rede lá em baixo,
estou entregue a mim própria
E no ténue ar esqueço tudo e encaixo.
Sou equilibrista,
não há maior alegria
que andar sobre a incerteza
de pisar o vazio ou a corda.
Não vejo grande beleza
em andar de corda em corda
quando tenho a minha,
que não pertence a mais ninguém.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Solidão/Novo Mundo

Por muito que eu faça
Por muito que eu diga,
Por mais que eu mude,
as coisas não se alteram,
serei sempre uma deslocada,
uma alma condenada à solidão.
Não encaixo na minha própria terra
sinto-me uma estranha nela...
Já não sei que mais fazer,
A minha vontade é fazer-me à estrada
sozinha, mas feliz,
sem nada nem ninguém,
caminhar em direcção ao mar,
em direcção às ondas
a minha derradeira companhia.
Só elas vão e voltam para mim,
só elas conseguem deixar-me feliz,
por isso parto e deixo tudo
sonho com um novo mundo meu
onde, apesar de sozinha, ao menos sei
que ali não quero ser de ninguém,
quero ser minha e só minha,
mas ainda espero alguém,
embora não saiba bem quem
mas espero, continuo a esperar,
ao menos sei que tenho o mar,
ao menos sei que posso chorar.
Sou uma alma do momento,
vivo consoante o pensamento,
ele é a minha constante,
já nada é como era dantes,
porque muda o pensar e muda o meu rumo,
dividem-se os caminhos dentro da mente
e passo tudo a pente
para que nada escape,
para que tudo me torne contente.
Imagino para mim um mundo melhor,
mais justo, que me dê atenção,
até agora não tive mais que uma mera ilusão,
preciso do real, preciso do surreal,
preciso de ser imortal,
de viver como se não houvesse mal,
de viver sem companhia
mas com uma eterna alegria,
não, não quero estar presa no meu quarto
quando há tanto para ver e para sentir,
quero ver o mundo com os meus olhos,
deixar para trás tudo e talvez todos,
todos que ao fundo são ninguém,
já que nunca tive ao certo alguém.
Nas costas a ilusão,
ponho de lado os medos e segredos
e entrego-me solenemente a este mundo,
que passa agora a ser meu segredo profundo.

Road to Nowhere

Tears runing through my face,
they stop in the corner of my lips
they taste like loneliness
dispair, emptiness.
Tears for fears,
fear of being alone,
fear of a heart of stone.
I'm afraid of loneliness
I'm afraid of fear,
I need you near.
Why can't I go away?
Why do I have to stay?
Why did you go?
Now, the hole in my chest gets bigger
and, as I stare to the vacuum,
the sadness of the view acts like a trigger
and my tears taste worst,
they taste like dispair,
like something unfair,
something who shouldn't be there.
The question isn't "Who" anymore,
there's no "Who" anymore,
there's only "What" left for me.
A "What" without a "Who"
doesn't take away my pain
no, there's something more to do...
So I want to leave,
I have to and will walk alone
The road is all mine now
I might as well enjoy it.

sábado, outubro 03, 2009

The Sims

A vida por um fio,
(neste caso o de um rato),
a amizade é formada,
com técnicas situadas
entre o ódio e o amor.
Uma vida controlada,
quase liberdade condicionada,
para não dizer ditadura,
não somos donos da nossa vontade
tudo é imposto, desde a mais básica necessidade,
há mais parva actividade.
Não dá para viver assim
num mundo onde é tudo virtual
onde nada é real, nada é verdadeiro,
nem o amor, nem o ódio, nem sequer o jardineiro!
Casas construídas em menos de 10 minutos,
imobiliária de sucesso, tudo ao nosso gosto,
com um pequeno senão: não há mais gostos após isso,
só obrigações, preocupações, confusão !
Digam-me, como é possível viver
num mundo onde não há liberdade,
num mundo de imaginação acorrentada
de gente presa e pré fabricada que,
no fundo, não suspeita de nada...

quinta-feira, outubro 01, 2009

Infância

Quero voltar à infância
e esquecer que alguma vez cresci.
Quero reviver o que vivi
voltar à casa na árvore,
aos serões na rua,
voltar a pensar que a lua é um queijo
E a sonhar com o derradeiro primeiro beijo.
Quero esquecer as memórias,
voltar a ser uma criança
não ter preocupação alguma
senão brincar e sonhar,
pintar e imaginar um mundo justo,
um mundo bondoso,
como nos desenhos animados,
rir com os meus amigos
voltar aos tempos em que éramos todos unidos
e em que riamos às gargalhadas
de anedotas e também piadas,
talvez idiotas, mas no fundo inocente.
Ah, riso de criança,
mais belo que qualquer música ou dança,
que encanta e nos espanta,
pois num riso está contido
tudo o que é a infância:
Saltar e correr,
rir e chorar,
brincar e voar com a mente,
ser avião e comboio,
ter bonecas e carrinhos
imaginar como será ser gente,
querer tudo e contentar-se com o nada.
Tempos antigos,
em que a alma era inocente, pura, preservada,
sem que nada a corrompesse,
mas agora, oh o agora,
tudo me parece apenas uma história,
tudo é diferente neste mundo perverso,
no entanto, continuo a sonhar e imaginar,
a correr e a saltar,
para dentro de mim
manter viva esta criança,
que me permite ainda ter esperança,
que as pessoas venham a mudar,
que o mundo deixe de ser injusto
que a lua volte a ser um queijo
e recordar aquele primeiro beijo
como uma boa recordação
e não como um acontecimento vão.

quarta-feira, setembro 30, 2009

Para ti R.

Que pobre despedida
nesta triste partida
em que fico sem uma parte de mim.
Não há nada a fazer
já fiz a minha investida
sem sucesso algum,
foi como perder todos os trunfos,
ficar sem jogo algum.
Não há mais cartas no baralho,
não há mensagens na caixa de correio,
não há restias de comunicação,
resta investigar onde estas estarão
(isto se, de facto, estão).
A saudade deixa marcas,
que não se conseguem ver,
mas eu sinto dia a dia
o quanto isso me faz sofrer.
E no alvor da madrugada,
chego à conclusão de que nada,
nem ninguém, sabe o que sinto,
nem sequer eu já que
este meu coração é teu,
roubaste-o de rajada,
deixaste-me abismada
no meio da rua e sem nada,
agora falta saber,
se o teu coração de ladrão
me queres também oferecer.

segunda-feira, setembro 28, 2009

De que serve olhar as nuvens, se não te podes deitar nelas?

Sento-me à janela e, mais que olhar, observo. Vejo o céu, vejo as nuvens laranja que, à medida que o sol se põe, ganham tons de rosa como se envergonhadas estivessem e finalmente ficam roxas. O dia está a acabar.
Quando me sento e olho para o céu pergunto a mim própria o porquê de olhar as nuvens. Não percebo bem o que há nelas que tanto me fascina. Será a sua mudança de cor com o passar do dia? Será porque tenho esperança de um dia me poder deitar numa? Hmm, não sei.
Tenho curiosidade, tenho fome de saber, porque é que as nuvens se movem, porque é que elas às vezes não se querem mexer? Não quero mais dúvidas, quero respostas concretas, talvez olhe para o céu à procura delas, talvez estejam escondidas algures numa nuvem...
Olho para as nuvens. À dias em que o céu parece a arca de Noé, versão 2. Tão depressa vejo um cão como no momento a seguir ja vejo uma galinha. O vento molda figuras nas nuvens, como se de um escultor se tratasse, mas são efémeras, o vento não gosta de conservar, gosta de mudar, seja de direcção ou de intensidade. Mudam os ventos mudam os tempos... e as figuras. Há quem não as veja, as figuras, e por essa mesma razão padecem de uma doença que é a falta de imaginação. Começam por lhes retirar, quando ainda são pequenos, a criatividade e depois eles próprios acabam por matando a imaginação de forma brutal, um crime horrível e que é cometido frequentemente.
Penso bem, penso outra vez e chego à conclusão que vale a pena olhar as nuvens e imaginar, apesar de não nos podermos deitar nelas...

segunda-feira, setembro 21, 2009

Valorizações e quantificações

Para quê quantificar o amor?
Para quê dar valores à amizade?
Não será mais importante saber
se estes nos trazem felicidade?
Não há como descrever
Estas emoções que se instalam em nós
por isso nem vale a pena tentar saber
que valores e quantidades têm elas
já que só nós que as sentimos
podemos diferenciar,
sem recorrer a números,
raízes quadradas ou qualquer outro par!
Porquê equacionar teorias?
Porque não aproveitar todos os dias
aquilo que a vida tem para oferecer?
Porque é que complicamos o que é simples?
Porque não viver a vida como ela é,
acariciar a neblina matinal,
provar a chuva,
sentir o vento nos cabelos.
Ah! Que bela sensação!
Sabe bem sair de casa
para entrar noutra a seguir,
porque o mundo também é o nosso lar,
uma casa tão extensa
com tanto para descobrir.
Por isso, pergunto eu,
Porque o estão a destroir?

quinta-feira, setembro 10, 2009

11/09/2001

Lembro-me como se fosse hoje: Cheguei a casa da escola, tinha eu 9 anos. Liguei a televisão e comecei a ver os desenhos animados, cumprindo a rotina habitual. Não fazia a mínima ideia que o mundo como o conhecia iria mudar de forma drástica numa questão de minutos. A meio de uma cena de comédia interrompem o programa para uma notícia de última hora. "Uma das torres do World Trade Center foi atingida por um avião." Continuei a acompanhar as notícias e, de repente vi algo no fundo do ecrã: era o segundo avião. Vi-o embater contra a outra torre e não sabia o que dizer, nem fazer. Continuei a acompanhar a reportagem, vi imagens de pessoas que se atiraram das Torres como última alternativa. "Parecem pássaros atingidos por uma bala"-pensei eu. Vi tudo. Tive medo. Tive pena. Tantas dúvidas insurgiram nesse momento e muitas delas tão precoces para uma criança de 9 anos, mas sei que não fui a única com tais pensamentos pois até entre amigos discuti o assunto e todos eles sentiam o mesmo que eu.
Nunca sonhámos que algo como aquilo que sucedeu no dia 11 de Setembro de 20001 pudesse acontecer, mas aconteceu. Milhares de perguntas, poucas com resposta, mas sabiamos que montes de crianças tinham perdido os seus pais nesse dia, montes de familias tinham perdido membros e sabiamos que era horrivel o que estava a acontecer. Ainda hoje me afecta, ainda hoje me lembro de tudo nesse dia, porque marcou a nossa geração, tal como acontecimentos como a queda do muro de Berlim marcou a geração anterior. Este acontecimento é o símbolo que o nosso mundo corre perigo, que qualquer um de nós pode ser o alvo desta guerra "silenciosa" que é o terrorismo. Acho que a pergunta mais significativa que me ocorreu nesse dia e que ainda hoje permanece é: "Porquê?" Continuo a não perceber como é possível a humanidade cometer crimes deste género, descer tão baixo e de forma tão cruel. Acho que os Homens estão a começar a perder aquilo que os identifica: A sua humanidade. Mas isso sou só eu a pensar alto. Mas creio que tenho razão...