segunda-feira, dezembro 17, 2007

Férias! =D
Bom hoje parto para um acampamento de 3 dias por isso para vossa felicidade vou ficar sem postar.

Adeus pessoal!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Ora mais um post para a colecção.

Obstáculos,
todos os temos,
mas são poucos os que os enfrentam,
poucos aqueles que os ultrapassam.
Barreiras e limites,
Impedem a nossa felicidade,
a nossa alegria,
a nossa amizade,
Destroiem uns laços,
Enfraquecem outros,
mas mais que tudo,
destroçam corações.
Mas porquê?
Porque é que temos que sofrer,
Porque é que temos que os enfrentar?
Os obstáculos fazem-nos crescer,
Fazem-nos revelar a coragem,
a preserverança, a responsabilidade,
Que temos dentro de nós,
e embora escondidas,
elas estão lá,
prontas a sair, prontas para agir
sempre que temos que ultrapassar,
aquele obstáculo,
aquele muro que nos separa tenuamente da nossa felicidade,
aquela barreira que nunca conseguimos saltar,
mas há que sempre reflectir,
há que pensar,
Pensar que no outro lado está uma vida melhor,
Com outros obstáculos, é certo
Mas uma vida na qual já sabemos ultrapassar
aquele limite que conseguimos transpôr,
pois o segredo é não desistir,
o segredo é agir,
o segredo é não fugir,
Enfrentar,
Defrontar,
Confrontar,
e nestas coisas uma certeza tenho
e ela é que com os meus amigos posso sempre contar.
Por muitos obstáculos que existam,
não desistam,
insistam,
pois a teimosia pode ser considerada como um defeito,
mas é uma qualidade preciosa,
neste mesmo efeito.

Eu não quero desistir, e tu?

sábado, dezembro 08, 2007

Infelizmente sinto que não consigo falar do meu avô sem chorar, e como não quero fazer figura de triste e que tenham pena de mim, vou antes fazer sobre a minha maninha pequena. E aqui está ele.

Uma irmã do Coração

Quando falamos de irmãos e irmãs, pensamos unicamente naqueles que estão unidos por um laço de sangue, isto é, filhos dos mesmos pais. Mas quem pensa que apenas existem irmãos de sangue, então está enganado. Eu digo isto porque tenho uma irmã, uma irmã do coração, a minha maninha Rita e no dia em que a conheci formei este laço de amizade e carinho, que quero que dure por muitos e muitos anos.
Tinha onze anos de idade quando a conheci pela primeira vez. Há muito tempo que uma grande amiga da minha mãe estava à espera para adoptar uma criança e eu, como é natural, estava curiosa para a conhecer. Até que, numa tarde de Primavera, fomos à casa da amiga da minha mãe e lá estava ela. Embora já a tivesse visto numa foto, foi uma surpresa para mim porque ela era ainda mais fofa e pequenina ao vivo. Ela tinha apenas 2 anos, cabelo castanho-claro e uns olhos castanhos grandes e expressivos. O meu primeiro pensamento foi:”Como é possível que os pais biológicos não tenham gostado desta pequena criança tão linda?”. Lembro-me do que estava a fazer quando a vi pela primeira vez. Estava sentada num triciclo e a andar à volta da cozinha. Aproximei-me dela e apresentei-me. Ela disse-me olá e depois continuou a andar de triciclo. Depois perguntei-lhe se não queria ir comigo até ao quintal e ela disse que sim por isso lá fomos nós. Ela era um pouco tímida, mas à medida a que fomos brincando, a que nos fomos conhecendo melhor, ela começou a interagir mais comigo e assim fomos ficando amigas, ao longo daquela tarde diferente. Fizemos de tudo um pouco: Molhámos os pés na água da piscina, vimos os cães da amiga da minha mãe, jogámos à bola, ensinei-lhe a fazer o sinal de fixe e entre outras coisas. Ela era tal e qual como eu na idade dela: brincalhona, marota, faladora, corajosa e irrequieta. Essa tarde fez-me recordar a minha infância e fez-me recordar o meu sonho de ter uma irmã mais velha. Ela lá achou graça ao meu nome e em vez de Inês chamava-me Chinês e em vez de “difícil” dizia “difácil”, andava sempre a correr de um lado para o outro, a descobrir novas coisas, conhecer o mundo, coisas que também eu fazia quando era pequena.
Brincamos até ela ter que se ir embora para a casa da família de acolhimento, pois nesse dia ainda ficava com eles. E quando me fui para despedir ela não me largava e acabei por ir levá-la até casa, juntamente com os seus pais adoptivos. A viagem foi uma diversão e ela estava sempre a chamar-me Chinês e a tirar os sapatos, feita tontinha. Quando chegámos à casa da família de acolhimento, ela apresentou-me ao Francisco e à sua irmã, que eram filhos das pessoas que a acolheram, a quem, na brincadeira, ela chamava de Quiquinho, o Macaquinho.
Quando me fui para despedir dela, abraçamo-nos e ela disse-me aquelas palavras que me ficaram marcadas no coração: Adeus mana. Nesse momento senti-me a pessoa mais sortuda do mundo, por ter conseguido dar amor e carinho a uma criança que dele necessitava, por ter ganho uma nova irmã e por ter conseguido compensar, de certa forma, o meu sonho de infância, que era ter uma irmã mais velha, pois tornei-me numa irmã mais velha de coração. Ainda hoje sou a irmã dela e ela é a minha maninha pequena, e quando olho para ela vejo-me a mim, aquela criança viva e cheia de alegria, aquela criança marota e irrequieta que fui e sempre serei.

domingo, dezembro 02, 2007

Este texto irá provavelmente ser aquele que vou apresentar a português. Acho que está bom por isso resolvi postá-lo, pois penso que passa uma mensagem importante.

Acordar para a morte

Há quem diga que acordamos para a vida, mas naquele dia eu acordei para a morte. Não me lembro da data, apenas do mês e do ano. Março de 2007. Recordo com tristeza todo esse dia, todos os momentos que vivi, todas as coisas que fiz e tudo aquilo que senti. Toda a gente sabe o que é perder um ente querido, mesmo que nunca lhe tenha acontecido isso. Eu era uma dessas pessoas até esse dia. Nada nem ninguém me poderá fazer esquecer aquela manhã mórbida e fora do normal. A manhã em que acordei para a morte.
Acordei sobressaltada. Eram 8 da manhã. Não era normal acordar a essa hora. “Devo ter tido um pesadelo.” – disse para mim mesma. Mal sabia eu que o “pesadelo” estava a uns minutos de distância. Dirigi-me para as escadas e ouvi alguém a chorar. Era a minha mãe. Perguntei-lhe o que se passava, porque estava assim. Ela disse-me que o meu avô tinha tido outra daquelas noites horríveis e que tinha ido de urgência para o hospital. O certo é que aquela doença que o debilitava cada vez mais, tinha outra vez levado a melhor sobre ele, já que aquele tipo de noites já se tinham repetido inúmeras vezes mas o meu avô acabava sempre por vencer a doença e voltar para casa, e por isso mesmo interroguei-me: “ Se ele foi para o hospital outra vez, porque é que estará ela a chorar? Seria normal estar preocupada e não assim.” Momentos depois veio o meu pai e disse-me para voltar para a cama, e também ele estava estranho, um tanto amargurado.
Voltei para o meu quarto e deitei-me junto ao meu irmão que, como sempre, tinha tido pesadelos e tinha ido para a minha cama. Fiquei um pouco a pensar no assunto mas depois adormeci outra vez. Momentos depois fui acordada. Era o meu pai. A sua cara estava lavada de lágrimas e então disse-me aquela frase que para sempre ficará na minha memória: “ Inês, o avô morreu.” Nesse momento o tempo parou. O meu avô estava morto. Tive uma espécie de flashback. Comecei a ver na minha mente os momentos que tinha passado com ele. Aquela vez em que eu tinha fome e ele tirou do seu bolso das surpresas um amendoim para me dar. Aquele dia em que me pousou no seu colo e me deixou guiar a carrinha. Aquele dia em que me deu, pela primeira vez, uma palmada no rabo por estar a implicar com o meu irmão. Aquela noite em que me contou que quando era novo apanhava todos os contrabandistas e ladrões de azeite das redondezas. Vi tudo isto e mais alguma coisa passar diante de mim, rapidamente e sem som, como um filme mudo. Tinha tanto para lhe dizer ainda, tanto para lhe mostrar, para lhe perguntar. Nunca cheguei a saber tudo o que queria e ele nunca chegou a ver tudo o que eu queria que ele visse. Eu sei que ele partiu para um sítio melhor, mas ele não merecia. Tinha ainda tempo de viver, tempo de ver mais coisas. Mas a doença tinha vencido daquela vez. Após isso o tempo voltou ao normal e a minha primeira reacção foi: “Ele sofreu?”. Depois disso chorei. Chorei por não me ter despedido dele, chorei por ter perdido o meu “amigalhaço”, chorei por ter perdido o meu avô.
Foi uma manhã que ficou para sempre marcada na minha memória como sendo a manha em que acordei para a morte: A morte do meu avô.

Já sabem, não guardem para vocês o que têm a dizer a uma pessoa pois nunca se sabe o que o destino lhe reserva a ela ou até mesmo a nós.

Enjoy...



sexta-feira, novembro 30, 2007

Tenho medo,
medo de cair,
medo de chorar,
medo do vazio,
medo de sair.
Medo que me consome,
que me condiciona,
que me limita,
Medo que se impõe.
Vejo um futuro negro,
um futuro de medo,
de tragédias,
de catástrofes,
cataclismos e mudança.
Medo de confiar,
de dar confiança.
Medo de mudar para mal,
Medo de não me adaptar,
De não sobreviver ao mundo,
Que engole, que consome, que destrói.
Medo do mundo,
Um mundo de medo,
Mas mais forte que o medo,
Mais resistente que o mundo,
Mais persistente que as limitações e preconceitos,
Só mesmo o desejo de lutar,
o desejo de sonhar,
por um mundo melhor,
por um medo menor.

Eu bem avisei que andava inspirada xD
Enjoy ~
Bom, não sei se é ou não da greve de hoje, mas andei o dia todo inspirada e aqui venho depositar um pouco dessa inspiração.
Penso várias vezes em como seria a minha vida sem os meus amigos, sem ninguém que me apoiasse nas alturas mais críticas, nos momentos mais dolorosos, sem ninguém que me escuta-se, me compreendesse, ajudasse, corrigi-se. Seria difícil, é certo e sabido, e mais, eu não sobreviveria e digo com muita seriedade que se não tivesse os amigos que tenho, eu provavelmente não seria o que sou hoje.
Por vezes também penso em como seria a vida dos meus amigos sem mim e chego à conclusão que é impossível saber, pois o pensamento é deles, não meu, mas quando penso como seria ter uma amiga como eu, sinceramente, acho que tem momentos em que é bom e outros em que é mau, devido à minha grandessíssima bocarra e ao facto de eu não me calar um único minuto.
Mas pronto, vou pensar noutra coisa...
Penso agora, neste preciso momento, porque é que me gozam tanto. Não estou a dizer que este e aquele me gozam mas o certo é que fui muito gozada na minha vida e nunca percebi o porquê disso. Já tentei ver se tinha a ver com os meus defeitos, mas isso não tem muito por onde gozar, tem mais por onde brincar. Pensei também na minha atitude brincalhona, mas cheguei à conclusão que isso também é na brincadeira. Então porquê? Porque é que me gozam? Porque é que me rejeitam? Porque é que não me levam a sério? Eu já estou no 10º! Já não sou nenhuma criancinha! Brincar de vez em quando não tem mal nenhum, desde que não se exagere, mas não sei o que é que as pessoas vêm em mim para gozarem tanto. O meu único consolo é que no futuro talvez seja eu a gozar com elas! Mas isso era descer muito baixo, era descer ao nível dessas pessoas que não sabem a pessoa que sou na realidade. Acho que os meus verdadeiros amigos são aqueles que me ralham, que sabem brincar na altura certa, que me apoiam, ajudam, consolam, mimam(no bom sentido), me ouvem e me respeitam. Se não fizerem isso então tenho muita pena mas essa pessoa não pode ser minha amiga de verdade. Sei que não sou perfeita, até pelo contrário, sou das pessoas que mais imperfeições tenho, mas ao menos tento corrigi-las e luto por um futuro, luto pela minha liberdade, pelo meu "porto-seguro", pela minha oportunidade de deixar uma marca neste Mundo. Às pessoas que me odeiam, só digo o seguinte: Tentaram conhecer-me melhor? Tentaram respeitar-me? E elas que respondam a isso porque eu não falo por elas.
Espero que as pessoas a quem "assentar a carapuça" de verdadeiros amigos fiquem conscientes que significam muito para mim, mesmo que às vezes não o pareça.
Já disse, está dito, e por aqui fico.

sábado, novembro 24, 2007

Hoje não estou com paciência para grandes testamentos por isso resolvi fazer um poema, e mesmo que não rime não faz mal, tem é que ter sentido.

Sonhos perdidos no vazio
Cantam baladas de solidão
que nos provocam arrepio,
Nascem pela mão angustiada,
Pela existência amargurada
De quem por ela não lutou,
De quem por ela não se esforçou.
Voam sonhos,
De todas as cores e feitios,
Negros como a solidão,
Verdes como a esperança
Brancos como a paz e perfeição.
Sonhos de pessoas pobres,
Sonhos de pessoas ricas,
Misturam-se sem preconceitos
Criam novas vivências
Definem novos conceitos.
Sonhos perdidos,
De Homens esquecidos,
tudo porque não se aplicaram o suficiente
para acompanhar a evolução
deste mundo onde não existe a perfeição,
do nosso mundo onde a existência é assegurada
por menos do que uma linha de agulha bem esticada.


Espero que gostem ;)

quinta-feira, novembro 22, 2007

E aqui estou eu de novo, a escrever as minhas pequenas memórias... enfim, hoje dedico totalmente o post às pessoas que lêm o meu blog.
Quando fiz este blog, fi-lo inspirado num formato de diário, um sítio onde posso descrever e escrever o que sou realmente. É uma forma de mostrar que dentro da chata do costume também há uma pessoa que tem sentimentos, posições em relação a certos assuntos, que tem uma opinião autónoma, que tem argumentos para certas coisas que faz.
Vejo o inicio do meu blog e reparo nas poesias, nos vídeos, nos pensamentos e nas teorias que postei e noto um certo crescimento em mim(psicológico, é claro). Muito sinceramente nunca esperei comentários, mas é certo que recebi alguns, nem nunca pensei que as pessoas gostassem das coisas que eu escrevo, mas têm me dito que gostaram e que escrevo bem, por isso acho que vou continuar a escrever para essas pessoas. Maior parte das vezes os posts são relacionados com alturas da minha vida em que estava mais ou menos poética, mais ou menos bem, mais ou menos crítica. Houve uma altura em que deixei de escrever no blog, provavelmente porque não tinha tanto para desabafar com o monitor e teclado x). Mas agora preciso muito do meu blog, preciso de escrever sobre o mundo, sobre mim, sobre a minha vida, já que não tenho muito tempo para estar com as minhas amigas. O blog é, de certa forma, uma companhia para mim e uma animador, graças às pessoas que o comentam e às quais agradeço mesmo muito.
Conselho para todas as pessoas que precisem de exprimir livremente as suas ideias: Façam um blog, nem que seja anónimo.

Mais uma vez, Obrigado pessoal! =)

sábado, novembro 17, 2007

Quando dormes
E te esqueces
O que vês
Tu quem és
Quando eu voltar
O que vais dizer?
Vou sentar no meu lugar

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Isolar para sempre este tempo
É tudo o que tenho para dar

Quando acordas
Por quem chamas tu?
Vou esperar
Eu vou ficar
Nos teus braços
Eu vou conseguir fixar
O teu ar
A tua surpresa

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Eu vou agarrar este tempo
E nunca mais largar

Adeus
Não afastes os teus braços dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou, vou conseguir pará-lo
Vou conseguir pará-lo
Vou conseguir

Adeus
Não afastes os teus olhos dos meus
Vou ficar para sempre neste tempo
Eu vou conseguir pará-lo
Eu vou conseguir guarda-lo
Eu vou conseguir ficar.

David Fonseca-Adeus, não afastes os teus olhos dos meus.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Acabei à momentos o meu texto argumentativo para filosfia, mas como o tema é demasiado abstracto fiz outro. Como este até nem está mau, na minha opinião, resolvi pô-lo aqui. Enjoy ;)

Questionar: será correcto fazê-lo?

A maior parte dos seres humanos, se não todos, questiona e questiona-se. De facto, questionar é para os seres humanos uma actividade muito natural, tal como a sede ou a fome. Se formos ao dicionário e procurarmos a palavra “questionar” encontraremos que questionar é “fazer questão sobre; contestar; pôr em causa;”, por isso sempre que fazemos uma das coisas, acima referidas, estamos sempre a questionar algo ou alguém.
Agora que sabemos o que realmente é questionar, deparamo-nos com uma questão importante: Será correcto fazê-lo? Uns dizem que sim, outros afirmam que não. Eu penso que sim, no momento e contexto adequados. Penso que é correcto questionar tudo aquilo que tem que ser questionado, tudo o que suscita dúvidas, tudo o que deve ser contestado, já que nada é perfeito e nem todos têm a mesma opinião acerca de algo ou alguém. Questionar, para mim, é humano e acho que o Homem, além de questionar, tem que se questionar acerca de si mesmo. A razão é simples: por exemplo, se só questionássemos os outros e não olhássemos para nós provavelmente cometeríamos os mesmos erros que neles contestamos, e é por isso que nos devemos questionar a nós próprios para vermos se não estamos a agir da forma que criticamos aos outros.
O facto é que se o ser humano não questionasse o todo, provavelmente hoje em dia ainda viveríamos como homens primitivos. Uma das razões pela qual questionar é correcto é que isso é o princípio da correcção ou reformulação de algo ou de alguém. Por exemplo, ao contestarmos o comportamento de uma pessoa, o mais provável é que esta o tente corrigir, isto se aceitar a contestação. Se isto acontecer, estamos a ajudar essa pessoa a corrigir o seu comportamento e deste modo estamos a contribuir para melhorar a forma de ser ou de agir de um ser humano e até de nós próprios, se nos questionarmos acerca do nosso próprio comportamento. Outra razão pela qual é correcto questionar é a seguinte. Se Copérnico não se questionasse acerca do porquê dos planetas mudarem de tamanho e de brilho ao longo da sua trajectória, este não teria criado a Teoria Heliocêntrica que abriu caminho aos progressos na área da Astronomia. O mesmo se passa com cientistas, escritores, artistas e filósofos. Questionar leva à criação de novas teorias, conceitos, elementos, materiais, entre outros. Além de levar à criação, leva também à descoberta de novos sítios, novos continentes. A prova disso é que se o Infante D. Henrique não se questionasse acerca do que havia para além do horizonte, os descobrimentos portugueses dificilmente se tinham realizado. Questionar é propício ao conhecimento mais profundo do mundo e do ser humano e entre outras coisas. Resumidamente, questionar é muito importante para o conhecimento radical do Todo e para a reformulação das nossas formas de agir e de pensar. Sim, é certo que não devemos questionar tudo e que questionar não é sempre o mais certo a fazer mas, como referi anteriormente, questionar impulsiona mudanças, descobertas, criações, desde que seja aplicado ao contexto e tempo adequado e é por isso que considero correcto fazê-lo.
Por fim, podemos concluir que é correcto questionar, no momento e contexto adequado, já que ao pormos em causa o Todo estamos a impulsionar uma mudança, reformulação, a criação, a descoberta, entre outras coisas e ao contestarmos aquilo que não está bem, estamos a contribuir para a correcção de defeitos e falhas de algo ou alguém, incluindo nós mesmos. Por isso já sabem, se estiverem indecisos, questionem-se…

Inês Gouveia
Nº 17
10ºB

terça-feira, novembro 13, 2007

Todos temos defeitos, falhas, faltas, (...) . Tantos nomes para um característica que todos os seres humanos têm pois ninguém é perfeito e quem o for avise, porque gostava de conhecer essa pessoa, já que perfeito só Deus, isto se ele existir, ou seja, essa pessoa só pode ser Deus.
Por mais qualidades que uma pessoa tenha, ela tem que ter algum defeito, ou alguns, mas quantas mais qualidades melhor, desde que o defeito não seja a mania!

Existem muitos tipos de defeitos: físicos, mentais, comportamentais, morais, etc.
Para mim os físicos não são muito importante, embora às vezes admito que penso demais para a aparência, mas isso não acontece muito e fica sempre restrito ao meu pensamento.

Eu não sou a pessoa indicada para falar das minhas qualidades, acho que as pessoas que convivem comigo é que o devem fazer, por isso perguntem-lhes. Agora defeitos, isso já é outra coisa diferente. Aqueles que mais reconheço em mim são falar de mais(mas em grande exagero, às vezes não consigo controlar), embora já tenha melhorado um pouco x), ser desbocada, ser um pouco gorda, ansiosa demais, às vezes sou muito criança,isto quanto aos comportamentais. Quanto aos físicos, digo já, que eu não me considero gira, mas que os meus olhos são muito bonitos x). Enfim e o resto não sei que mais dizer, pois há pessoas que vêem em mim uma data de defeitos, porque ainda não se deram ao trabalho de me conhecer a sério.

Mas deixo aqui um apelo: Vejam as qualidades das pessoas, esqueçam os defeitos fisicos, mas desconfiem daquilo que é bom demais.... pode ser belo por fora mas horrível por dentro.

enjoy
...

quarta-feira, novembro 07, 2007

Como é natural, não fiquei indeferente de modo algum ao acidente na A23, que ocorreu no dia 5 de Novembro, dia em que fiz o meu 1º teste de Português, o dia de anos do meu avô se estivesse vivo.

A única palavra que encontro para descrever o acidente é "horrível", uma tragédia completa, já que não só foram afectadas as pessoas que viajavam no autocarro e no carro, mas também os familiares das vítimas. Para eles apresento as minhas profundas condolências e compreendo de certa forma a situação em que se encontram.

O teste de Português correu bem, felizmente. O facto de ter aprendido as conjunções deu muitíssimo jeito, e isso devo-o ao stor Batista que, pacientemente me ensinou os básicos e aprofundou comigo as orações. Estou-lhe mesmo muito agradecida.

Quanto ao aniversário do meu avô....tanta coisa para dizer que nem sei por onde começar.
Hoje lembro-me do seu aniversário no ano passado. Foi num domingo, salvo erro, e para o comemorar fomos almoçar todos fora. Avô, como sinto falta de ti, de falares comigo, de me chamares a amigalhaça, de me fazeres festas, de tudo, até mesmo de me ralhares por provocar o meu irmão. Gostava que soubesses que estou a gostar da escola, que estou a ter boas notas, que estou a lutar pelo meu futuro(que se tudo correr bem será evitar que pessoas boas como tu percam a vida devido a doenças respiratórias), queria falar tanto contigo, perguntar-te quantos ladrões prendeste, quantos contrabandistas apanhaste, se eras o mais belo rapaz da aldeia, mas o tempo é curto e o teu esgotou-se sem que te fizesse todas as perguntas que queria. Mas, no fundo, estás sempre comigo, ainda hoje e amanhã também, num cantinho bem confortável do meu coração.

O dia correu bem, mas tantas tragédias, tantas lembranças , tantos problemas extra , que acabei por ficar triste por viver neste mundo, só por um momento, mas fiquei.

sábado, novembro 03, 2007

Às vezes à um certo tabu em volta da palavra "errei".
É engraçada a facilidade com que todos erramos e a dificuldade em admitir que o fazemos.
Errar é tão fácil. Qualquer pessoa o faz, sejam pobres, sejam ricos, sejam brancos, sejam pretos, sejam qualquer coisa. Difícil é mesmo admitir que errámos. Poucas pessoas o fazem, poucos são aqueles que pedem desculpa. Sim dizem muitas vezes "as desculpas não se pedem, evitam-se." mas errar é humano e é por isso que é tão fácil de fazer.
Mas mais humano do que errar é mesmo admitir o erro e pedir desculpa. Também é humano desculpar, principalmente quando o erro foi grave. Para isso é preciso pensar muito e sobretudo falar, pois quem cala consente e o consentimento nem sempre é o mais correcto.

Toda a gente erra: eu erro, tu erras, ele erra, ela erra, nós erramos, vós errais, eles erram. O verbo é global. Não me venham cá com tretas como " ah eu nunca erro, sou perfeito". Mas nunca ouviram dizer que a perfeição não existe??? Eu desprezo gente assim. As pessoas que mais respeito são aquelas que chegam ao pé de mim e me dizem " Eu errei, desculpa-me por favor." Eu acabo quase sempre por desculpar mas há certas coisas que nunca desculpei, isto porque a pessoa não me pediu desculpas, ou porque é daquelas que se acham perfeitas.

Quanto a mim, sou boa a errar, mas quase sempre a primeira a admitir esse erro e a pedir desculpa.

Acho que agora dirijo esta parte do post a um erro recente e a essa pessoa só tenho a dizer:
Eu admito que errei,
Desculpa, vou tentar não voltar a repetir o erro.

Enjoy ;)

segunda-feira, outubro 29, 2007

Ora nova capacidade adquirida: Filosofar. ^^
Quer dizer eu já a tinha, só que não tinha nome para ela. Gosto da minha veia de filósofa. Faz-me pensar em coisas da minha vida e ajuda-me a encontrar respostas para elas. Também me ajuda na escrita e finalmente percebi o que faltava à minha graças ,novamente, à boa da filosofia x). Enfim uma pequena amostra da minha aplicação da filosofia.

A vida é enganadora,
tem coisas más,
coisas boas,
coisas tentadoras.
Tenho orgulho nas capacidades que tenho:
orgulho de falar;
orgulho de ouvir;
orgulho de cheirar;
orgulho de sentir;
e orgulho de racionalizar.
Gosto de questionar,
pois o mundo não é perfeito,
perfeito apenas o paraíso
mas isso existirá?
Não sei, mas posso pensar.
Gosto de criticar,
mas será isso correcto?
Sim, mas com fundamentos.
Gosto de duvidar, de saber mais.
mas será isso a atitude errada?
Não, pois quem cala consente
e quem dúvida não mente.
Tantas coisas por pensar,
para pensar,
para imaginar,
para reflectir,
mas neste momento
tenho que ir,
para onde?
Isso apenas eu sei.

Isto é o que dão os testes de filosofia x)
neste caso, inspiração.

Enjoy ;)

sexta-feira, outubro 26, 2007

Detesto aqueles dias em que penso que a morte é solução para os meus problemas, mesmo sendo estes nenhuns ou insignificantes. Fim-de-semanas há em que eu me sinto tão sozinha... sem amigos...sem ninguém. Para mim felicidade depende de eu estar ou não sozinha. Nesses fins de semana eu sou uma pessoa diferente. Calada, afastada do mundo, afastada de todos, afastada de tudo.

Mas quando na 2º feira vou para a paragem com a Li e falo com ela, rio-me com ela, sinto-me cada vez melhor...

...depois vem a Cláudia e o Tiago na sua corrida diária até à paragem xD. Quando chegam brinco com a Cláudia, ela brinca comigo, e sinto-me ainda mais feliz por ter alguém que brinque comigo. (...)

...De vez em quando a Flores e a Pinto estão lá e começo logo a conversar com elas e a dizer baboseiritas xD....


Depois entra a Rute e a conversa ganha mais vivacidade do que aquela que já tinha.

Entra a Inês Alves e quando não está a dormir ou a ouvir mp3 tambem conversamos ligeiramente....

...mas de qualquer forma estas conversas que vou tendo até à escola fazem-me sentir ainda mais viva, mais feliz, e pouco a pouco o pensamento mórbido vai-se perdendo nos confins da minha memória...

...depois converso também ligeiramente com a Rita, com a Inês e com o João na ida para a escola, até ao portão onde a partir daí eu vou para o pavilhão(ou ia)....

...ao chegar ao pavilhão, ao encontrar-me com as minhas colegas, ao entrar na conversa, ao ser envolvida nas brincadeiras a solidão passa... sinto-me integrada, acompanhada...

...então nesse momento a pouca coisa que resta do pensamento sobre a solução derradeira fica apenas para aqui ser escrito, descrito e compreendido...

...chego à conclusão que a vida só vale a pena ser vivida quando se têm amigos que valem a pena, pois são eles a solução dos nossos problemas.

quinta-feira, outubro 25, 2007



Can I get your hand to write on
Just a piece of lead to bite on
What am I to fly my kite on
Do you want to flash your light on
Take a look its on display - for you
Coming down no not today

Did you meet your fortune teller
Get it off with no propellor
Do it up its always stellar
What a way to finally smell her
Pick it up its not to strong - for you
Take a piece and pass it on

Fly away on my zephyr
I feel it more then ever
And in this perfect weather
Well find a place together
Fly on my wing

Riddlin on liberator
Find a way to be a skater
Rev it up to levitator
Super mainly aviator
Take a look its on display - for you
Coming down no not today

Fly away on my zephyr
I feel it more then ever
And in this perfect weather
Well find a place together
In the water where the scent of my emotion
All the world will pass me by
Fly away on my zephyr
Well find a place together

Whoa whoa whoa whoa whoa whoa - do you
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah
Whoa whoa whoa whoa whoa whoa - wont you
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah

Fly away on my zephyr
I feel it more then ever
And in this perfect weather
Well find a place together

In the water where the scent of my emotion
All the world will pass me by
Fly away on my zephyr
Were gonna live forever
Forever ...

domingo, outubro 14, 2007

Nós vemos o que queremos...

Bem, isto da filosofia é uma coisa estranha... A nossa visão é um sentido, mas nem sempre está correcta, tal como provam as ilusões de óptica, mas desta frase "Nós vemos o que queremos" podemos tirar conclusões para lá dos sentidos... para lá do real...eu tiro este sentido:

Se vemos o mundo como uma porcaria, é porque o queremos pois

Quem tem a capacidade de ser feliz com as pequeninas coisas da vida,

Quem consegue acordar e a primeira coisa que faz é sorrir,

Quem consegue rir-se mesmo estando com vontade de chorar

Essa pessoa vê o mundo como um sitio bom. Eu vejo-o mais ao menos assim.

Vejo-o como uma caixinha de surpresas da qual sairam boas e más surpresas, sem horário, sem aviso, apenas surgiram na minha vida...

quarta-feira, outubro 10, 2007

Now I lay me down to sleep,
I pray the Lord my soul to keep.
Four corners to my bed,
Four angels there aspread:
Two to foot and two to head,
And four to carry me when I'm dead.
If any danger come to me,
Sweet Jesus Christ, deliver me.
And if I die before I wake,
I pray the Lord my soul to take.

Old English prayer...

É incrivel a quantidade de vezes que eu já ouvi esta oração em músicas e num livro. Na Enter Sandman dos Metallica, numa dos HIM e num livro(cujo nome não me recordo) em que a Rainha antes de se deitar rezava esta pequena oração.
A verdade é que não sei o seu grau de importância mas irei saber, mais tarde...
Digamos que pesquisarei x)

Enjoy ;)

sábado, outubro 06, 2007



Se eu te pudesse dizer- Fernando Pessoa


Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.
p.s. liguem a musica que vao ver que gostam...

Bubbles


So simple,
so fragile,
like me.
Fly bubble, fly,
far away from here,
far away from me,