domingo, maio 31, 2009

Agradecimentos

Passa mais um ano escolar na minha vida, mas um ano que será para sempre recordado como aquele que provavelmente mais me marcou. Não fiz nada de notável, não descobri a cura para a SIDA, não arranjei nenhum namorado. Não, não fiz nada de impressionante, por muito que o possam dizer, mas aconteceram-me coisas que mudaram para sempre quem eu sou, a maneira como sou, até mesmo a maneira como olho para mim.
No início do ano eu era diferente daquilo que sou agora, não só no aspecto mas também na maneira de encarar a vida. A minha vida era o meu futuro, o meu aspecto não importava, pois por mais que fizesse não iria ficar bonita, tinha que agradar a tudo e todos para estar bem comigo própria e tinha que simplesmente seguir a rotina, todos os dias, como sempre, ficando sempre em 2ºplano, colocando os meus interesses em 2ºplano, colocando a minha felicidade em 2ºplano. Mas agora não. Agora vivo no presente, aproveito-o, aprendi a viver o momento e a pensar um pouco menos no futuro. Percebi que antes de gostar de alguém tenho que gostar de mim, conseguir olhar para um espelho sem ter medo de o partir, percebi que o que os outros pensam daquilo que eu uso ou deixo de usar não me interessa, só eu é que tenho o direito a escolher como modelar o meu aspecto. Compreendi que não posso estar com toda a gente ao mesmo tempo, que na vida há que fazer escolhas, escolhas essas que nos façam felizes, que sejam boas para nós e que nos ajudem a crescer como pessoas e eu escolhi. Foi uma escolha, foi o quebrar da rotina, a mudança que eu precisava. Por essas mesmas razões, acho que, depois de um ano a ajudarem-me a mudar, a aturarem as minhas infantilidades e a aceitarem-me como sou, o mínimo que posso fazer é agradecer, em especial, à Mariana, à Mónica,à Carlota e à Cris. Não há nenhuma ordem especial, nem estou a dizer que só elas é que me ajudaram, só que elas merecem um reconhecimento especial por tantas razões mas em especial, por terem entrado na minha vida. É a elas a quem devo um ano espectacular, com bons e maus momentos, mas que só tornaram mais fortes a nossa amizade. Posso dizer, tal como já elas devem saber, que elas são minhas melhores amigas, tal como outras pessoas que já o eram e continuam a ser. Graças a elas mudei, deram-me a coragem que necessitava para o fazer, ralharam-me por não o ter feito antes e apoiaram-me contra tudo e contra todos quando eu mais precisava.
Às vezes as palavras são a melhor maneira de eu me expressar, mas não há palavras que descrevam o quanto significam para mim. Obrigada meninas :')

segunda-feira, maio 11, 2009

Amor, Amar

O que é amar? O que é o amor? A mim parece-me que é tudo um caso de tentativa e erro até acertar no sítio certo, ou melhor dizendo, na pessoa certa. Só que há um preço tão caro a pagar por cada erro, um preço que pode despedaçar-nos o coração, causar-nos sofrimento mas que pode também ensinar-nos a suportar a dor, a lutar por aquilo que queremos, a não cometer o mesmo erro 2 vezes. A vida sem amor é como se tivessemos um buraco negro no peito, que suga tudo o que é dor, sofrimento, mágoas, solidão. Mas amor a mais tolda-nos a nossa visão do mundo, cria uma ilusão que nos cobre totalmente e que afecta todo o nosso raciocínio. Tem que haver um meio termo, há sempre um meio termo, só assim se pode coexistir. Amaralguém requer dedicação, requer força para mudar e adaptar. Há que saber moldar-nos à medida do outro e vice-versa. Há que ser sincero e confiar. São coisas que, verdade seja dita, já não existem em grande quantidade neste mundo, um mundo de consumismo que agora se espande ao amor no aspecto do "comer e deitar fora" e do "brinquedo novo". É tudo tão superficial hoje em dia, é tudo tão distante... Todo o amor gira à volta de telemóveis, emails, messenger. Não devia ser assim... As palavras quando são escritas podem ser apagadas, reescrevidas e melhoradas mas tudo tem outro encanto quando é dito ao ouvido, quando temos o prazer de passar momentos inesquecíveis, por mais simples que sejam. É um mundo em mutação e o amor, esse velho bandido, não lhe escapou. Há que voltar a amar como se amava noutros tempos. Recuperar o que de bom tinha o amor antigamente e manter o bom que tem o amor hoje em dia. Só com uma fusão será possível atingir um amor quase perfeito a nível emocional. Só assim amar terá sentido novamente.

sábado, maio 09, 2009

Black Heart Inertia

Just like that,
it's done,
another one made me bite the dust.
Now
All there is to do is
Survive.
Isn't it what we all do?
My heart is back
To the black inertia.
The lights are out
I cry out in my sleep,
It's such a lovely day
to suffer, to experience rejection.
Tonight the stars shine
Tonight the moon is full
But I can't stop thinking
How I was a fool.
The story repeats itself
Too many times,
Too many people.
Why me?
Hasn't my heart experienced enough pain?
Were all my fights in vain?
I try not to think
I try not to feel
But all that I want to do
Shouting to the air
And kneel.
My heart is black
The pain is back
All I see is a rope in my neck
But I won't surrender
That's what a coward would do
No, I'm here to stay, I'm here to fight
But not for you...

sábado, maio 02, 2009

Incompreensível

Não quero
Não penso
Desespero
Não falo
Não ouço
Não quero ouvir,
Falar,
Pensar,
Sentir.

Digo não,
porque não quero dizer sim,
Não me calo
Porque quero falar
Mas diga o que disser
nada se vai alterar

Falo na esperança
De um dia alguém me conseguir calar.
Falo de esperança,
Penso em desespero.
Sem extremos,
Sem medidas,
Sem limites.

Não quero pensar,
Porque penso em ti,
Não te quero ver,
Já só quero esquecer
Que existes,
Que desististe,
Que não insistes.

Nada mais há a dizer
Sofreste,
mas agora és tu que fazer sofrer.

O Homem do Cachimbo

No caminho para a paragem
Todos os dias o vejo,
Quando o novo dia que nasce
ainda parece miragem.

Surge de um caminho encoberto
Envolto na névoa despertina
Às costas leva a carga pesada
Que o traz desperto.

Roupagem simples e desgastada
Rosto fatigado, marcado pelo tempo
E entre a boca e a bigodaça avantajada
Um cachimbo aceso, atiçado pelo vento.

Não sei quem ele é,
De onde veio,
Para onde vai,
Nem onde trabalha,
Nem quando entra ou sai.

Mas aquele cachimbo que fuma
Envolve-o num misto intemporal
Como se ao vê-lo no momento
Estivesse a andar para trás no tempo.

A voltar a outras épocas
Outras alturas
Onde todos os dias
Encerravam aventuras,
Onde havia gentlemans
fumando cachimbo.

Fico perdida neste limbo,
E a sonhar com outros tempos,
Mas quando acordo percebo
Que era um sonho, e tudo o que restou
Foi o homem do cachimbo
Que por mim passou.

quinta-feira, abril 30, 2009

De volta de um sonho...

Sonhei que vivia num sonho
Ou num sonho sonhei que vivia
Num outro sonho,
Onde os sonhos eram vida
E a vida era o sonho.
Todos sonhavam,
Todos viviam,
Todos sentiam,
Todos amavam,
Sem excepções,
Sem porquês,
Havia limites? Não.
A resposta para as perguntas
Estava na nossa imaginação.
O sonho acabou,
Mas a vida continua,
Sempre continuou
E sempre assim será,
Mas viveremos nós num sonho?
Ou sonhamos nós que vivemos?
Ninguém sabe,
Como poderiam saber?
Talvez tudo seja um sonho,
Onde sonhamos viver…

sábado, abril 18, 2009

O meu paraíso é uma sala de cinema

O meu paraíso é uma sala de cinema. Nessa sala não há restrições, não há horários, nem confusões. Não se paga bilhete para entrar. O tempo existe, mas senta-se ao nosso lado, esquece também ele o futuro e o passado e limita-se a ficar parado, mudo, quieto e calado.
Nela reina o silêncio, a calma mansidão quebrada pela banda sonora, pela actriz que (faz) que chora, pelo barulho das roldanas, pelo crepitar da película queimada. Tudo negro, escuridão total, as luzes não se acendem, nem mesmo no final. Um final, que não o é, pois mal acaba um filme, seguem-se outros sem paragens, nem intervalos.
Vejo filmes, aprendo com eles, revejo-me neles, choro com eles. Ah! Que bom é poder nada fazer e no entanto tudo ver. Magia, emoção, romance, drama, acção. E existe até lugar para o real, para o chocante e para o banal.
Tudo isto me faz sonhar, imaginar, inventar novas histórias e finais. Viajo por mundos de tanta magia e emoção que nem acredito que nunca saí do meu cadeirão!
Ao meu lado, um balde de pipocas estaladiças e um copo de sumo, não há mais nada, nem sequer uma réstia de fumo. Acaba um filme, mas começa outro, e neste turbilhão esqueço o filme da minha vida que é tão diferente, ao qual digo: Até mais não!

quarta-feira, abril 15, 2009

Something in the way...

Não me encaixo,
Não me enquadro,
Sou peça do puzzle,
E, no entanto, estou sempre a mais nele.
Sou a ovelha negra do rebanho
Sou o risco no desenho,
O elemento neutro,
O zero, que nem é positivo,
Nem negativo.
Sou um ser não apelativo,
Sou um electrão com carga positiva!
Não tenho lugar,
Vivo na expectativa de aprender
Significados de palavras como “pertencer”,
Vivo com rumo e no entanto
Não sei para onde o vento me leva.
Sou como a poeira que levanto:
Insignificantemente insignificante.
A incerteza em mim é abundante,
Medos em quantidade alarmante,
Tabus que não o deveriam ser,
Acções que não deveriam acontecer.
Esta sou eu,
Que mais posso dizer?

quinta-feira, abril 09, 2009

Viagens por esse universo e arredores de lá...

Chega de monotonia!
Vamos dar um salto à lua?
Navegar nos seus mares?
Pular por cima das suas crateras?
Arrancar um pedaço dela?
Hmm, melhor pensando,
Vamos também a Saturno!
Balouçar nos seus anéis,
Fazer corridas neles também!
Não esquecer de visitar a estrela polar!
Tanto para ver, tanto para visitar,
o universo é extenso,
o tempo parece parar.
No vazio, não há matéria,
há beleza, mansidão,
há tristeza, solidão.
Porém,
quando se viaja acompanhado
Nunca se está só.
Vamos lá!
Vamos visitar constelações!
Vamos explorar buracos negros!
Vamos navegar na via láctea!
Orion, Ursa Maior, Ursa Menor,
Castor e Polux,
todas estão à nossa espera!
Basta imaginar
E estamos a viajar,
A quebrar a rotina,
A ver o universo,
e tudo o que está para além dele...

domingo, março 22, 2009

Times, oh they change...

Oh, the times,
they change,
they change things
people, citys,
they change us.
We can try
and resist,
but the time,
He will allways insist.
Time is like a wave,
it comes and goes,
but never stays.
Time is a machine,
he has no feelings
he doesn't stop for anybody.
Time breaks things
And fixes others,
Time destroys,
Time creates.
It gives,
and it takes it away.
Time is fair
Time is strange,
sometimes it passes trough us running
others it just takes too much time passing by.
Nobody discovered
the reason why.
Maybe one day,
Time will give it away.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Diário de Bordo

18:15, 22 de Fevereiro, 2009
Peniche


Estou na varanda do quarto do Hotel a observar o pôr-do-sol. O tempo, para mim, parou. Não passam as horas, os minutos e segundos. A única coisa que se move é o sol, pouco a pouco, recolhendo-se no seu refúgio subterrâneo nos confins do mar.
Enquanto ouço a Sunburn dos Muse, olho para o horizonte, observo o mar e penso nos segredos que este ainda tem para revelar. Tento adivinhar o que se esconde para além daquela linha imaginária que representa o horizonte, mas só me ocorre que muito provavelmente serão pessoas desconhecidas, navios naufragados, uma ou duas sereias, um barco de pesca ou então terras (ainda) desconhecidas. O sol está a quase a desaparecer, cada vez que olho esconde-se mais um centímetro ou dois e a noite começa a estender o seu manto negro: começa o crepúsculo. O céu rosado, que começou por ser laranja e depois vermelho, começa agora a ficar violeta. É uma rapsódia de cores e tonalidades sem fim.
Nas dunas, a noite começa a estender o seu manto, as gaivotas começam a descer para os seus ninhos e eu, aqui na varanda, a contemplar todas estas mudanças. Agora o sol já desapareceu, começa a abandonar o meu corpo toda aquela sensação de calor que antes tinha. Ainda não há estrelas no céu, mas elas aparecerão, gostam de ser contempladas demais para se esconderem por muito tempo. No entanto, já há luz na rua e os banhistas começam a recolher-se nos hotéis.
Nem parece Inverno. O som do mar, tão perto de mim, remete-me para as férias do Verão. Mas de novo o frio que me gela as mãos e a espinha transporta-me para a realidade. Ainda nem me fui embora e já sinto saudades do mar, da sensação de serenidade, calma e sossego que este me transmite. É tão essencial, tão único, não sei como aguento tanto tempo longe dele.
Ainda o vou ver amanhã, mas não será a mesma coisa, será sempre uma despedida, triste e desgostosa como todas as outras que já tive que fazer.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

"Stars, when you shine, you know how I feel..."

Olho para as estrelas e penso em ti,
Contemplo o horizonte e penso em ti,
Quero-me concentrar,
Tento, não consigo, pois penso em ti.
Quando o faço, quando te vejo,
o meu olhar brilha,
o meu coração salta, quase explode,
sinto uma onda de calor invadir a minha face,
uma felicidade extrema que não tem explicação,
felicidade sem aparente motivo ou razão, senão tu.
Estás preso à minha mente, alma e coração,
não sais, não te deixas expulsar,
és mais forte que eu,
mais forte que o meu ser.
Penso em chocolate e acabo por pensar nos teus olhos
Penso em verde e acabo por pensar em ti,
na esperança que representas para mim.
Nunca te tive, mas já te perdi,
Nunca me quiseste, mas eu sou tua,
Nunca me deste o teu coração, mas eu dei-te o meu,
Nunca me pediste nada, mas eu quero dar-te a lua,
o mar, as estrelas, o sol,
para que nada te falte,
para que sejas feliz.
Só penso em ti, nunca pensei em mim,
e agora penso e vejo que não sei porque o fiz.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Coisas (pensativas) da vida...

Eu penso demais. Sou uma TA (Thought Addicted=Pensadora Viciada). A verdade é que já nasci a berrar.....e a pensar. Não me lembro qual foi o meu primeiro pensamento mas deve ter sido qualquer coisa do género:"Isto é horrível! Tirem-me deste mundo! :O" (Daí eu estar a chorar) Mas isso é só o choque inicial, depois vai passando mas, atenção! Pode voltar! É nesse momento que nos tornamos Emos(Lá está, estou novamente a pensar de mais).
Eu penso em muitas coisas mesmo, penso no futuro, no passado e às vezes no presente, embora devesse pensar mais. Penso mais nos outros do que em mim, embora por vezes ninguém o consiga ver. Penso nos amigos, nas paixonetas e paixões. Penso na escola, nos livros, fantasias e também na minha própria morte, mas isso já foi mais frequente do que agora (felizmente). Penso em tanta coisa que até admira nunca me doer a cabeça de pensar! Tenho muitos pensamentos ridículos, do género: "Uhh que fixe! É a primeira vez na minha vida que estou a andar neste pedaço de alcatrão!". Para muitos isto poderá parecer estúpido, mas dá uma certa alegria à vida pensar que estamos a viver novas experiências. Ultimamente tenho pensado o quão boa tem sido a minha vida comparada com outras, também tenho pensado que estou gorda, penso também que tive muita sorte este ano escolar no facto de, numa questão de meses, ter conhecido pessoas tão especiais que já não imagino como seria a minha vida sem elas. Também penso que lhes tenho que agradecer o facto de terem entrado assim na minha vida e me terem deixado entrar na delas. Penso no facto de estar a ficar mais feminina, no facto de cada vez me dar melhor com o meu irmão(coisa impensável aqui à uns anos) e no facto de talvez ainda ter que enfrentar dilemas que pensava nunca mais ter que atravessar.
Como já deu para reparar, penso mesmo demais, mas, a vida é para ser vivida mas também reflectida por isso pensar nela já não é mau de todo!

domingo, fevereiro 01, 2009

The rain will pass, the sun will shine again (um poema para a Mariana)

The rain is falling again
and with it your smile felt too
The clouds are crying
so as your heart
The whole nature seems to be
reflecting your feelings in the moment
How I hate to see you like this
But my hate turns into sadness
and my sadness turns into melancholy
'Cause I miss that smile you had
Every time I saw you then.
But now, you're depressed
you're sorrow turns you
into a total mess.

You have to be strong
You'll have to fight
the rain,
the wind,
the cold,
but you can do it,
I'm here, we are here
for you.

The rain will stop,
The sun will shine again,
your heart will sing once more
and the smile,
that beautifull daring smile
He will be once again
in the place were it belongs.

Mariana, este é só para ti :) (post nº 150 :D )

It's difficult...

In a second,
all changed.
We've gone from white to black,
and I think it's my fault
not yours,
It's me whose heart
does not accept other owner
than him.
My heart, well,
I thought I could give it to you,
But my heart isn't mine to give
it's yours to take,
and that's what you didn't do.
I have to settle this unfinished business,
this unsolved puzzle,
I may suffer,
But that's the only way I can overcome
all the pain
all the envy
and when I do this,
the tears that I've shed
would no longer be in vain.
I'm sorry I had to hurt you
I really do
But I can't control my heart
and you couldn't do it too...

sexta-feira, janeiro 09, 2009

É incrível o quanto o tempo passa. Passa por nós sem sequer avisar e no momento em que damos por ele já é tarde demais para o agarrar.

O tempo passa, as folhas caem e nós mudamos. Já não sou aquela criança que brincava na rua com os seus amigos e a sua imaginação, também já não sou aquela rapariga que escrevia no seu diário, o seu maior confidente, as suas paixões, desabafos e segredos de pré-adolescente.

O que sou agora? Nem eu sei bem. Cresci em tamanho, cresci em mentalidade(apesar de muitas pessoas dizerem que não), mas sinto que ainda sou um pouco da pré-adolescente e da criança que fui. Conservo-as num cantinho do meu coração e, por muito que queira, não as consigo largar. Elas acompanham-me lado a lado na minha vida, prontas a despertar, dependendo do contexto:
-Quando brinco com o meu irmão, surge a criança, alegre, risonha, pronta a inventar, imaginar, brincar;
-Quando estou na escola, sou eu própria, a adolescente resmungona, sempre a rir, sempre pronta a falar e aprender(aí desperta também um pouco da pré-adolescente);
-Quando se trata de amor, aí está a pré-adolescente, infelizmente ainda lá está, sempre com tantos medos, tantas inseguranças, tanta timidez. Talvez um dia ela se fique apenas pela aprendizagem.

Por vezes escondo quem eu sou na realidade. Por vezes consigo ser várias pessoas diferentes, embora no fundo sejam a mesma:
-A Inês que serve sempre de palhaço para a festa, gozada e a ser motivo de riso;
-A Inês que fala pelos cotovelos, não para quieta, quer sempre conhecer mais e aprender mais;
-A Inês que é ignorada, rejeitada por ser diferente, por ter boas notas;
-A Inês que ajuda quem pode, que ouve e é ouvida, que gosta de passar tardes a conversar sobre música, arte e vida em geral com os amigos, que é livre e gosta de cometer a sua loucura de vez em quando.

Tantas facetas da mesma moeda, não será isso hipócrita? Não, sou sempre a mesma, só muda o contexto onde estou. Sinceramente, quero tanto ser sempre uma só pessoa, com uma só cara... Um dia talvez isso se concretize.
"eu própria"

Eu
não sou quem tu queres que seja
e no entanto
sou aquela que mais te deseja

Eu
penso, falo, rio e choro,
dizes para não o fazer em demasia
mas no fundo sabes
que é a fazer tudo isto que nasce a minha alegria

Eu
sou quem tu mais ignoras
sei, porém, que secretamente
me adoras

Eu
Sou o teu oposto
o teu lado negro

Tu
és o meu infimo segredo
minha paixão incurável

Eu
Sou simplesmente inigualável.

sábado, janeiro 03, 2009

Prisão doméstica

Estou presa,
encarcerada,
numa prisão sem grades,
a qual chamo "casa".
Porquê?
Quero sair,
Quero ser livre,
Deixem-me ir!
Não, não vou ficar,
vou fugir,
quero ir ter com eles,
estão a um passo de distância
e, contudo, tão longe de mim.
Tão perto e tão longe
e o tempo, esse hipócrita,
tanto passa a correr,
como passa devagar.
Estou farta,
Tão farta de esperar.
Vejo-me a desejar coisas,
coisas nas quais nunca pensei
alguma vez desejar.
Estou a ficar paranóica,
tirem-me daqui!!!!

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Por mais que eu mude,
Por mais que eu tente
tenho sempre a sólida sensação
de que, no fundo, a minha vida
será uma vida de solidão.
Tenho medo disso,
Medo de não ter ninguém
para me amparar quando eu cair,
para me ajudar quando eu estiver mal,
para comigo recontruir o que foi destruído.
formar aquilo que foi deformado.
Medo de morrer sem alguém a meu lado,
Medo de morrer por não ter alguém a meu lado.
Tantos medos e, no entanto, continuo,
não fico fechada,
trancada,
alojada,
abrigada.
Temo que estar a desafiar
todos os medos,
todos os problemas.
Mas isso faz parte da vida,
Quem não arrisca,
Quem não desafia,
nada tem,
nada alcança.
O prémio final,
esse, terá valor sem igual!
Vencer os medos.

terça-feira, dezembro 23, 2008

I know for sure
That I can love,
but,
Can I be loved?
That's my dilema,
the question for which
I don't have an answer.
Love,
is such a drama,
it must always chock
in some way
or another.
Love it's a collision
between two hearts
that as a simple result:
break or resist.
I'm afraid of colliding
and break my heart,
I'm afraid of the drama,
and all the rest
of this confusing bananorama!
But, I'm starting to think,
that like cars,
hearts are made to resist the chock,
not to bend or to break,
so, I should take a walk on the wild side,
chill out,
do whatever I want,
never giving a shit
to whatever people may think.
Yeah, maybe I'll do that...