domingo, abril 18, 2010
Só e Zinha
Só. É esta a única palavra que descreve o meu estado actual. Estou só...zinha. Sei o porquê e no entanto pergunto na mesma: Porquê? Mais uma pergunta sem resposta, mais uma coisa que nunca virei a saber por mais anos que viva. Estou só e não estou. Mas mesmo não estando só, é difícil perceber porque é que continuo a sentir-me assim. Aliás, não é assim tão difícil. Estou só porque não há ninguém que me compreenda totalmente ou que esteja sempre comigo. Não culpo ninguém, mas o raciocínio das almas gémeas está sempre presente. Bucha e Estica, Bonnie and Clyde, Blair and Serena, até ao mais remoto Piu Piu e Gastão. E eu? Eu sou apenas uma mera Jane Doe, ou melhor, nem sequer Jan Doe chego a ser visto que mesmo ela tem o seu John Doe. Eu não sou para ninguém, pensava que sim, mas não. É verdade que prefiro estar só do que ser uma mera serva de alguém mas eu também tenho os meus defeitos e são esses que me enterraram neste caixão. Continuo à procura daquela ou daquele melhor amigo, do que me põe em primeiro lugar e que nunca me deixa estar sozinha, aquele que faz um esforço por nós. Não sei se é a distância ou se sou eu, ou se são os 2 mas o facto é que não encontro ninguém. Talvez por isso dê atenção a todas as pessoas de maneira igual e talvez não devesse dar, possivelmente já teria um(a) melhor amigo(a) mas isso não interessa. Talvez seja carma, talvez seja o meu destino estar sozinha para o resto da minha vida mas ao menos deixem-me partir, deixem-me correr o mundo e viver aventuras pois prefiro estar só do que mal acompanhada e prefiro morrer sozinha mas feliz do que sozinha e presa nestas masmorras que eu própria criei. Um dia quero partir, ir por esse mundo fora ajudar os outros, quero ir sozinha já que ninguém acredita que o consigo fazer mas fá-lo-ei. Esta é a minha filosofia, se uns dizem sim, eu digo não, se dizem que não consigo, eu tento conseguir ou falho a tentar, mas tento. Talvez por isso esteja só, por ninguém compreender realmente o que vai dentro da minha cabeça. Não os censuro, às vezes nem eu percebo muito bem, mas começo a compreender-me melhor. Pensar é dor, mas eu devo ser masoquista por continuar a fazê-lo e, de facto, devo mesmo sê-lo e secalhar não conseguem perceber o porquê e sou mais uma vez uma estranha. Sempre o fui. Não sinto que pertenço, não me sinto bem em nenhum dos dois lugares que me servem de referência no momento mas também não consigo sentir. Não pertenço à terra onde vivo, o meu coração despegou-se dela a partir do momento em que tomei consciência. Também não pertenço à terra onde estudo pois lá não tenho um lar, não tenho família, não tenho raízes e prefiro que seja assim. Estou condenada a uma vida de estrangeirada, não sou de local algum, estou sempre de passagem, sempre de um lado para o outro com a mala atrás. Ainda estou à espera do meu lar, daquela terra onde sinto que, sim senhora, aqui vale a pena dizer: eu sou daqui. Estou à espera que me acolham mas também estou à espera que me deixem acolher. Continuo à espera mas também à procura porque as coisas não vêem até nós facilmente, é preciso também procurá-las. Talvez um dia se cruze no meu caminho aquela pessoa que nunca me vai deixar só nas horas de almoço, aquela pessoa que me acompanha para todo o lado, que me vai buscar à sala de aula, que partilha comigo tudo e me ouve, uma pessoa que se zanga comigo quando preciso mas que também sabe perdoar, alguém que tenha defeitos mas que seja honesto, alguém que pode descarregar em mim e em quem eu posso descarregar sabendo que, no momento seguinte, já estaremos a rir e a combinar ir ver um filme ou estudar juntos. Alguém que a distância e o tempo não afastem, alguém que queira vir passar um fim de semana comigo e com quem eu passe o fim de semana. Mas esse alguém, onde está? É esta a minha sina, é isto que me faz sentir só por mais amigos que tenha. Talvez um dia, talvez...
sexta-feira, abril 16, 2010
A Amizade
Vosso amigo é
a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho
e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome
e o procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo expressa o pensamento,
não temais o "não" de vossa própria opinião,
nem prendais o "sim".
E quando ele se cala, que vosso coração
continue a ouvir o coração dele,
Porque na amizade, todos os desejos,
ideais, esperanças, nascem e são partilhados
sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo,
não vos aflijais.
Pois o que amais nele
pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha
aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outro objectivo na amizade
mas somente o amadurecimento de espírito.
Pois o amor que procura outra coisa,
que não a revelação de seu próprio mistério,
não é amor, mas uma rede armada,
e somente o imprestável é nela apanhado.
E que o melhor que há em vós próprios
seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu refluxo.
Pois, quem julgais que é o vosso amigo,
se o procurais apenas para passar o tempo?
Buscai-o sempre, com horas para viver:
O papel do amigo é encher vossa necessidade,
e não o vosso vazio.
E na doçura da amizade,
que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas,
o coração encontra a sua manhã
e se sente refrescado.
Khalil Gibran
a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho
e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome
e o procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo expressa o pensamento,
não temais o "não" de vossa própria opinião,
nem prendais o "sim".
E quando ele se cala, que vosso coração
continue a ouvir o coração dele,
Porque na amizade, todos os desejos,
ideais, esperanças, nascem e são partilhados
sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo,
não vos aflijais.
Pois o que amais nele
pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha
aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outro objectivo na amizade
mas somente o amadurecimento de espírito.
Pois o amor que procura outra coisa,
que não a revelação de seu próprio mistério,
não é amor, mas uma rede armada,
e somente o imprestável é nela apanhado.
E que o melhor que há em vós próprios
seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu refluxo.
Pois, quem julgais que é o vosso amigo,
se o procurais apenas para passar o tempo?
Buscai-o sempre, com horas para viver:
O papel do amigo é encher vossa necessidade,
e não o vosso vazio.
E na doçura da amizade,
que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas,
o coração encontra a sua manhã
e se sente refrescado.
Khalil Gibran
quinta-feira, abril 08, 2010
além da janela...
Eu olho para fora da janela e contemplo aquela paisagem que já contemplei milhares de vezes e no entanto, paro, respiro, sinto, deixo-me levar pela calma e serenidade do momento e encontro-me, encontro o meu "eu" real, aquela parte de mim que se esconde com medo do mundo e que ao olhar para todo o meio envolvente vem ao de cima. Da minha janela consigo ver, para fora e para dentro. E gosto disso. É um espelho do céu e da alma. É o meu refúgio, um sitio que é meu, só meu até que o decida partilhar com alguém. Acima de tudo, olho para a paisagem e no fundo sinto-me...bem.
segunda-feira, abril 05, 2010
Surpresas
Adoro surpresas. Não sei explicar muito bem porquê mas vou tentar. Temos uma rotina, por muito que tentemos negar, todos temos uma rotina, por mais estranha que seja, por mais parva que este seja, é sempre uma rotina, é a nossa maneira de viver. É um hábito humano, é da nossa natureza criar rotinas, viver a rotina, mantê-la, modificá-la, por vezes.
Esta rotina pode tornar-se um problema para nós, pode mesmo tornar-se a causa da nossa infelicidade, da nossa apatia face à vida em geral. Contudo, há sempre aqueles momentos em que acontece algo inesperado, algo que quebra as redes dessa rotina que nos envolve e isso é uma surpresa. É um momento em que nos emociona-mos, em que podemos rir ou chorar, mas sentimos algo, sentimos o coração bater mais rapidamente como uma locomotiva que foi propulsionada e que apita dentro de nós. Nesse momento esquecemos a rotina, nesse momento a rotina não existe, apenas existe o nosso ar de surpresa, o nosso riso e o deles, as lágrimas nos nossos olhos e nos olhos daqueles que nos proporcionaram a surpresa. É como se o comboio que é a nossa vida descarrila-se para seguir um outro sentido mais emocionante, mais feliz ou mais triste, mas isso cabe ao destino escolher. All in all, adoro boas surpresas, adorei a que me reservaram à chegada a casa. That's what friends are for! :D
Esta rotina pode tornar-se um problema para nós, pode mesmo tornar-se a causa da nossa infelicidade, da nossa apatia face à vida em geral. Contudo, há sempre aqueles momentos em que acontece algo inesperado, algo que quebra as redes dessa rotina que nos envolve e isso é uma surpresa. É um momento em que nos emociona-mos, em que podemos rir ou chorar, mas sentimos algo, sentimos o coração bater mais rapidamente como uma locomotiva que foi propulsionada e que apita dentro de nós. Nesse momento esquecemos a rotina, nesse momento a rotina não existe, apenas existe o nosso ar de surpresa, o nosso riso e o deles, as lágrimas nos nossos olhos e nos olhos daqueles que nos proporcionaram a surpresa. É como se o comboio que é a nossa vida descarrila-se para seguir um outro sentido mais emocionante, mais feliz ou mais triste, mas isso cabe ao destino escolher. All in all, adoro boas surpresas, adorei a que me reservaram à chegada a casa. That's what friends are for! :D
domingo, abril 04, 2010
Pensavida
A vida corre. Mal nos distraímos já passaram segundos, minutos, horas, anos... É tudo tão momentâneo que nem nos apercebemos que o tempo passa e a vida não fica, foge-nos entre os dedos como se fosse areia, não voltamos a viver o mesmo momento 2 vezes, não vemos exactamente o mesmo por mais vezes que olhamos: aquilo que passa, não volta, não se repete. Além disso é tudo efémero... Tenho 17 anos e sinto que vivi tão pouco, que ainda falta tanto e que o futuro está tão longe... às vezes apetece parar, avançar ou recuar mas não há máquina do tempo que nos permita isso, daí que temos que viver no momento, aproveitá-lo ao máximo, não planear demasiado tudo pois as coincidências( que por vezes não o parecem ser) acontecem e não são poucas... Não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, essa é uma lição importante pois nunca se sabe as voltas que a vida dá e no futuro nunca temos garantias de que seremos os mesmos ou sentiremos o mesmo.
Kudos folks...
Kudos folks...
sexta-feira, março 26, 2010
Lloret de Mar
quarta-feira, março 17, 2010
Voar (um diálogo entre pai e filha)
-Pai, tenho medo de voar...
-Filha, abre as asas e sente o vento passar... Estás a sentir?
-Sim pai, é tão tentador, tão intenso e ao mesmo tempo tão forte...é capaz de me arrastar. Não quero cair, pai.
-Filha, se caíres, voltas a tentar, há sempre outras oportunidades para voar.
-Mas pai, o vento vai-me fazer cair...
-Tens que ser forte, filha, mais forte que o vento. Se fores forte, se caíres e voltares a levantar vais ver, o vento não te volta a derrubar.
-E se eu me magoar, pai? E se eu não for forte? E se...
-...Filha, o futuro depende de ti, querer é poder e se tiveres fé em ti, tens tudo para voar.
-Pai, tenho medo de não conseguir voar, tenho medo de te desapontar...
-Não temas nada, não tens que ter medo, é o medo que te faz falhar. Não me desapontas. Filha, confia em ti...
-Não sei se consigo confiar. Se as asas falharem, pai, quem me vai amparar?
-Filha, as asas foram feitas para voar, só falham se não conseguires acreditar.
-Acreditar no quê, pai?
-Em ti, filha, nas tuas asas, na tua vontade de voar. Treinaste tanto para aqui chegar, estás tão perto da beira do ninho, este é só mais um desafio dos muitos que tiveste que enfrentar. A vida está cheia deles, o vento é forte, há brisas traiçoeiras e algumas quedas pelo caminho. Se não conseguires agora, tens a vida inteira para voltar a tentar, não podes é desistir. Mas nem quero que penses nisso, porque sei que consegues, confio em ti.
-Pai, se eu conseguir voar, posso voltar?
-Sempre que quiseres, filha,por mais longe que estejas, este será se este será sempre o teu lar.
...
-Filha, abre as asas e sente o vento passar... Estás a sentir?
-Sim pai, é tão tentador, tão intenso e ao mesmo tempo tão forte...é capaz de me arrastar. Não quero cair, pai.
-Filha, se caíres, voltas a tentar, há sempre outras oportunidades para voar.
-Mas pai, o vento vai-me fazer cair...
-Tens que ser forte, filha, mais forte que o vento. Se fores forte, se caíres e voltares a levantar vais ver, o vento não te volta a derrubar.
-E se eu me magoar, pai? E se eu não for forte? E se...
-...Filha, o futuro depende de ti, querer é poder e se tiveres fé em ti, tens tudo para voar.
-Pai, tenho medo de não conseguir voar, tenho medo de te desapontar...
-Não temas nada, não tens que ter medo, é o medo que te faz falhar. Não me desapontas. Filha, confia em ti...
-Não sei se consigo confiar. Se as asas falharem, pai, quem me vai amparar?
-Filha, as asas foram feitas para voar, só falham se não conseguires acreditar.
-Acreditar no quê, pai?
-Em ti, filha, nas tuas asas, na tua vontade de voar. Treinaste tanto para aqui chegar, estás tão perto da beira do ninho, este é só mais um desafio dos muitos que tiveste que enfrentar. A vida está cheia deles, o vento é forte, há brisas traiçoeiras e algumas quedas pelo caminho. Se não conseguires agora, tens a vida inteira para voltar a tentar, não podes é desistir. Mas nem quero que penses nisso, porque sei que consegues, confio em ti.
-Pai, se eu conseguir voar, posso voltar?
-Sempre que quiseres, filha,por mais longe que estejas, este será se este será sempre o teu lar.
...
Solidão...
Solidão
é um monstro que nos devora;
é como uma amora,
tão negra por dentro,
como por fora.
É, por vezes, um fruto tentador
desprezado por alguns
depende da dose e do humor.
Solidão,
Quanto mais nos deixamos levar
mais ela nos envolve
e nos começa a consumir
ora começa cá dentro,
ora começa cá fora,
depende do dia,
do momento
e da hora.
O coração fica enrugado
e a face chora...
Não é doce, esta amora,
este monstro que nos adora:
Somos presas tão fáceis a toda a hora...
Solidão,
é uma condição tão banal,
torna-se quase normal.
é um monstro que nos devora;
é como uma amora,
tão negra por dentro,
como por fora.
É, por vezes, um fruto tentador
desprezado por alguns
depende da dose e do humor.
Solidão,
Quanto mais nos deixamos levar
mais ela nos envolve
e nos começa a consumir
ora começa cá dentro,
ora começa cá fora,
depende do dia,
do momento
e da hora.
O coração fica enrugado
e a face chora...
Não é doce, esta amora,
este monstro que nos adora:
Somos presas tão fáceis a toda a hora...
Solidão,
é uma condição tão banal,
torna-se quase normal.
segunda-feira, março 08, 2010
Dia mau!
Raiva e frustração. É tudo aquilo que me ocorre dizer no dia de hoje. Quanto àquilo que me apetece fazer, bem, isso já é diferente...
Naquele momento apetecia-me rasgar a folha da ficha...
Agora apetece-me partir coisas,
apetece-me rasgar um bom livro,
apetece-me andar a correr à chuva e gritar,
ou então dar cabo do meu quarto!
Tenho vontade de saltar na cama até ser catapultada para o tecto, bater com a cabeça na parede, dar pontapés na mesa de cabeceira...
No entanto, não vou fazer nada disso porque nada modifica aquilo que está feito. Por vezes apetecia-me poder descobrir uma maneira de fazer o tempo voltar para trás. Quando era pequena pensava que mudar as horas do relógio era o suficiente, mas infelizmente isso nunca deu resultado. Quem me dera que desse... Era bom podermos ir ao passado e alterar algumas das coisas que fizemos mal, aqueles erros estúpidos que acabaram com amizades, aquelas traquinices que nos fizeram ficar com a marca de uma mão no rabo e mesmo a forma como encarámos os estudos nesses tempos.
Porém, pensando bem, se metade destas coisas não tivessem acontecido, nós não seriamos quem somos no presente, não teríamos aprendido com esses erros, nem avaliado o verdadeiro carácter de algumas amizades e é certo que não teríamos disfrutado tanto dos tempos de escola como fizemos. (Eu não posso falar por experiência própria deste aspecto, mas normalmente toda a gente se arrepende de não ter prestado muita atenção à escola.)
No entanto, hoje não consigo ver o lado positivo, não consigo pensar que mais tarde isto será uma gota num oceano, que olharei para trás e rir-me-ei de tudo isto. Hoje não me rio. Só penso, só grito em silêncio, expresso a minha revolta e frustração por me ter esforçado para nada.
Foi tempo perdido...talvez, nem sei bem. Agora sei que foi, mais tarde poderá já ser apenas mais um tempo indefinido.
Quem sabe?
Naquele momento apetecia-me rasgar a folha da ficha...
Agora apetece-me partir coisas,
apetece-me rasgar um bom livro,
apetece-me andar a correr à chuva e gritar,
ou então dar cabo do meu quarto!
Tenho vontade de saltar na cama até ser catapultada para o tecto, bater com a cabeça na parede, dar pontapés na mesa de cabeceira...
No entanto, não vou fazer nada disso porque nada modifica aquilo que está feito. Por vezes apetecia-me poder descobrir uma maneira de fazer o tempo voltar para trás. Quando era pequena pensava que mudar as horas do relógio era o suficiente, mas infelizmente isso nunca deu resultado. Quem me dera que desse... Era bom podermos ir ao passado e alterar algumas das coisas que fizemos mal, aqueles erros estúpidos que acabaram com amizades, aquelas traquinices que nos fizeram ficar com a marca de uma mão no rabo e mesmo a forma como encarámos os estudos nesses tempos.
Porém, pensando bem, se metade destas coisas não tivessem acontecido, nós não seriamos quem somos no presente, não teríamos aprendido com esses erros, nem avaliado o verdadeiro carácter de algumas amizades e é certo que não teríamos disfrutado tanto dos tempos de escola como fizemos. (Eu não posso falar por experiência própria deste aspecto, mas normalmente toda a gente se arrepende de não ter prestado muita atenção à escola.)
No entanto, hoje não consigo ver o lado positivo, não consigo pensar que mais tarde isto será uma gota num oceano, que olharei para trás e rir-me-ei de tudo isto. Hoje não me rio. Só penso, só grito em silêncio, expresso a minha revolta e frustração por me ter esforçado para nada.
Foi tempo perdido...talvez, nem sei bem. Agora sei que foi, mais tarde poderá já ser apenas mais um tempo indefinido.
Quem sabe?
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Mardi Gras
Mardi Gras,
a time to pretend,
a time to have fun
being another,
impersonating another.
I don't feel like impersonating,
I don't want to pretend,
No mask can hide what I am,
What I feel...
I don't need a mask
to be a monster,
I don't need a mask
to pretend that I'm sad;
I already am sad,
Lethargy strikes me everyday,
Not every hour,
Not every minute,
But it strikes,
and when it does
it hurts like hell.
My soul is broken,
there are pieces missing,
and I can't pretend to be complete,
'cause I'm not.
I try to put a happy face
so that nobody knows what's going on inside,
what's going on behind the mask.
I know that sometimes
it looks like I'm pretending,
like some kind of daily Mardi Gras,
but I'm not,
It looks fake,
because it's uncommon,
but my only mask
is the one I have to wear right now,
a mask of happyness,
a time to pretend,
a time to have fun
being another,
impersonating another.
I don't feel like impersonating,
I don't want to pretend,
No mask can hide what I am,
What I feel...
I don't need a mask
to be a monster,
I don't need a mask
to pretend that I'm sad;
I already am sad,
Lethargy strikes me everyday,
Not every hour,
Not every minute,
But it strikes,
and when it does
it hurts like hell.
My soul is broken,
there are pieces missing,
and I can't pretend to be complete,
'cause I'm not.
I try to put a happy face
so that nobody knows what's going on inside,
what's going on behind the mask.
I know that sometimes
it looks like I'm pretending,
like some kind of daily Mardi Gras,
but I'm not,
It looks fake,
because it's uncommon,
but my only mask
is the one I have to wear right now,
a mask of happyness,
to cover up my face
marked by sadness,
lethargy, pain,
incompleteness of the being.
To me,
Mardi Gras is just another day
wearing the mask,
only this time
everyone is wearing one too
but, if we think strait,
isn't that what everyone does?
marked by sadness,
lethargy, pain,
incompleteness of the being.
To me,
Mardi Gras is just another day
wearing the mask,
only this time
everyone is wearing one too
but, if we think strait,
isn't that what everyone does?
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Jarra Vazia
A jarra está vazia,
faltam as flores,
falta a água...
Para onde foram?
Porque está a jarra vazia?
O cheiro a jasmim,
cravos do mais vivo carmim,
rosas brancas do jardim,
nada enche a jarra,
nada encaixa naquele vazio...
São flores selvagens que procuro,
mas o prado secou
e para trás apenas ficou
a lembrança daquela cor deliciosa,
que aquecia o coração
só pela visão.
Agora a jarra está na mesma,
o prado ainda está seco,
as flores murcharam:
as papoilas, as margaridas,
a roseira brava junto ao rio.
Não são os gerânios,
Nem sequer as violetas,
que irão preencher aquele vazio,
só aquela papoila cor de sangue,
aquela brancura do mal-me-quer
a irão preencher.
Assim, espero,
ansiosamente pela hora
de ver aquele prado voltar ao habitual,
aquele aglomerado de cores melodiosas,
todas desencontradas mas ritmadas.
Entretanto, a jarra está vazia,
até quando o estará?
Até quando esperará?
O prado ainda não floresceu,
mas restou ainda uma esperança
de que um dia
este volte a ser meu...
Dias...
Há dias sim,
Há dias não,
Há dias em que perdemos a razão...
Há dias em que sonhamos,
dias em que estamos com a cabeça na Lua,
dias em que, simplesmente, desligamos...
Há dias em que adormecemos,
e dias em que dormimos acordados
Há dias gelados,
Há dias quentes,
Há dias que passam a correr
e outros que não passam,
Há dias que queremos apagar
e dias que queremos relembrar...
Há dias para relaxar
e dias em que não deixamos de nos preocupar...
Há dias que já passaram
e dias que ainda estão para vir,
Há dias para rir,
Há dias em que não paramos de chorar...
Há dias em que somos nós
e dias em que não nos reconhecemos,
há dias em que conhecemos,
e dias em que esquecemos.
Há dias em que chegamos ao final
e damos por nós a pensar:
"Foi um bom dia!"
Outros em que pensamos:
"Que dia de cão..."
Há dias em que o tempo para,
e deixa-nos apreciar
aquele momento especial
que muda para sempre o nosso dia:
Podemos não ter sido felizes o tempo todo,
mas, naquele momento, fomos
e isso chega para transformar um dia,
esse momento de esperança e de alegria
que nos preenche e faz-nos esquecer
aquele dia mau, aquele dia não,
dias de escuridão.
Por vezes, um sorriso basta
Ou uma pessoa que nos abraça,
o que conta é a intenção,
Isso chega para aquecer o coração.
Há dias não,
Há dias em que perdemos a razão...
Há dias em que sonhamos,
dias em que estamos com a cabeça na Lua,
dias em que, simplesmente, desligamos...
Há dias em que adormecemos,
e dias em que dormimos acordados
Há dias gelados,
Há dias quentes,
Há dias que passam a correr
e outros que não passam,
Há dias que queremos apagar
e dias que queremos relembrar...
Há dias para relaxar
e dias em que não deixamos de nos preocupar...
Há dias que já passaram
e dias que ainda estão para vir,
Há dias para rir,
Há dias em que não paramos de chorar...
Há dias em que somos nós
e dias em que não nos reconhecemos,
há dias em que conhecemos,
e dias em que esquecemos.
Há dias em que chegamos ao final
e damos por nós a pensar:
"Foi um bom dia!"
Outros em que pensamos:
"Que dia de cão..."
Há dias em que o tempo para,
e deixa-nos apreciar
aquele momento especial
que muda para sempre o nosso dia:
Podemos não ter sido felizes o tempo todo,
mas, naquele momento, fomos
e isso chega para transformar um dia,
esse momento de esperança e de alegria
que nos preenche e faz-nos esquecer
aquele dia mau, aquele dia não,
dias de escuridão.
Por vezes, um sorriso basta
Ou uma pessoa que nos abraça,
o que conta é a intenção,
Isso chega para aquecer o coração.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Abismo
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Vazio
Vazio,
Dor,
A dor de ter de errar...
Outra e outra vez...
Porquê?
Ora penso,
Ora deixo de pensar,
as coisas têm que ser como eu quero,
mas isso tem que acabar,
Só que por mais que eu tenha errado
Não consegui mudar.
Porquê?
Procuro agora ajuda,
para me conseguir desvendar,
não me conheço a mim própria,
nem sequer estou a tentar.
Porquê?
Deixo seguir o vento,
fico no mesmo lugar,
mas é hora de partir
não sei se consigo andar.
Quando é a Hora?
Será que posso confiar,
Preciso de ajuda e vou procurar
Até ao fim do mundo se precisar.
O quê?
A alma dói,
mas fui eu que dei a facada...
Porquê?
A mente está incapacitada...
Quando?
A faca não saiu,
a alma está sofrida,
aberta está esta ferida.
Até quando?
Até que altura?
Pedir desculpa não basta,
não basta para recuperar,
aquilo que ficou perdido,
no meio desta corrente do errar.
Dor,
A dor de ter de errar...
Outra e outra vez...
Porquê?
Ora penso,
Ora deixo de pensar,
as coisas têm que ser como eu quero,
mas isso tem que acabar,
Só que por mais que eu tenha errado
Não consegui mudar.
Porquê?
Procuro agora ajuda,
para me conseguir desvendar,
não me conheço a mim própria,
nem sequer estou a tentar.
Porquê?
Deixo seguir o vento,
fico no mesmo lugar,
mas é hora de partir
não sei se consigo andar.
Quando é a Hora?
Será que posso confiar,
Preciso de ajuda e vou procurar
Até ao fim do mundo se precisar.
O quê?
A alma dói,
mas fui eu que dei a facada...
Porquê?
A mente está incapacitada...
Quando?
A faca não saiu,
a alma está sofrida,
aberta está esta ferida.
Até quando?
Até que altura?
Pedir desculpa não basta,
não basta para recuperar,
aquilo que ficou perdido,
no meio desta corrente do errar.
sábado, janeiro 23, 2010
Sombra
Eu sou, tu és?
Serei? Serás?
Seremos nós ou não?
Somos nós próprios?
Serei eu capaz de ser "eu" ?
A minha sombra não é sombra,
é mais uma obscuridade,
a parte que não me atrevo a enfrentar,
não me arrisco a pisar.
É mais forte que eu,
já faz parte de mim,
é um buraco negro de memórias
e emoções, um tornado existencial.
Penso quando não devo pensar,
devo sim, arriscar, dar o braço a torcer,
vencer a sombra, pisá-la para que se submeta,
e não o contrário.
Por agora vivo na sombra,
mas não será já hora de voltar à luz?
Serei? Serás?
Seremos nós ou não?
Somos nós próprios?
Serei eu capaz de ser "eu" ?
A minha sombra não é sombra,
é mais uma obscuridade,
a parte que não me atrevo a enfrentar,
não me arrisco a pisar.
É mais forte que eu,
já faz parte de mim,
é um buraco negro de memórias
e emoções, um tornado existencial.
Penso quando não devo pensar,
devo sim, arriscar, dar o braço a torcer,
vencer a sombra, pisá-la para que se submeta,
e não o contrário.
Por agora vivo na sombra,
mas não será já hora de voltar à luz?
The ghost
Finalmente, o post 200.
The ghost is near
I can hear him speaking
and the sound keeps getting louder
and louder, and louder.
He haunts me,
haunts from the dephts of my past:
my own personal shadow.
The persue continues
until I'm strong enought to fight it
and to believe in me,
until there I'll never be free.
You can try to insist
but it's hard to resist telling others
this story, the ghost,
the shadow that's part of you.
Wake up, this shadow isn't you,
fight it, you're stronger than you think,
you're strong enought to ask for help,
The ghost is near, the ghost is here,
are you ready ti face it
or let it embrace you?
The ghost is near
I can hear him speaking
and the sound keeps getting louder
and louder, and louder.
He haunts me,
haunts from the dephts of my past:
my own personal shadow.
The persue continues
until I'm strong enought to fight it
and to believe in me,
until there I'll never be free.
You can try to insist
but it's hard to resist telling others
this story, the ghost,
the shadow that's part of you.
Wake up, this shadow isn't you,
fight it, you're stronger than you think,
you're strong enought to ask for help,
The ghost is near, the ghost is here,
are you ready ti face it
or let it embrace you?
quinta-feira, dezembro 31, 2009
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1! Feliz Ano Novo!
Tal como prometido, aqui está o post número 199. Só me resta desejar a todas as pessoas que caiem no erro de ler o meu blog um feliz 2010, que seja melhor que 2009 em todos os aspectos e que entrem com o pé direito neste novo ano. Sejam felizes, bebam champagne, e dia 1 cá nos vemos ;) Obrigado a todos os que lêem este blog, mais não posso dizer.
E os prémios "Pedaços da Vida de Uma Adolescente" vão para...
Não há melhor forma de acabar o ano de 2009 do que fazendo um flashback de tudo aquilo que se passou, dos momentos importantes deste ano velho que agora dá lugar a um outro, fresquinho, que se estreará daqui a, precisamente, uma hora.
Por essa razão, estive a pensar um pouco e cheguei à conclusão que um ano bom como este é como uma garrafa de vinho de um bom ano de colheitas: deve-se provar, degustar, cheirar e engolir para depois seguir para a próxima garrafa com boas lembranças, bons sabores. Passa-se precisamente o mesmo com este ano: foi bom, tenho boas memórias e más memórias, mas o somatório total é felicidade, será um ano do qual terei saudades, um ano com boas lembranças, bons sabores, bons momentos.
E isto traz-me ao titulo do post: bons momentos implicam sempre pessoas! Este ano foi marcante nesse aspecto, não pelo facto de ter conhecido imensa gente, mas pelo facto de ter fortalecido laços com pessoas que me dizem muito e que espero que continuem assim. Por isso lembrei-me: "Porque não homenagear pessoas e momentos! E já que estamos numa de homenagens, porque não premiar e distinguir as pessoas por boas e más razões?" .
Assim surgiu esta ideia! Não há limites, barreiras, critérios fixos, não há primeiros nem segundos lugares, há distinções por razões diferentes!
Shall we begin?
Comecemos então pelo mau. Não há ano sem maus momentos e sem más pessoas. Como eu sou tolerante e uma pessoa que não desce ao nível daqueles que este ano se destacaram por más razões, na minha opinião, serão os anónimos(rapazes ou raparigas). Quem se identificar com as pequeninas descrições, bem, peço desculpa, estamos num país livre e se não vos disse ainda isso é porque provavelmente não falo convosco, get it ?
O prémio "Desilusão" do ano de 2009 vai certamente para o Anónimo nº1, sem margem de duvidas, a maior desilusão que alguma vez podia ter. Já se estava a adivinhar, além das provocações, das atitudes de superioridade e de tratar toda a gente como se fosse um animal por não gostar das mesmas coisas que este sujeito, foi sem dúvida uma pessoa a quem tentei dar uma 2º oportunidade de refazer as coisas e que só fez pior. Por essa mesma razão se distingue, e tem se vindo a distinguir desde há alguns tempos. Parabéns!
O prémio "Instigador de Caos" vai para a Anónima nº2. Além de pensar que tem sempre razão e de não falar para as pessoas que pensam que as coisas não são bem assim, criou uma incrível divisão de grupos dentro de tão pouca gente. Consegue alienar todos contra todos, zangar irmãos, primos, separar amigos, enfim, é de distinguir a sua capacidade incrível, comparável à de uma personagem do Asterix, o romano Detritus. Palmas para ela, senhores e senhoras!
E para acabar as distinções por feitos maus, temos o prémio "Pescador de raparigas" que vai para o Anónimo nº3. A pescaria deste ano resultou muito bem e os seus talentos como actor foram extremamente utéis. O isco foi também uma boa ajuda e conseguiu uma boa pesca, grande e graúda. Quanto às outras, bem, tarefa fácil, já não são precisas de momento, estão dispensadas. Ora aí está, o perfeito exemplo de um pescador, que acreditem, não é um elogio. No entanto, venha receber o prémio, conseguiu ganhar algo com essa sua atitude. Aqui está a recompensa!
Vamos ao momento mais esperado da noite, onde designar é uma prioridade pois equivale a distinguir. As pessoas que se seguem ganharam um lugar especial na minha vida pelas suas acções durante o ano. Algumas delas são repetentes nisto, continuam com o bom trabalho. Outras são novidades, grandes novidades que, por mim, estão para ficar. Não há ordem qualquer de importância, são todas importantes, cada uma à sua maneira.
Este ano há vários prémios "Revelação" e estão associados a várias pessoas que se distinguiram noutros aspectos, por essa mesma razão, há medida que for revelando os outros prémios, irei também revelar estes.
O primeiro prémio que vou anunciar já não é grande surpresa para a pessoa que o recebe. É o prémio "Tornas a minha vida hilariante" e vai para a Ana Filipa, um dos membros da famosa CIA, que é também um dos prémios "Revelação" de 2009. Quem diria que numa explicação de Matemática se fazem grandes amizades? O destino também deu uma ajudinha e pô-la na mesma turma que eu e sem dúvida que passei a conhecê-la melhor ao longo de todo este ano. Cheia de autoconfiança, humor e de alegria, esta rapariga consegue sempre pôr-me a rir, apesar de fazer alguns atentados à minha vida quando atravessamos a estrada. Esteve também presente nos maus momentos, aturou-me nos momentos em que me irritava e mostrou-me sempre como ser mais calma. Não vou esquecer momentos como "Olha uma folha vermelha!!!" ou o da pastilha elástica janela a fora. Tornas a minha vida hilariante, de facto, até as aulas de Matemática passam (ainda) mais depressa! :) Palmas, senhoras e senhores!
Prossigamos! O prémio "Longe, mas sempre perto" vai para uma experiente nestas andanças, a Inês Alves. A distância por vezes aproxima as pessoas, faz-nos querer aproveitar melhor os momentos em que estamos com as pessoas com quem convivemos menos e de facto assim é. Como será possivel esquecer que começámos o ano de 2009 com um certo distanciamento e que o acabamos em grande, com grandes momentos para recordar! Noites secretas fantásticas, saídas secretas, somos as neutras, as homónimas, estás sempre pronta a ouvir quando preciso e apesar de algumas divergências que possamos ter, de todas as zangas, a verdade é que continuamos amigas, e isso é um bom sinal. Não há pessoas perfeitas, nem amizades perfeitas, e por isso a nossa é simplesmente fantástica e continuará a ser, tenho a certeza ;). Um grande aplauso para a Inês minha gente!
Para variar, temos como premiado um rapaz, e o seu prémio é "Poço de Paciência" . Um grande aplauso para o João Apolinário! É extremamente dificil, mesmo para melhores amigos, ouvir longas conversas sobre escola e sobre o quão mau é ter um 16 no nosso ponto de vista. Pessoas diferentes, diferentes maneiras de ver as coisas, o facto é que encontrei neste rapaz uma pessoa com objectivos similares e com uma paciência incrível para ouvir tudo aquilo que tenho a dizer. À medida que fui conhecendo o João, percebi que não tinhamos apenas objectivos em comum, mas também gostos musicais, literários e não só. É uma pessoa com quem me identifico, apesar de termos pontos de vista diferentes sobre alguns assuntos, o que só torna mais interessantes as nossas conversas. Apesar de nos vermos poucas vezes, agradeço-lhe imenso a paciência que cede à minha pessoa e devo dizer que se revelou um amigo excepcional. Mais um "Revelação" de 2009. Aplausos, ladies and gentlemen!
O próximo prémio tem uma designação relacionada com a pessoa a que está associado. É o prémio "Anjo caído do céu" e vai para a Cristiana. Eu não sou religiosa, não acredito na igreja, apenas em Deus, mas esta rapariga tão excepcional merece certamente uma excepção! O título do prémio não é uma hipérbole, é a pura das verdades! É um prémio "Revelação" apesar de já a conhecer desde o 10º ano, embora pouco, nessa altura. A simpatia e boa vontade da Cristiana não têm limites e esta não aceita um "não" como resposta! Tenho lhe a agradecer tantas coisas, nem sei como o fazer, ela não só me atura, ouve e ajuda, como também me convida para jantar, almoçar, ficar na casa dela, enfim, proporciona-me quase um 2º lar. Esteve sempre presente, nos bons e maus momentos, e juntamente com a Ana Filipa, forma-mos um trio, a CIA. Nunca uma explicação de matemática foi tão boa como esta, os seus resultados vão para além dos testes e fichas, envolvem uma amizade a 3 em que a Cristiana é o elemento mais "velho" e que sabe sempre o que dizer, quando o dizer e como o dizer. Amiga de todos, gosta de se dar bem com toda a gente, é sincera, terra a terra e está sempre pronta, seja para ajudar ou para ralhar. Não há palavras para lhe agradecer, ensinou-me juntamente com mais pessoas a gostar mais de mim própria e a ter fé. Outro prémio "Revelação".Uma salva de palmas para ela, senhoras e senhores!
Este prémio é novamente para duas repetentes. É o prémio de "Mãe Galinha" e não se deixem enganar pelo título, é um elogio mesmo. Uma delas é a minha mãe e a outra é a Liliana. As duas têm diferentes significados mas o seu papel na minha vida é muito similar:como mãe, amiga e protectora. Comecemos pela minha mãe, por muitas zangas e discussões, sempre me sentirei mal quando tal acontece. É ela que me protege, que me dá um lar, um sitio onde sei que estou segura, em paz, é ela que me alivia algum fardo, que quando lhe peço me escova os cabelos e me faz a cama quando não estou para aí virada. Não valorizar tudo o que ela faz por mim seria certamente um crime. Num outro nível temos a Liliana. Não é como uma mãe, claro, pobre dela se fosse, mas sim como uma irmã. É a única pessoa que me conhece desde que nasci, desde que era ainda um bébé. É como família para mim e age como isso: preocupa-se, toma conta de mim, ralha-me quando preciso, está lá para me defender. É a irmã mais velha que nunca tive. Para um grupo de pessoas ela é a mais madura e responsável, é a "mãe" e daí o prémio ser para estas duas pessoas, tão essenciais na minha vida e sem elas não seria o que sou hoje. Um grande aplauso para elas, meus senhores e minhas senhoras.
Mais um prémio, e este é para o meu pai. É o prémio "Role model", ou seja "Modelo a seguir". Por mais falhas que tenha, por mais que discordemos em vários assuntos, ele é, de facto, um modelo a seguir. Por mais que discutamos, ele costuma ter sempre razão, embora eu não o admita, mas ele têm-a, quase sempre. Tal como ele, gosto de ajudar os outros, a minha educação, as minhas maneiras, o meu código de conduta foram aprendidos com ele e com a minha mãe, sou alguém graças ao que ele me ensinou. É uma pessoa que todos respeitam, e esse respeito não foi algo que ele comprou, foi algo que ele trabalhou para ter e merece-o. Ele defende os seus ideais, não abandona a sua posição, não foge dos problemas: enfrenta-os da maneira mais sensata que pode. Ninguém é perfeito, claro, longe de mim pensar que o meu pai não comete erros, mas uma coisa sei: para mim ele é perfeito. Não preciso de dizer muito mais, merece uma distinção e também uma ode da vossa parte. Parabéns!
Os três próximos prémios, que guardei de propósito para o fim, são certamente óbvios para muita gente, todos eles também vêm acompanhados por um prémio "Revelação". Se este ano eu comer as 12 passas, um dos desejos será certamente que estas pessoas a quem atribuo os prémios fiquem para sempre na minha vida e que não se tornem em novos sujeitos anónimos. O medo acompanha-me sempre, mas com este novo ano, irei trabalhar uma nova confiança e certamente o meu desejo realizar-se-á. Será pedir de mais? Citando uma das pessoas a quem este prémio é atribuído "se duas pessoas forem realmente amigas não precisam de ter medo porque a amizade supera, basta querer-se." E eu quero, por isso vou acreditar, perder o medo.
Este desejo aplica-se a todas as pessoas (excepto anónimos) que mencionei.
Prosseguindo. O primeiro prémio é o prémio "Terra-a-Terra" e vai para a Carlota. É uma pessoa que quando a conheci, impôs um certo respeito. A sua personalidade é única: sincera, diz o que tem a dizer na altura, não anda com grandes rodeios, não trai a confiança de ninguém, defende os seus ideais mas também sabe ver quando erra. É uma daquelas amigas que quando fazemos asneira, está lá para nos dizer o erro e para nos ajudar a ultrapassá-lo. Ajudou-me muitas vezes a cair na razão, coisa que não é muito fácil. Não fiquem com a impressão que ela é uma pessoa austera, pelo contrário, é das pessoas mais cheias de vida que alguma vez conheci e o seu sorriso demonstra isso. Se ela não sorri, é porque algo não corre bem, nota-se, é como uma aura que nos afecta. Com uma auto confiança digna de uma rainha (titulo bem merecido), a Carlota é daquelas pessoas que está sempre pronta para animar, é uma pessoa que consegue irradiar alegria e diversão para aqueles que a rodeiam, basta ouvir o seu riso para sentir isso. Conhecê-la foi um golpe do destino, não imagino o que seria não ter a sua companhia neste ano. Senhores e Senhoras, uma grande salva de palmas!
Mais uma pessoa, mais uma história, mais um golpe do destino. O prémio "Boas Vibrações" deste ano vai para a Mónica. Tenta sempre manter a calma, é uma pessoa "suave", vive a vida ao máximo, com ela é só boas vibrações. Faz-me lembrar um oásis calmo no meio do deserto. Há muitos oásis mas este, irradia segurança, paz e quietude. É uma rapariga que não levanta grandes ondas, é simpática e tal como o apelido (Coelho) é "cute as a bunny". As suas expressões, a sua maneira de reagir a coisas é naturalmente "fofa", engraçada mesmo, consegue sempre retirar um sorriso de qualquer um em qualquer momento. É uma pessoa que está lá quando mais precisamos de alguém com quem falar, alguém para nos ajudar. É a miúda dos vintes, a rapariga da Físicas e Quimicas e Matemáticas, mas é também a rapariga que nos mostra o lado soft da vida, que nos faz rir, que partilha connosco a sua vida, confia em nós, e a confiança é-lhe retribuída, porque a amizade é como no Natal: dar sem esperar receber. Por isso mesmo dou-lhe a única coisa que me está ao alcance dar: a minha ajuda, a minha confiança, o meu respeito, a minha disponibilidade, tento estar presente quando mais precisa, ou seja, dou-lhe a minha amizade, a minha distinção. Ela acompanhou-me durante este ano, sabe as minhas falhas e defeitos e aceita-me como sou. Mais uma pessoa especial e que continuará a sê-lo se depender de mim.Um grande obrigado e um grande aplauso para ela, minha gente!
Tal como mencionei, são 3 os prémios, dois já estão, e este último foi particularmente difícil de nomear pois diz respeito a uma pessoa que, como já lhe disse uma vez, é-me imensamente difícil descrever, não por haver pouco para dizer, é exactamente o contrário: há muito para dizer, há tantas palavras que se lhe adequam que é difícil fazer uma lista delas, uma lista que nunca estará completa. Novamente, uma "partida" do destino que se revelou numa das melhores amizades que já tive. Após muito reconsiderar, o nome do prémio da Mariana é o prémio "Mentor". Neste último ano mudei, a verdade é essa. Perdi alguns medos, quebrei algumas barreiras e tudo isto só foi possível porque ela e outras pessoas, mas sobretudo a Mariana, ensinou-me como o fazer e deu-me uma razão para isso. Quem iria imaginar que aquela primeira introdução daria origem a esta amizade? Desde o inicio se percebe que esta rapariga não é só bela na sua aparência, mas também no seu interior. Ela é especial, há qualquer coisa nela que nos faz sentir bem, que nos faz sentir seguros, felizes. É a sua aura? Não sei, mas é algo que se sente, que se nota. Eu notei desde o inicio, por essa razão confiei nela desde o inicio, contei-lhe coisas que normalmente não se contam quando se conhece uma pessoa pela primeira vez, mas a Mariana é diferente. Ensinou-me juntamente com a Mónica e com a Carlota que a vida é para ser vivida, não se pode planear tudo, há que quebrar a rotina, cometer loucuras, criar memórias, aproveitar momentos, viver no presente, abandonar o passado, ter autoconfiança. Esteve sempre ao meu lado quando precisei, tivemos as nossas discussões, as nossas divergências, mas isso só tornou a nossa amizade mais real, porque uma amizade não é perfeita, não pode ser, ninguém é perfeito. Com tantos erros, tantos defeitos que tenho, é incrivel ela aceitar-me e querer que eu seja eu própria. Ela é de facto a minha mentora, a minha sensei, orienta-me na escuridão e por mais que eu diga, nunca vai chegar, são só palavras. Palmas para ela, senhoras e senhores!
Claro que, como em todas as entregas de prémios, há menções honrosas e elas vão para o Rodrigo, a Joana, o Rafael, a Cátia, o meu irmão, a minha maninha, a Rita(aka Skinny), o Bruno Santos, a Heloísa e para o Pedro Amaro.
Para finalizar esta espécie de balanço do ano de 2009, só queria dizer que todos são importantes, cada um à sua maneira, todos são diferentes e por isso não há mais ou menos distinções, há pessoas, cada uma deve ser vista como é, não deve ser comparada a outros. Não há comparações possiveis, e quem o faz, faz mal. Cada um é especial à sua maneira, todas estas pessoas têm um rosto que me diz algo, que é importante para mim e que merece uma distinção, daí terem prémios e menções honrosas. Por favor, as pessoas que não ficaram satisfeitas por estar nas menções honrosas, não se ofendam, é um sinal que são importantes para mim, se não tiveram um prémio, não foi por mal, o tempo não dá para tudo e a originalidade também não. Espero que compreendam. Após todos estes prémios, todos estes flashbacks deste ano, posso dizer, retomando a metáfora inicial, que foi uma boa colheita e que é um bom vinho, com os seus tragos amargos, mas são sempre necessários, nada é completamente doce, não pode ser, nada é perfeito, mas este ano posso dizer que fui FELIZ, e só foi possível porque estas pessoas e outras estiveram presentes na minha vida. A todos o meu agradecimento, do fundo do coração.
Feliz 2010 pessoal!
Por essa razão, estive a pensar um pouco e cheguei à conclusão que um ano bom como este é como uma garrafa de vinho de um bom ano de colheitas: deve-se provar, degustar, cheirar e engolir para depois seguir para a próxima garrafa com boas lembranças, bons sabores. Passa-se precisamente o mesmo com este ano: foi bom, tenho boas memórias e más memórias, mas o somatório total é felicidade, será um ano do qual terei saudades, um ano com boas lembranças, bons sabores, bons momentos.
E isto traz-me ao titulo do post: bons momentos implicam sempre pessoas! Este ano foi marcante nesse aspecto, não pelo facto de ter conhecido imensa gente, mas pelo facto de ter fortalecido laços com pessoas que me dizem muito e que espero que continuem assim. Por isso lembrei-me: "Porque não homenagear pessoas e momentos! E já que estamos numa de homenagens, porque não premiar e distinguir as pessoas por boas e más razões?" .
Assim surgiu esta ideia! Não há limites, barreiras, critérios fixos, não há primeiros nem segundos lugares, há distinções por razões diferentes!
Shall we begin?
Comecemos então pelo mau. Não há ano sem maus momentos e sem más pessoas. Como eu sou tolerante e uma pessoa que não desce ao nível daqueles que este ano se destacaram por más razões, na minha opinião, serão os anónimos(rapazes ou raparigas). Quem se identificar com as pequeninas descrições, bem, peço desculpa, estamos num país livre e se não vos disse ainda isso é porque provavelmente não falo convosco, get it ?
O prémio "Desilusão" do ano de 2009 vai certamente para o Anónimo nº1, sem margem de duvidas, a maior desilusão que alguma vez podia ter. Já se estava a adivinhar, além das provocações, das atitudes de superioridade e de tratar toda a gente como se fosse um animal por não gostar das mesmas coisas que este sujeito, foi sem dúvida uma pessoa a quem tentei dar uma 2º oportunidade de refazer as coisas e que só fez pior. Por essa mesma razão se distingue, e tem se vindo a distinguir desde há alguns tempos. Parabéns!
O prémio "Instigador de Caos" vai para a Anónima nº2. Além de pensar que tem sempre razão e de não falar para as pessoas que pensam que as coisas não são bem assim, criou uma incrível divisão de grupos dentro de tão pouca gente. Consegue alienar todos contra todos, zangar irmãos, primos, separar amigos, enfim, é de distinguir a sua capacidade incrível, comparável à de uma personagem do Asterix, o romano Detritus. Palmas para ela, senhores e senhoras!
E para acabar as distinções por feitos maus, temos o prémio "Pescador de raparigas" que vai para o Anónimo nº3. A pescaria deste ano resultou muito bem e os seus talentos como actor foram extremamente utéis. O isco foi também uma boa ajuda e conseguiu uma boa pesca, grande e graúda. Quanto às outras, bem, tarefa fácil, já não são precisas de momento, estão dispensadas. Ora aí está, o perfeito exemplo de um pescador, que acreditem, não é um elogio. No entanto, venha receber o prémio, conseguiu ganhar algo com essa sua atitude. Aqui está a recompensa!
Vamos ao momento mais esperado da noite, onde designar é uma prioridade pois equivale a distinguir. As pessoas que se seguem ganharam um lugar especial na minha vida pelas suas acções durante o ano. Algumas delas são repetentes nisto, continuam com o bom trabalho. Outras são novidades, grandes novidades que, por mim, estão para ficar. Não há ordem qualquer de importância, são todas importantes, cada uma à sua maneira.
Este ano há vários prémios "Revelação" e estão associados a várias pessoas que se distinguiram noutros aspectos, por essa mesma razão, há medida que for revelando os outros prémios, irei também revelar estes.
O primeiro prémio que vou anunciar já não é grande surpresa para a pessoa que o recebe. É o prémio "Tornas a minha vida hilariante" e vai para a Ana Filipa, um dos membros da famosa CIA, que é também um dos prémios "Revelação" de 2009. Quem diria que numa explicação de Matemática se fazem grandes amizades? O destino também deu uma ajudinha e pô-la na mesma turma que eu e sem dúvida que passei a conhecê-la melhor ao longo de todo este ano. Cheia de autoconfiança, humor e de alegria, esta rapariga consegue sempre pôr-me a rir, apesar de fazer alguns atentados à minha vida quando atravessamos a estrada. Esteve também presente nos maus momentos, aturou-me nos momentos em que me irritava e mostrou-me sempre como ser mais calma. Não vou esquecer momentos como "Olha uma folha vermelha!!!" ou o da pastilha elástica janela a fora. Tornas a minha vida hilariante, de facto, até as aulas de Matemática passam (ainda) mais depressa! :) Palmas, senhoras e senhores!
Prossigamos! O prémio "Longe, mas sempre perto" vai para uma experiente nestas andanças, a Inês Alves. A distância por vezes aproxima as pessoas, faz-nos querer aproveitar melhor os momentos em que estamos com as pessoas com quem convivemos menos e de facto assim é. Como será possivel esquecer que começámos o ano de 2009 com um certo distanciamento e que o acabamos em grande, com grandes momentos para recordar! Noites secretas fantásticas, saídas secretas, somos as neutras, as homónimas, estás sempre pronta a ouvir quando preciso e apesar de algumas divergências que possamos ter, de todas as zangas, a verdade é que continuamos amigas, e isso é um bom sinal. Não há pessoas perfeitas, nem amizades perfeitas, e por isso a nossa é simplesmente fantástica e continuará a ser, tenho a certeza ;). Um grande aplauso para a Inês minha gente!
Para variar, temos como premiado um rapaz, e o seu prémio é "Poço de Paciência" . Um grande aplauso para o João Apolinário! É extremamente dificil, mesmo para melhores amigos, ouvir longas conversas sobre escola e sobre o quão mau é ter um 16 no nosso ponto de vista. Pessoas diferentes, diferentes maneiras de ver as coisas, o facto é que encontrei neste rapaz uma pessoa com objectivos similares e com uma paciência incrível para ouvir tudo aquilo que tenho a dizer. À medida que fui conhecendo o João, percebi que não tinhamos apenas objectivos em comum, mas também gostos musicais, literários e não só. É uma pessoa com quem me identifico, apesar de termos pontos de vista diferentes sobre alguns assuntos, o que só torna mais interessantes as nossas conversas. Apesar de nos vermos poucas vezes, agradeço-lhe imenso a paciência que cede à minha pessoa e devo dizer que se revelou um amigo excepcional. Mais um "Revelação" de 2009. Aplausos, ladies and gentlemen!
O próximo prémio tem uma designação relacionada com a pessoa a que está associado. É o prémio "Anjo caído do céu" e vai para a Cristiana. Eu não sou religiosa, não acredito na igreja, apenas em Deus, mas esta rapariga tão excepcional merece certamente uma excepção! O título do prémio não é uma hipérbole, é a pura das verdades! É um prémio "Revelação" apesar de já a conhecer desde o 10º ano, embora pouco, nessa altura. A simpatia e boa vontade da Cristiana não têm limites e esta não aceita um "não" como resposta! Tenho lhe a agradecer tantas coisas, nem sei como o fazer, ela não só me atura, ouve e ajuda, como também me convida para jantar, almoçar, ficar na casa dela, enfim, proporciona-me quase um 2º lar. Esteve sempre presente, nos bons e maus momentos, e juntamente com a Ana Filipa, forma-mos um trio, a CIA. Nunca uma explicação de matemática foi tão boa como esta, os seus resultados vão para além dos testes e fichas, envolvem uma amizade a 3 em que a Cristiana é o elemento mais "velho" e que sabe sempre o que dizer, quando o dizer e como o dizer. Amiga de todos, gosta de se dar bem com toda a gente, é sincera, terra a terra e está sempre pronta, seja para ajudar ou para ralhar. Não há palavras para lhe agradecer, ensinou-me juntamente com mais pessoas a gostar mais de mim própria e a ter fé. Outro prémio "Revelação".Uma salva de palmas para ela, senhoras e senhores!
Este prémio é novamente para duas repetentes. É o prémio de "Mãe Galinha" e não se deixem enganar pelo título, é um elogio mesmo. Uma delas é a minha mãe e a outra é a Liliana. As duas têm diferentes significados mas o seu papel na minha vida é muito similar:como mãe, amiga e protectora. Comecemos pela minha mãe, por muitas zangas e discussões, sempre me sentirei mal quando tal acontece. É ela que me protege, que me dá um lar, um sitio onde sei que estou segura, em paz, é ela que me alivia algum fardo, que quando lhe peço me escova os cabelos e me faz a cama quando não estou para aí virada. Não valorizar tudo o que ela faz por mim seria certamente um crime. Num outro nível temos a Liliana. Não é como uma mãe, claro, pobre dela se fosse, mas sim como uma irmã. É a única pessoa que me conhece desde que nasci, desde que era ainda um bébé. É como família para mim e age como isso: preocupa-se, toma conta de mim, ralha-me quando preciso, está lá para me defender. É a irmã mais velha que nunca tive. Para um grupo de pessoas ela é a mais madura e responsável, é a "mãe" e daí o prémio ser para estas duas pessoas, tão essenciais na minha vida e sem elas não seria o que sou hoje. Um grande aplauso para elas, meus senhores e minhas senhoras.
Mais um prémio, e este é para o meu pai. É o prémio "Role model", ou seja "Modelo a seguir". Por mais falhas que tenha, por mais que discordemos em vários assuntos, ele é, de facto, um modelo a seguir. Por mais que discutamos, ele costuma ter sempre razão, embora eu não o admita, mas ele têm-a, quase sempre. Tal como ele, gosto de ajudar os outros, a minha educação, as minhas maneiras, o meu código de conduta foram aprendidos com ele e com a minha mãe, sou alguém graças ao que ele me ensinou. É uma pessoa que todos respeitam, e esse respeito não foi algo que ele comprou, foi algo que ele trabalhou para ter e merece-o. Ele defende os seus ideais, não abandona a sua posição, não foge dos problemas: enfrenta-os da maneira mais sensata que pode. Ninguém é perfeito, claro, longe de mim pensar que o meu pai não comete erros, mas uma coisa sei: para mim ele é perfeito. Não preciso de dizer muito mais, merece uma distinção e também uma ode da vossa parte. Parabéns!
Os três próximos prémios, que guardei de propósito para o fim, são certamente óbvios para muita gente, todos eles também vêm acompanhados por um prémio "Revelação". Se este ano eu comer as 12 passas, um dos desejos será certamente que estas pessoas a quem atribuo os prémios fiquem para sempre na minha vida e que não se tornem em novos sujeitos anónimos. O medo acompanha-me sempre, mas com este novo ano, irei trabalhar uma nova confiança e certamente o meu desejo realizar-se-á. Será pedir de mais? Citando uma das pessoas a quem este prémio é atribuído "se duas pessoas forem realmente amigas não precisam de ter medo porque a amizade supera, basta querer-se." E eu quero, por isso vou acreditar, perder o medo.
Este desejo aplica-se a todas as pessoas (excepto anónimos) que mencionei.
Prosseguindo. O primeiro prémio é o prémio "Terra-a-Terra" e vai para a Carlota. É uma pessoa que quando a conheci, impôs um certo respeito. A sua personalidade é única: sincera, diz o que tem a dizer na altura, não anda com grandes rodeios, não trai a confiança de ninguém, defende os seus ideais mas também sabe ver quando erra. É uma daquelas amigas que quando fazemos asneira, está lá para nos dizer o erro e para nos ajudar a ultrapassá-lo. Ajudou-me muitas vezes a cair na razão, coisa que não é muito fácil. Não fiquem com a impressão que ela é uma pessoa austera, pelo contrário, é das pessoas mais cheias de vida que alguma vez conheci e o seu sorriso demonstra isso. Se ela não sorri, é porque algo não corre bem, nota-se, é como uma aura que nos afecta. Com uma auto confiança digna de uma rainha (titulo bem merecido), a Carlota é daquelas pessoas que está sempre pronta para animar, é uma pessoa que consegue irradiar alegria e diversão para aqueles que a rodeiam, basta ouvir o seu riso para sentir isso. Conhecê-la foi um golpe do destino, não imagino o que seria não ter a sua companhia neste ano. Senhores e Senhoras, uma grande salva de palmas!
Mais uma pessoa, mais uma história, mais um golpe do destino. O prémio "Boas Vibrações" deste ano vai para a Mónica. Tenta sempre manter a calma, é uma pessoa "suave", vive a vida ao máximo, com ela é só boas vibrações. Faz-me lembrar um oásis calmo no meio do deserto. Há muitos oásis mas este, irradia segurança, paz e quietude. É uma rapariga que não levanta grandes ondas, é simpática e tal como o apelido (Coelho) é "cute as a bunny". As suas expressões, a sua maneira de reagir a coisas é naturalmente "fofa", engraçada mesmo, consegue sempre retirar um sorriso de qualquer um em qualquer momento. É uma pessoa que está lá quando mais precisamos de alguém com quem falar, alguém para nos ajudar. É a miúda dos vintes, a rapariga da Físicas e Quimicas e Matemáticas, mas é também a rapariga que nos mostra o lado soft da vida, que nos faz rir, que partilha connosco a sua vida, confia em nós, e a confiança é-lhe retribuída, porque a amizade é como no Natal: dar sem esperar receber. Por isso mesmo dou-lhe a única coisa que me está ao alcance dar: a minha ajuda, a minha confiança, o meu respeito, a minha disponibilidade, tento estar presente quando mais precisa, ou seja, dou-lhe a minha amizade, a minha distinção. Ela acompanhou-me durante este ano, sabe as minhas falhas e defeitos e aceita-me como sou. Mais uma pessoa especial e que continuará a sê-lo se depender de mim.Um grande obrigado e um grande aplauso para ela, minha gente!
Tal como mencionei, são 3 os prémios, dois já estão, e este último foi particularmente difícil de nomear pois diz respeito a uma pessoa que, como já lhe disse uma vez, é-me imensamente difícil descrever, não por haver pouco para dizer, é exactamente o contrário: há muito para dizer, há tantas palavras que se lhe adequam que é difícil fazer uma lista delas, uma lista que nunca estará completa. Novamente, uma "partida" do destino que se revelou numa das melhores amizades que já tive. Após muito reconsiderar, o nome do prémio da Mariana é o prémio "Mentor". Neste último ano mudei, a verdade é essa. Perdi alguns medos, quebrei algumas barreiras e tudo isto só foi possível porque ela e outras pessoas, mas sobretudo a Mariana, ensinou-me como o fazer e deu-me uma razão para isso. Quem iria imaginar que aquela primeira introdução daria origem a esta amizade? Desde o inicio se percebe que esta rapariga não é só bela na sua aparência, mas também no seu interior. Ela é especial, há qualquer coisa nela que nos faz sentir bem, que nos faz sentir seguros, felizes. É a sua aura? Não sei, mas é algo que se sente, que se nota. Eu notei desde o inicio, por essa razão confiei nela desde o inicio, contei-lhe coisas que normalmente não se contam quando se conhece uma pessoa pela primeira vez, mas a Mariana é diferente. Ensinou-me juntamente com a Mónica e com a Carlota que a vida é para ser vivida, não se pode planear tudo, há que quebrar a rotina, cometer loucuras, criar memórias, aproveitar momentos, viver no presente, abandonar o passado, ter autoconfiança. Esteve sempre ao meu lado quando precisei, tivemos as nossas discussões, as nossas divergências, mas isso só tornou a nossa amizade mais real, porque uma amizade não é perfeita, não pode ser, ninguém é perfeito. Com tantos erros, tantos defeitos que tenho, é incrivel ela aceitar-me e querer que eu seja eu própria. Ela é de facto a minha mentora, a minha sensei, orienta-me na escuridão e por mais que eu diga, nunca vai chegar, são só palavras. Palmas para ela, senhoras e senhores!
Claro que, como em todas as entregas de prémios, há menções honrosas e elas vão para o Rodrigo, a Joana, o Rafael, a Cátia, o meu irmão, a minha maninha, a Rita(aka Skinny), o Bruno Santos, a Heloísa e para o Pedro Amaro.
Para finalizar esta espécie de balanço do ano de 2009, só queria dizer que todos são importantes, cada um à sua maneira, todos são diferentes e por isso não há mais ou menos distinções, há pessoas, cada uma deve ser vista como é, não deve ser comparada a outros. Não há comparações possiveis, e quem o faz, faz mal. Cada um é especial à sua maneira, todas estas pessoas têm um rosto que me diz algo, que é importante para mim e que merece uma distinção, daí terem prémios e menções honrosas. Por favor, as pessoas que não ficaram satisfeitas por estar nas menções honrosas, não se ofendam, é um sinal que são importantes para mim, se não tiveram um prémio, não foi por mal, o tempo não dá para tudo e a originalidade também não. Espero que compreendam. Após todos estes prémios, todos estes flashbacks deste ano, posso dizer, retomando a metáfora inicial, que foi uma boa colheita e que é um bom vinho, com os seus tragos amargos, mas são sempre necessários, nada é completamente doce, não pode ser, nada é perfeito, mas este ano posso dizer que fui FELIZ, e só foi possível porque estas pessoas e outras estiveram presentes na minha vida. A todos o meu agradecimento, do fundo do coração.
Feliz 2010 pessoal!
quarta-feira, dezembro 30, 2009
Pendulum
O Estádio

A batida da música marca o meu passo de corrida. Corro e a cada passo que dou é como se me tirassem um peso de cima dos ombros, é como se deixasse todos os meus problemas em cada impacto dos meus pés no cimento. Os músculos respondem aos impulsos nervosos e não desistem, insistem, continuam até ao limite. Oito voltas, oito problemas a esbater? Será?
As ultimas réstias de sol iluminam a pista; já a sei de cor, posso correr de olhos fechados sem perder o rumo, ficar cega por momentos, render-me a todos os outros sentidos: saborear o ar frio de Dezembro, cheirar o vento suave, sentir a velocidade nas palmas das mãos. Abro os olhos. Estou só,gosto de correr assim, sozinha, e no entanto, nunca o estou, a música está comigo, estará sempre, é uma constante da minha vida, já não me imagino sem ela.
Crepúsculo, a melhor hora do dia para se correr: no verão não está nem muito frio, nem muito calor, no inverno...bem no inverno está sempre frio mas o dia aproveita-se para outras coisas. O sol está-se a pôr, os ultimos raios de luz embatem contra os placares de plástico das bancadas; surgem reflexos, surgem as primeiras estrelas, as mais brilhantes, com certeza.
Há algumas nuvens, restos da chuva que caíu no dia anterior. A relva ainda está fresca, húmida, mas não me interessa, apenas quero deitar-me ao comprido depois de uma corrida cansativa, mas produtiva. Pórem, antes vou andar, recuperar do esforço de forma suave. Caminho em direcção ao centro do campo de futebol: uma pequena mancha branca no meio de uma imensidão de verde relva falsa. Sigo a linha de meio campo, como se fosse um equilibrista. É como se ambos os lados dessa linha fossem opostos, conceitos diferentes. Não quero cair para nenhum deles, gosto do equilibrio, do bem e do mal, do belo e do feio, deus e o diabo. A minha vida rege-se por este simples propósito: achar o intermédio, o equilibrio entre tudo. Quem diria que uma linha de meio campo daria origem a tais pensamentos?
Chego ao centro, o centro de tudo, onde se dá o inicio de tudo. Onde acaba, isso ninguém sabe. Por mim, desde que acabe bem, é-me indiferente. Mas o bem é tão relativo! Olho à minha volta, vejo se estou a ser observada, sempre tive este complexo, sinto-me segura aqui, sento-me e deixo-me relaxar. Estou no meio do circulo. No meio de tudo, sou o centro daquilo que se passa à minha volta, por isso levanto-me, olho novamente à volta, e vou em direcção às bancadas;Nem tudo pode girar à nossa volta, e nisso tenho um certo conflito interior: sei que é errado, mas gosto de ser o centro, e luto contra isso. Nas bancadas toca o telemovel: uma mensagem nova, provavelmente a desejar um feliz Natal. Não vou lê-la agora, afinal de contas, não vou responder.
Deito-me com as costas na relva, sinto a frescura da mesma nas minhas costas quentes e sabe-me bem estar ali. É um dos meus sítios favoritos, o estádio. Aqui deixo os meus problemas no asfalto onde corri, relaxo, penso, medito, olho para as estrelas que já decoram o céu. Aqui sinto-me bem, sozinha, distancio-me do mundo, dos outros, tiro um tempo para pensar em mim.
Faço o que gosto: corro. Olho para as poucas nuvens que ainda restam no céu; está a ficar tarde, levanto-me, visto o casaco. O mp3 continua a tocar, não parou desde que cheguei. E só para quando chegar a casa. Ah, se ele pudesse falar....
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