sábado, julho 24, 2010

Férias/Holidays/Vacaciones/Vacances

Fui de férias...



...e a imaginação também x)

quarta-feira, julho 07, 2010

Porque às vezes não é fácil...

Porque às vezes não é fácil
achar a pessoa certa para nós
ou escolher o caminho correcto.
Cometemos erros,
muitas vezes a culpa é totalmente nossa,
outras, é das circunstâncias
e da escolha que tomamos,
é tudo muito rápido
e às vezes não é fácil...

A vida é um carro de corrida,
não para, não espera,
não olha para trás,
continua,
num movimento circular uniforme,
velocidade constante,
basta variar para sairmos da nossa órbita
e a inércia faz o resto:
somos expelidos,
cuspidos para uma outra trajectória.
Voltar é complicado,
é preciso um lançamento
para regressar ao normal
e às vezes não é fácil.

Às vezes precisamos de um pouco de física
e também de química,
precisamos de alguém,
às vezes temos que pedir ajuda
e às vezes não é fácil,
outras vezes não temos a quem pedir ajuda,
mas, às vezes, sozinhos,
somos capazes de coisas incríveis.

A vida anda,
continua na sua órbita,
ciclos e ciclos se passam,
vida, morte, vida, morte,
uma volta que se inicia,
acaba sempre por voltar ao inicio.

Eu? Eu gostava de dizer
que estou a meio da volta,
mas não sei em que ponto estou:
o meu ciclo pode acabar amanhã,
ou daqui a 100 anos,
nunca se sabe.

O que eu sei?
Sei que a morte
é apenas o final de uma volta,
o período da vida,
e também sei que a morte
significa o fim,
mas também o início de uma nova volta,
uma nova etapa,
e às vezes temos medo,
às vezes é difícil
viver assim,
num mundo tão perigoso,
mas a adrenalina disso...
Ah... não tem comparação,
prefiro morrer hoje,
mas ao menos que morra feliz comigo,
até lá,
às vezes é difícil imaginar a morte
quando ainda tenho tanto a fazer para ser feliz,
embora nunca o seja realmente.

Sim, às vezes não é fácil viver,
não é fácil resolver os problemas
para se ser feliz,
mas a vida é assim,
um ciclo, uma roda viva,
desconcertantemente confusa,
um turbilhão de emoções,
das quais somos o centro de massa,
o palco.

Do que estamos à espera?
O nosso tempo em cena não dura para sempre
e temos que aproveitar,
enquanto espectáculo durar.

Carpe diem, frattes. The show must go on...

sexta-feira, julho 02, 2010

Song of myself

Song of myself


A child said What is the grass? fetching it to me with full hands;

How could I answer the child? I do not know what it is any more
than he.


I guess it must be the flag of my disposition, out of hopeful green
stuff woven.


Or I guess it is the handkerchief of the Lord,
A scented gift and remembrancer designedly dropt,
Bearing the owner's name someway in the corners, that we may see
and remark, and say Whose?


Or I guess the grass is itself a child, the produced babe of the
vegetation.


Or I guess it is a uniform hieroglyphic,
And it means, Sprouting alike in broad zones and narrow zones,
Growing among black folks as among white,
Kanuck, Tuckahoe, Congressman, Cuff, I give them the same, I
receive them the same.


And now it seems to me the beautiful uncut hair of graves.


Tenderly will I use you curling grass,
It may be you transpire from the breasts of young men,
It may be if I had known them I would have loved them,
It may be you are from old people, or from offspring taken soon out
of their mothers' laps,
And here you are the mothers' laps.


This grass is very dark to be from the white heads of old mothers,
Darker than the colorless beards of old men,
Dark to come from under the faint red roofs of mouths.


Oh I perceive after all so many uttering tongues,
And I perceive they do not come from the roofs of mouths for
nothing.


I wish I could translate the hints about the dead young men and
women,
And the hints about old men and mothers, and the offspring taken
soon out of their laps.


What do you think has become of the young and old men?
And what do you think has become of the women and children?


They are alive and well somewhere,
The smallest sprout shows there is really no death,
And if ever there was it led forward life, and does not wait at the
end to arrest it,
And ceas'd the moment life appear'd.


All goes onward and outward, nothing collapses,
And to die is different from what any one supposed, and luckier.

-Walt Whitman

sábado, junho 12, 2010

Princesa por um dia...

Começou a tarde
Duche prolongado
Correria constante para ter tudo pronto a horas
Para não chegar atrasada.
Maquilhagem:
pós, brilho, rimel,
lápis e base,
tudo para esconder o detalhe imperfeito,
para gerar o mito
e reforçar os seus contornos.
Carro, 140 km/h,
para chegar ao cabeleireiro.
O vestido na mão,
os sapatos na outra:
Não tenho tempo,
Não há tempo,
o tempo já passou
e ainda aqui estou.
Nervos, muitos nervos,
O cabelo deu voltas e voltas,
Fixado por laca,
mais ganchos que pareciam não ter fim.
Finalmente,
o penteado pronto,
olho-me ao espelho e não me reconheço:
"Quem és tu,
bela criatura do espelho?"
Vestir,
tentar não estragar o mito,
a altivez da popa aos sapatos.
A lágrima no canto do olho,
da mãe que vê a sua criança crescer
e tornar-se mulher.
O espanto na cara da criança
que se olha ao espelho e percebe
que a criança, agora mulher,
parece a princesa que sempre quis ser,
por um dia.
Este é o dia.
O carro arranca e o destino é certo,
Ela pensa nas possíveis reacções,
mas depois cala-se o pensamento
e volta a voz dentro da cabeça que lhe diz:
"O que interessa é que tu gostas
e te sentes bem contigo mesma"
E ela sentia-se bem,
sentia que tinha erguido um escudo à sua volta
que impedia que os outros vissem as suas imperfeições,
as suas fraquezas e incorrecções,
tudo aquilo que ela deixava à mostra
no dia a dia,
mas este não era um dia desses...
Assim, chegou,
Abriu a porta do carro
e inspirou fundo,
estava mais alta,
num sentido que mais ninguém entenderia,
estava orgulhosa,
passou o rito,
alí estava ela,
deu os primeiros passos e as portas abriram-se,
seguidas pelas bocas de quem a via:
Não parecia ela,
mas era ela.
Os seus olhos espelhavam os seus sentimentos,
Os mesmos olhos que cativavam a sala inteira
e desprendiam elogios dos demais.
Foi uma revelação,
pode não ter sido rainha,
mas a tiara estava lá,
invisível aos olhos dos outros,
mas ela sentia-a,
sentia-se uma princesa
num conto de fadas e,
por um dia,
esqueceu a vida real,
esqueceu os ódios, as crises,
os medos e o pudor,
e brilhou,
com o brilho verde esperança
que irradiavam os seus olhos
cheios de alegria.

terça-feira, junho 08, 2010

The beggining in the end...

Quando pensamos que as coisas acabam, por vezes, outras começam. O final é como um fogo que reduz tudo aquilo que éramos, todo o nosso passado, a nossa rotina a cinzas. Reduzimo-nos à nossa insignificância, sofremos, choramos noites a fio, sonhamos com uma máquina do tempo que nos deixe emendar os erros ou ficar para sempre cristalizados naquele preciso momento. Pensamos não merecer tal coisa: "Estava tudo bem." - dizia eu. Mas talvez não estivesse, talvez eu estivesse demasiado cega com a falsa felicidade para me dar conta do que me estavam a fazer. Talvez sim... Suposições, meras suposições, nunca conseguimos ter o conhecimento absoluto das razões que levam ao fim, mas temos uma ideia bastante boa do que nos leva a sofrer por termos encerrado de forma abrupta (ou não) um capítulo da nossa vida. Porém, tal como nos livros, com o final de um capítulo vem o inicio de outro. Assim, temos que nos saber reerguer das cinzas , voltar a montar o puzzle que é a nossa rotina, deixando para trás tudo aquilo que nos fez arder o coração. Sim, é duro, mas temos bagagem limitada e a escolha é nossa: o passado doloroso e que não podemos alterar ou o futuro que ainda podemos escrever se começarmos agora. Eu escolhi, resgatei das cinzas apenas o necessário, aquelas memórias dos bons e maus momentos e deixei as pessoas que me faziam sofrer. Assim comecei um novo capítulo, conheci novas pessoas e o destino, que tantos desgostos me deu no passado, pôs no meu caminho a recompensa pelo esforço. Sim G. és tu :) Por um acaso viste este blog, leste e assim nos conhecemos, através do que escrevíamos e do que fomos desvendando uma à outra. Disse-te os meus defeitos primeiro, para que não ficasses surpreendida caso algum deles se manifestasse. Assim (citando-te) "Construímos uma casa e o mundo veio depois. A paz volta." E voltou. Começo a encontrar novamente o equilíbrio, a aprender com tudo o que sofri e a começar a criar defesas mais fortes contra quem me quer magoar. Vai ter que ser assim, vai ser assim. Eu escolhi e mudei, resta-te escolher. Vais fazer a escolha certa, vais ver ; )

High School is over...

I drag myself across the stairs:
God! I'm already missing everything!
This should be a happy day
but the sun isn't shining
and I'm not smiling
like the day before...
(I wished this wouldn't hurt more.)
Goodbyes are hard to say
Some more than others...
Am I the only one that feels like this?
I guess I am...or not!
Tears seem an easy escape for these feelings
but I don't want to use them:
They would only make things harder.
The smell, the sounds, the way things feel so familiar,
I'm going to miss them all.
The people, my classmates,
the sympathy of the janitors
and all my teachers,
all this that makes part of my life
and now, suddenly, is fadding away so quickly.
A new dawn awaits me
but letting go all the things I love
it's hard, painfull and,
at the same time, necessary...
I need to fly away,
Spread my horizons to new destinations
I need to be alone now,
I need to go, away, far away,
I need to cry,
To let every fear, nostalgy and sorrow come out
and then be ready to move on.
Tough, I will never forget any moment
laughs and tears
all the repreensions and lessons learned
in here, my school,
my first, only and best high school ever.

It's necessary to let go, but that doesn't mean we have to forget...

sábado, junho 05, 2010

Poema 1122 do amor distante

Rodric!Por onde andas tu Rodric?
Em que rua andas perdido
Em que cidade, esquecido,
E por onde vais?
E para onde queres ir?
Onde estás Rodric?
Quando vens tu
Acabar com a saudade que me delapida
pedra a pedra,
grão a grão,
e não me deixa ser inteiramente
não me deixa estar,
assim, livremente,
e rir, deixando o vento levar
cada gargalhada minha.
Estou à tua espera, Rodric,
não alimento uma ilusão,
mas sim várias,
a minha alma é nítida,
não como um girassol,
talvez como um livro aberto
que não ousas ler,
mas que eu leio para ti.
Rodric,
as palavras são tão fáceis
quando queremos dizer algo
e não podemos,
por isso escrevemos,
para que nas entrelinhas vejamos
o que consideramos ser a verdade.
Lê, bebe as silabas que te canto,
o doce néctar da veracidade,
já que nada mais posso fazer
para te provar a minha lealdade.

Forever mine, forever thine, forever ours...

quinta-feira, junho 03, 2010

Insomnia

3.29h AM
2010/06/03

A noite vai a meio. Corre uma brisa fresca que contrasta com o calor que restou da tarde, tão insuportável e cansativo. É um Verão adiantado mas as férias estão ainda longe de ser uma realidade presente.
As estrelas brilham e até a lua ganhou uma luz nesta noite mas hoje, para mim, nada me consegue fazer esquecer o que passei. Ontem(hoje), em especial, toda a injustiça, falsidade e hipocrisia foi derramada à frente os meus olhos, sem eu nada poder fazer.
Porquê esta inacção? Porque as pessoas não conseguem ter a coragem de jogar justamente e confrontar os outros! Não, as pessoas preferem jogar sujo e fazer tudo sem querer enfrentar os outros mas, infelizmente, este é o mundo que temos.
Olho para o céu e interrogo-me se as estrelas também são injustas umas para as outras... Será que a Lua tem inveja que o Sol brilhe sempre mais? Eu acho que não. Estes elementos conseguem viver em harmonia mas nós...nós parecemos ter o objectivo singular de nos destruirmos uns aos outros da melhor maneira possível e, em adição, o mundo que nos rodeia.
Este mundo não nos pertence apenas a nós mas somos egoístas e o egoísmo cega-nos, impede-nos de ver a realidade. Os que conseguem ver... esses são loucos!
Tal como a brisa, hoje os meus pensamentos parecem fluir suavemente, acariciando a folha de papel. No entanto, a mensagem que hoje escrevo é fervorosa como a tarde do dia de ontem.
Olho novamente para o céu, para as estrelas, para as árvores que ondeiam ao sabor do vento e, por um momento, não penso...respiro fundo...inspiro...expiro...fecho os olhos...volto a abri-los e vejo o mundo tal como ele é: feito de coisas simples mas perfeitas.
Olho para as estrelas outra vez e para a lua mas, desta vez, o seu brilho e beleza ofusca qualquer réstia dos problemas pois é assim que a vida deve ser: procurar contentamento em coisas simples.
Agora, olho e esqueço-me do que passou. Viro a página. O presente, a brisa: é tudo o que me interessa neste momento, enquanto escrevo no parapeito da minha janela.

terça-feira, junho 01, 2010

Há dias em que...

Há dias em que...

...me apetece dar um mergulho na piscina...

Cicatrizes

Por todo o meu corpo alastram
como raízes,
no entanto,
são apenas cicatrizes...

Lembram-me o que já passou,
lembram-me das vezes que caí,
dos perigos que enfrentei,
da dor que um dia sofri.

Cicatrizes,
olho para elas
e recordo-me dos erros que cometi,
mas também das vezes que tentei voar
e me cortaram as asas...

Caí, levantei e ri
olho e volto a olhar,
não esqueço,
não deixo que volte a acontecer.

"Já passou", penso eu,
sobrevivi
e para lembrar o que sofri,
o que lutei para voltar a andar,
para voltar a sonhar e a acreditar
a cicatriz basta.

domingo, maio 30, 2010

Fim de dia de Primavera

O laranja enche a paisagem,
ilumina tudo o que o rodeia:
as flores, o pasto, as árvores.
Tudo é luz neste fim de dia
e o vento passa e assobia.
Ouço-o quase cantar,
não sei se canta de tristeza
ou se de alegria.
O sol põe-se,
cheira a erva molhada,
daquela chuva que caiu ainda à pouco
parece que foi à séculos:
o sol já brilha
e as nuvens ficaram brancas.
Encosto-me a um sobreiro,
e deixo-me envolver pela paisagem,
misturo-me e sinto-me parte da natureza,
o berço de tudo,
e que nós não respeitamos o suficiente para ver
que, no fundo, se ela morrer,
nós também não podemos subsistir.

domingo, maio 23, 2010

18 anos

Hoje, por volta das 6 horas da tarde, terei oficialmente 18 anos. Os 18 anos ou "os anos da potência" como lhes chama um amigo meu, assinalam a chegada à maioridade o que, diga-se de passagem, não é sinónimo de independência mas sim de responsabilidades acrescidas. Podemos ir presos, podemos votar, podemos comprar tabaco legalmente, podemos fazer muitas coisas, mas o mais importante é que agora temos que começar a agir mais como adultos e menos como crianças.

É de realçar que muitas pessoas, quando fazem 18, dizem que não se sentem em nada diferentes mas, como sempre, cá estou eu para contrariar a tendência. Eu sinto-me diferente, mas não me sinto assim só hoje, já estou a mudar desde o início deste ano. O meu aniversário é apenas a oficialização de todo o processo de aprendizagem que ficou para trás. Dizem que se aprende a bem ou a mal, mas eu discordo, normalmente, nestes aspectos, só conseguimos aprender a mal...

Cometi erros que me fizeram crescer, erros que me fizeram sofrer, chorar, berrar até ao êxtase dos meus pulmões, loucuras que nunca sonhei cometer, perdi amizades, ganhei outras, aprendi a ver a vida com outros olhos, como um processo de perda e ganha e, sobretudo, de escolhas. Fiz escolhas que me custaram muito, nem sempre foram as mais correctas, mas errar é humano.

À medida que os problemas iam aparecendo, tentei nunca desistir, tentei começar a enfrentá-los de cabeça erguida, não me rebaixar, defendendo a minha posição. Aceitei as consequências dos meus erros.

A vida é sempre um jogo de tentativa/erro, nunca sabemos onde nos levam as portas que escolhemos, mas não podemos deixar que ninguém escolha por nós, não podemos deixar que nos manipulem, embora possamos aceitar opiniões para melhor escolher. Tudo isto faz parte, tudo isto é viver, errar, tentar, ganhar, mas para isso não podemos desistir dos nossos objectivos e, antes de mais, devemos defini-los bem.

À criança que habita dentro de mim, junta-se agora uma adulta que ainda vai precisar de algum tempo para se definir e tomar o lugar da adolescente que sou. É oficial: tenho 18 anos, mudei, aprendi e continuarei a aprender porque a vida não tem sentido sem isso.

quarta-feira, maio 19, 2010

Dear diary

Dear diary,
time swings by,
the seasons are changing,
and so am I:
I'm not the child I used to be.
The child is buried deeply on me...

I've confessed you my sincere emotions,
my secrets, my lies, my faults,
and, altough I forgot to write,
that doens't mean that I don't like,
but the child,
the child I was is still inside me,
covered by fear and doubt:
She refuses to go out,
she's afraid of the dark.

How can't I blame her?
In a world like this,
people destroy their child,
forget what it's like to dream,
to seek for a way to change things
and built a world with these tools.

People, they don't understand,
the child it's what makes them into a man,
or a woman,
the dreams, the surreal ideas,
these are what makes us unique,
and not another robot.

My child is alive,
Hidden, but alive,
She's trying to lose the fear,
And come into the light.

Only then, my friend,
will I be happy:
When my child comes out from under the bed
to dream, to put her voice out on the street,
to fight and create some light
to iluminate the world.

I don't care how little it will shine,
as long as someone sees it,
for me, that's just fine.

The Apple

We all know philosophies
Like Stoicism and Epicureanism
They all say “carpe diem”
Seize the moment…
While you can!
Live life to the fullest
Do what you dream for,
Become what you hope to be,
Good or bad,
That’s up to you,
But it doesn’t matter,
As long as you live it,
As long as you enjoy the ride.
Today, life is a lie,
Materialism has rotten our society
And tough everything seems “oh” so well
Inside the apple is eaten.
“Greedy men did it!” – you may say,
But we let it happen,
We didn’t fought back,
We didn’t change things,
We just stood there and let them eat it all,
Philosophies with centuries old warned us
But we didn’t listen.
We lived our lives as robots,
Not caring about the consequences.
We were greedy too:
We wanted to live happy,
But happiness is a funny word…
Are we truly happy?
Are we ever satisfied?
No, no, no,
A human being is never truly happy,
At least, not in this world,
Not even if he is as rich as he can be.
He’ll always want more,
He’ll always be voracious,
And won’t share his apple with the rest.
Maybe if we started to live simply,
Being honest, pure, enjoying life,
Maybe then we would be happy,
Putting our hearts at the street
And changing things as they are,
Right now, today, right away,
We have no time to waste
The clock is ticking
And tomorrow can be too late.

Obrigada

Hoje fui feliz. Não fui feliz o dia todo, mas fui-o e isso é que me interessa. Fui feliz porque fiz um teste e tive confiança em mim, logo, consegui resolvê-lo com calma, atenção e dentro do tempo. Fui feliz porque tirei o dia de folga e passei-o com uma melhor amiga espectacular, fantástica, incrível, para a qual não existem palavras suficientes para a descrever. Em suma, uma tarde bem passada, sem falar de escola, apenas trivialidades, piadas, risadas!

Como em todos os dias, há 99,9% das vezes momentos maus. Hoje explodi. Odeio que se metam na minha vida, que me tratem como se eu não soubesse o que devo ou não fazer, como se eu tivesse 14 anos em vez de 17. Odeio que me tentem fazer mudar de ideias quando já me decidi. E basicamente foi este acumular de coisas que me fez ter um mau bocado, isto numa questão de 30 minutos.

Mas hoje, algo me fez voltar a sorrir, voltar a acreditar que vale a pena sorrir, nem que seja apenas uma vez num dia. E o que me fez sorrir foi isto:

1 Critica construtiva a "Só e Zinha": Anónimo disse...

Não é a tua sina. Confia em mim, não é. Olho ao meu redor e vejo um relativo número de pessoas que me acompanham, porém, nem sei bem porquê, naqueles momentos menos saborosos enfrento a solidão. Eu sempre fui assim - íntima de mim mesma. Mas ontem, ontem não, ontem precisei de alguém, assim como tu descreves neste texto. E o mundo fechou-se, não havia ninguém. Confesso que tenho reparado em ti. Um pouco mais depois deste texto. Não por compaixão, mas por união, por saber o que é, sei lá. Vejo-te acompanhada, vejo-te sorridente. Mas também te vejo sozinha, e vejo-te de dentes cerrados. Entrega-te à vida, permite-te ser feliz. E lembra-te, (acho que estás no 12ºano) mais umas semanas e estás fora daqui. Quem sabe, a merecida libertação. Estou a torcer por ti.

Apesar de não saber quem és, Anónima(o), agradeço muito, mesmo muito, por este comentário. É por esta razão que gosto de escrever, a escrita une as pessoas, elucida as nossas qualidades e valores como pessoas e por isso faz-nos pensar um pouco, faz com que nos consigamos identificar com algumas coisas que são escritas.
A todas as pessoas que me fazem sorrir e dão vida à minha vida, um muito obrigada. :')

domingo, abril 18, 2010

Só e Zinha

Só. É esta a única palavra que descreve o meu estado actual. Estou só...zinha. Sei o porquê e no entanto pergunto na mesma: Porquê? Mais uma pergunta sem resposta, mais uma coisa que nunca virei a saber por mais anos que viva. Estou só e não estou. Mas mesmo não estando só, é difícil perceber porque é que continuo a sentir-me assim. Aliás, não é assim tão difícil. Estou só porque não há ninguém que me compreenda totalmente ou que esteja sempre comigo. Não culpo ninguém, mas o raciocínio das almas gémeas está sempre presente. Bucha e Estica, Bonnie and Clyde, Blair and Serena, até ao mais remoto Piu Piu e Gastão. E eu? Eu sou apenas uma mera Jane Doe, ou melhor, nem sequer Jan Doe chego a ser visto que mesmo ela tem o seu John Doe. Eu não sou para ninguém, pensava que sim, mas não. É verdade que prefiro estar só do que ser uma mera serva de alguém mas eu também tenho os meus defeitos e são esses que me enterraram neste caixão. Continuo à procura daquela ou daquele melhor amigo, do que me põe em primeiro lugar e que nunca me deixa estar sozinha, aquele que faz um esforço por nós. Não sei se é a distância ou se sou eu, ou se são os 2 mas o facto é que não encontro ninguém. Talvez por isso dê atenção a todas as pessoas de maneira igual e talvez não devesse dar, possivelmente já teria um(a) melhor amigo(a) mas isso não interessa. Talvez seja carma, talvez seja o meu destino estar sozinha para o resto da minha vida mas ao menos deixem-me partir, deixem-me correr o mundo e viver aventuras pois prefiro estar só do que mal acompanhada e prefiro morrer sozinha mas feliz do que sozinha e presa nestas masmorras que eu própria criei. Um dia quero partir, ir por esse mundo fora ajudar os outros, quero ir sozinha já que ninguém acredita que o consigo fazer mas fá-lo-ei. Esta é a minha filosofia, se uns dizem sim, eu digo não, se dizem que não consigo, eu tento conseguir ou falho a tentar, mas tento. Talvez por isso esteja só, por ninguém compreender realmente o que vai dentro da minha cabeça. Não os censuro, às vezes nem eu percebo muito bem, mas começo a compreender-me melhor. Pensar é dor, mas eu devo ser masoquista por continuar a fazê-lo e, de facto, devo mesmo sê-lo e secalhar não conseguem perceber o porquê e sou mais uma vez uma estranha. Sempre o fui. Não sinto que pertenço, não me sinto bem em nenhum dos dois lugares que me servem de referência no momento mas também não consigo sentir. Não pertenço à terra onde vivo, o meu coração despegou-se dela a partir do momento em que tomei consciência. Também não pertenço à terra onde estudo pois lá não tenho um lar, não tenho família, não tenho raízes e prefiro que seja assim. Estou condenada a uma vida de estrangeirada, não sou de local algum, estou sempre de passagem, sempre de um lado para o outro com a mala atrás. Ainda estou à espera do meu lar, daquela terra onde sinto que, sim senhora, aqui vale a pena dizer: eu sou daqui. Estou à espera que me acolham mas também estou à espera que me deixem acolher. Continuo à espera mas também à procura porque as coisas não vêem até nós facilmente, é preciso também procurá-las. Talvez um dia se cruze no meu caminho aquela pessoa que nunca me vai deixar só nas horas de almoço, aquela pessoa que me acompanha para todo o lado, que me vai buscar à sala de aula, que partilha comigo tudo e me ouve, uma pessoa que se zanga comigo quando preciso mas que também sabe perdoar, alguém que tenha defeitos mas que seja honesto, alguém que pode descarregar em mim e em quem eu posso descarregar sabendo que, no momento seguinte, já estaremos a rir e a combinar ir ver um filme ou estudar juntos. Alguém que a distância e o tempo não afastem, alguém que queira vir passar um fim de semana comigo e com quem eu passe o fim de semana. Mas esse alguém, onde está? É esta a minha sina, é isto que me faz sentir só por mais amigos que tenha. Talvez um dia, talvez...

sexta-feira, abril 16, 2010

A Amizade

Vosso amigo é
a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho
e ceifais com agradecimento.

É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome
e o procurais em busca de paz.

Quando vosso amigo expressa o pensamento,
não temais o "não" de vossa própria opinião,
nem prendais o "sim".
E quando ele se cala, que vosso coração
continue a ouvir o coração dele,


Porque na amizade, todos os desejos,
ideais, esperanças, nascem e são partilhados
sem palavras, numa alegria silenciosa.

Quando vos separais de vosso amigo,
não vos aflijais.
Pois o que amais nele
pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha
aparece mais clara, vista da planície.

E que não haja outro objectivo na amizade
mas somente o amadurecimento de espírito.
Pois o amor que procura outra coisa,
que não a revelação de seu próprio mistério,
não é amor, mas uma rede armada,
e somente o imprestável é nela apanhado.

E que o melhor que há em vós próprios
seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu refluxo.
Pois, quem julgais que é o vosso amigo,
se o procurais apenas para passar o tempo?

Buscai-o sempre, com horas para viver:
O papel do amigo é encher vossa necessidade,
e não o vosso vazio.
E na doçura da amizade,
que haja risos e o partilhar dos prazeres.

Pois no orvalho de pequenas coisas,
o coração encontra a sua manhã
e se sente refrescado.

Khalil Gibran

quinta-feira, abril 08, 2010

além da janela...

Eu olho para fora da janela e contemplo aquela paisagem que já contemplei milhares de vezes e no entanto, paro, respiro, sinto, deixo-me levar pela calma e serenidade do momento e encontro-me, encontro o meu "eu" real, aquela parte de mim que se esconde com medo do mundo e que ao olhar para todo o meio envolvente vem ao de cima. Da minha janela consigo ver, para fora e para dentro. E gosto disso. É um espelho do céu e da alma. É o meu refúgio, um sitio que é meu, só meu até que o decida partilhar com alguém. Acima de tudo, olho para a paisagem e no fundo sinto-me...bem.

segunda-feira, abril 05, 2010

Surpresas

Adoro surpresas. Não sei explicar muito bem porquê mas vou tentar. Temos uma rotina, por muito que tentemos negar, todos temos uma rotina, por mais estranha que seja, por mais parva que este seja, é sempre uma rotina, é a nossa maneira de viver. É um hábito humano, é da nossa natureza criar rotinas, viver a rotina, mantê-la, modificá-la, por vezes.
Esta rotina pode tornar-se um problema para nós, pode mesmo tornar-se a causa da nossa infelicidade, da nossa apatia face à vida em geral. Contudo, há sempre aqueles momentos em que acontece algo inesperado, algo que quebra as redes dessa rotina que nos envolve e isso é uma surpresa. É um momento em que nos emociona-mos, em que podemos rir ou chorar, mas sentimos algo, sentimos o coração bater mais rapidamente como uma locomotiva que foi propulsionada e que apita dentro de nós. Nesse momento esquecemos a rotina, nesse momento a rotina não existe, apenas existe o nosso ar de surpresa, o nosso riso e o deles, as lágrimas nos nossos olhos e nos olhos daqueles que nos proporcionaram a surpresa. É como se o comboio que é a nossa vida descarrila-se para seguir um outro sentido mais emocionante, mais feliz ou mais triste, mas isso cabe ao destino escolher. All in all, adoro boas surpresas, adorei a que me reservaram à chegada a casa. That's what friends are for! :D

domingo, abril 04, 2010

Pensavida

A vida corre. Mal nos distraímos já passaram segundos, minutos, horas, anos... É tudo tão momentâneo que nem nos apercebemos que o tempo passa e a vida não fica, foge-nos entre os dedos como se fosse areia, não voltamos a viver o mesmo momento 2 vezes, não vemos exactamente o mesmo por mais vezes que olhamos: aquilo que passa, não volta, não se repete. Além disso é tudo efémero... Tenho 17 anos e sinto que vivi tão pouco, que ainda falta tanto e que o futuro está tão longe... às vezes apetece parar, avançar ou recuar mas não há máquina do tempo que nos permita isso, daí que temos que viver no momento, aproveitá-lo ao máximo, não planear demasiado tudo pois as coincidências( que por vezes não o parecem ser) acontecem e não são poucas... Não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje, essa é uma lição importante pois nunca se sabe as voltas que a vida dá e no futuro nunca temos garantias de que seremos os mesmos ou sentiremos o mesmo.
Kudos folks...