domingo, maio 23, 2010
18 anos
É de realçar que muitas pessoas, quando fazem 18, dizem que não se sentem em nada diferentes mas, como sempre, cá estou eu para contrariar a tendência. Eu sinto-me diferente, mas não me sinto assim só hoje, já estou a mudar desde o início deste ano. O meu aniversário é apenas a oficialização de todo o processo de aprendizagem que ficou para trás. Dizem que se aprende a bem ou a mal, mas eu discordo, normalmente, nestes aspectos, só conseguimos aprender a mal...
Cometi erros que me fizeram crescer, erros que me fizeram sofrer, chorar, berrar até ao êxtase dos meus pulmões, loucuras que nunca sonhei cometer, perdi amizades, ganhei outras, aprendi a ver a vida com outros olhos, como um processo de perda e ganha e, sobretudo, de escolhas. Fiz escolhas que me custaram muito, nem sempre foram as mais correctas, mas errar é humano.
À medida que os problemas iam aparecendo, tentei nunca desistir, tentei começar a enfrentá-los de cabeça erguida, não me rebaixar, defendendo a minha posição. Aceitei as consequências dos meus erros.
A vida é sempre um jogo de tentativa/erro, nunca sabemos onde nos levam as portas que escolhemos, mas não podemos deixar que ninguém escolha por nós, não podemos deixar que nos manipulem, embora possamos aceitar opiniões para melhor escolher. Tudo isto faz parte, tudo isto é viver, errar, tentar, ganhar, mas para isso não podemos desistir dos nossos objectivos e, antes de mais, devemos defini-los bem.
À criança que habita dentro de mim, junta-se agora uma adulta que ainda vai precisar de algum tempo para se definir e tomar o lugar da adolescente que sou. É oficial: tenho 18 anos, mudei, aprendi e continuarei a aprender porque a vida não tem sentido sem isso.
quarta-feira, maio 19, 2010
Dear diary
time swings by,
the seasons are changing,
and so am I:
I'm not the child I used to be.
The child is buried deeply on me...
I've confessed you my sincere emotions,
my secrets, my lies, my faults,
and, altough I forgot to write,
that doens't mean that I don't like,
but the child,
the child I was is still inside me,
covered by fear and doubt:
She refuses to go out,
she's afraid of the dark.
How can't I blame her?
In a world like this,
people destroy their child,
forget what it's like to dream,
to seek for a way to change things
and built a world with these tools.
People, they don't understand,
the child it's what makes them into a man,
or a woman,
the dreams, the surreal ideas,
these are what makes us unique,
and not another robot.
My child is alive,
Hidden, but alive,
She's trying to lose the fear,
And come into the light.
Only then, my friend,
will I be happy:
When my child comes out from under the bed
to dream, to put her voice out on the street,
to fight and create some light
to iluminate the world.
I don't care how little it will shine,
as long as someone sees it,
for me, that's just fine.
The Apple
Like Stoicism and Epicureanism
They all say “carpe diem”
Seize the moment…
While you can!
Live life to the fullest
Do what you dream for,
Become what you hope to be,
Good or bad,
That’s up to you,
But it doesn’t matter,
As long as you live it,
As long as you enjoy the ride.
Today, life is a lie,
Materialism has rotten our society
And tough everything seems “oh” so well
Inside the apple is eaten.
“Greedy men did it!” – you may say,
But we let it happen,
We didn’t fought back,
We didn’t change things,
We just stood there and let them eat it all,
Philosophies with centuries old warned us
But we didn’t listen.
We lived our lives as robots,
Not caring about the consequences.
We were greedy too:
We wanted to live happy,
But happiness is a funny word…
Are we truly happy?
Are we ever satisfied?
No, no, no,
A human being is never truly happy,
At least, not in this world,
Not even if he is as rich as he can be.
He’ll always want more,
He’ll always be voracious,
And won’t share his apple with the rest.
Maybe if we started to live simply,
Being honest, pure, enjoying life,
Maybe then we would be happy,
Putting our hearts at the street
And changing things as they are,
Right now, today, right away,
We have no time to waste
The clock is ticking
And tomorrow can be too late.
Obrigada
Como em todos os dias, há 99,9% das vezes momentos maus. Hoje explodi. Odeio que se metam na minha vida, que me tratem como se eu não soubesse o que devo ou não fazer, como se eu tivesse 14 anos em vez de 17. Odeio que me tentem fazer mudar de ideias quando já me decidi. E basicamente foi este acumular de coisas que me fez ter um mau bocado, isto numa questão de 30 minutos.
Mas hoje, algo me fez voltar a sorrir, voltar a acreditar que vale a pena sorrir, nem que seja apenas uma vez num dia. E o que me fez sorrir foi isto:
- 1 Critica construtiva a "Só e Zinha": Anónimo disse...
-
Não é a tua sina. Confia em mim, não é. Olho ao meu redor e vejo um relativo número de pessoas que me acompanham, porém, nem sei bem porquê, naqueles momentos menos saborosos enfrento a solidão. Eu sempre fui assim - íntima de mim mesma. Mas ontem, ontem não, ontem precisei de alguém, assim como tu descreves neste texto. E o mundo fechou-se, não havia ninguém. Confesso que tenho reparado em ti. Um pouco mais depois deste texto. Não por compaixão, mas por união, por saber o que é, sei lá. Vejo-te acompanhada, vejo-te sorridente. Mas também te vejo sozinha, e vejo-te de dentes cerrados. Entrega-te à vida, permite-te ser feliz. E lembra-te, (acho que estás no 12ºano) mais umas semanas e estás fora daqui. Quem sabe, a merecida libertação. Estou a torcer por ti.
- Apesar de não saber quem és, Anónima(o), agradeço muito, mesmo muito, por este comentário. É por esta razão que gosto de escrever, a escrita une as pessoas, elucida as nossas qualidades e valores como pessoas e por isso faz-nos pensar um pouco, faz com que nos consigamos identificar com algumas coisas que são escritas.
domingo, abril 18, 2010
Só e Zinha
sexta-feira, abril 16, 2010
A Amizade
a satisfação de vossas necessidades.
Ele é o campo que semeais com carinho
e ceifais com agradecimento.
É vossa mesa e vossa lareira.
Pois ides a ele com vossa fome
e o procurais em busca de paz.
Quando vosso amigo expressa o pensamento,
não temais o "não" de vossa própria opinião,
nem prendais o "sim".
E quando ele se cala, que vosso coração
continue a ouvir o coração dele,
Porque na amizade, todos os desejos,
ideais, esperanças, nascem e são partilhados
sem palavras, numa alegria silenciosa.
Quando vos separais de vosso amigo,
não vos aflijais.
Pois o que amais nele
pode tornar-se mais claro na sua ausência,
como para o alpinista a montanha
aparece mais clara, vista da planície.
E que não haja outro objectivo na amizade
mas somente o amadurecimento de espírito.
Pois o amor que procura outra coisa,
que não a revelação de seu próprio mistério,
não é amor, mas uma rede armada,
e somente o imprestável é nela apanhado.
E que o melhor que há em vós próprios
seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer o fluxo de vossa maré,
que conheça também o seu refluxo.
Pois, quem julgais que é o vosso amigo,
se o procurais apenas para passar o tempo?
Buscai-o sempre, com horas para viver:
O papel do amigo é encher vossa necessidade,
e não o vosso vazio.
E na doçura da amizade,
que haja risos e o partilhar dos prazeres.
Pois no orvalho de pequenas coisas,
o coração encontra a sua manhã
e se sente refrescado.
Khalil Gibran
quinta-feira, abril 08, 2010
além da janela...
segunda-feira, abril 05, 2010
Surpresas
Esta rotina pode tornar-se um problema para nós, pode mesmo tornar-se a causa da nossa infelicidade, da nossa apatia face à vida em geral. Contudo, há sempre aqueles momentos em que acontece algo inesperado, algo que quebra as redes dessa rotina que nos envolve e isso é uma surpresa. É um momento em que nos emociona-mos, em que podemos rir ou chorar, mas sentimos algo, sentimos o coração bater mais rapidamente como uma locomotiva que foi propulsionada e que apita dentro de nós. Nesse momento esquecemos a rotina, nesse momento a rotina não existe, apenas existe o nosso ar de surpresa, o nosso riso e o deles, as lágrimas nos nossos olhos e nos olhos daqueles que nos proporcionaram a surpresa. É como se o comboio que é a nossa vida descarrila-se para seguir um outro sentido mais emocionante, mais feliz ou mais triste, mas isso cabe ao destino escolher. All in all, adoro boas surpresas, adorei a que me reservaram à chegada a casa. That's what friends are for! :D
domingo, abril 04, 2010
Pensavida
Kudos folks...
sexta-feira, março 26, 2010
Lloret de Mar
quarta-feira, março 17, 2010
Voar (um diálogo entre pai e filha)
-Filha, abre as asas e sente o vento passar... Estás a sentir?
-Sim pai, é tão tentador, tão intenso e ao mesmo tempo tão forte...é capaz de me arrastar. Não quero cair, pai.
-Filha, se caíres, voltas a tentar, há sempre outras oportunidades para voar.
-Mas pai, o vento vai-me fazer cair...
-Tens que ser forte, filha, mais forte que o vento. Se fores forte, se caíres e voltares a levantar vais ver, o vento não te volta a derrubar.
-E se eu me magoar, pai? E se eu não for forte? E se...
-...Filha, o futuro depende de ti, querer é poder e se tiveres fé em ti, tens tudo para voar.
-Pai, tenho medo de não conseguir voar, tenho medo de te desapontar...
-Não temas nada, não tens que ter medo, é o medo que te faz falhar. Não me desapontas. Filha, confia em ti...
-Não sei se consigo confiar. Se as asas falharem, pai, quem me vai amparar?
-Filha, as asas foram feitas para voar, só falham se não conseguires acreditar.
-Acreditar no quê, pai?
-Em ti, filha, nas tuas asas, na tua vontade de voar. Treinaste tanto para aqui chegar, estás tão perto da beira do ninho, este é só mais um desafio dos muitos que tiveste que enfrentar. A vida está cheia deles, o vento é forte, há brisas traiçoeiras e algumas quedas pelo caminho. Se não conseguires agora, tens a vida inteira para voltar a tentar, não podes é desistir. Mas nem quero que penses nisso, porque sei que consegues, confio em ti.
-Pai, se eu conseguir voar, posso voltar?
-Sempre que quiseres, filha,por mais longe que estejas, este será se este será sempre o teu lar.
...
Solidão...
é um monstro que nos devora;
é como uma amora,
tão negra por dentro,
como por fora.
É, por vezes, um fruto tentador
desprezado por alguns
depende da dose e do humor.
Solidão,
Quanto mais nos deixamos levar
mais ela nos envolve
e nos começa a consumir
ora começa cá dentro,
ora começa cá fora,
depende do dia,
do momento
e da hora.
O coração fica enrugado
e a face chora...
Não é doce, esta amora,
este monstro que nos adora:
Somos presas tão fáceis a toda a hora...
Solidão,
é uma condição tão banal,
torna-se quase normal.
segunda-feira, março 08, 2010
Dia mau!
Naquele momento apetecia-me rasgar a folha da ficha...
Agora apetece-me partir coisas,
apetece-me rasgar um bom livro,
apetece-me andar a correr à chuva e gritar,
ou então dar cabo do meu quarto!
Tenho vontade de saltar na cama até ser catapultada para o tecto, bater com a cabeça na parede, dar pontapés na mesa de cabeceira...
No entanto, não vou fazer nada disso porque nada modifica aquilo que está feito. Por vezes apetecia-me poder descobrir uma maneira de fazer o tempo voltar para trás. Quando era pequena pensava que mudar as horas do relógio era o suficiente, mas infelizmente isso nunca deu resultado. Quem me dera que desse... Era bom podermos ir ao passado e alterar algumas das coisas que fizemos mal, aqueles erros estúpidos que acabaram com amizades, aquelas traquinices que nos fizeram ficar com a marca de uma mão no rabo e mesmo a forma como encarámos os estudos nesses tempos.
Porém, pensando bem, se metade destas coisas não tivessem acontecido, nós não seriamos quem somos no presente, não teríamos aprendido com esses erros, nem avaliado o verdadeiro carácter de algumas amizades e é certo que não teríamos disfrutado tanto dos tempos de escola como fizemos. (Eu não posso falar por experiência própria deste aspecto, mas normalmente toda a gente se arrepende de não ter prestado muita atenção à escola.)
No entanto, hoje não consigo ver o lado positivo, não consigo pensar que mais tarde isto será uma gota num oceano, que olharei para trás e rir-me-ei de tudo isto. Hoje não me rio. Só penso, só grito em silêncio, expresso a minha revolta e frustração por me ter esforçado para nada.
Foi tempo perdido...talvez, nem sei bem. Agora sei que foi, mais tarde poderá já ser apenas mais um tempo indefinido.
Quem sabe?
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Mardi Gras
a time to pretend,
a time to have fun
being another,
impersonating another.
I don't feel like impersonating,
I don't want to pretend,
No mask can hide what I am,
What I feel...
I don't need a mask
to be a monster,
I don't need a mask
to pretend that I'm sad;
I already am sad,
Lethargy strikes me everyday,
Not every hour,
Not every minute,
But it strikes,
and when it does
it hurts like hell.
My soul is broken,
there are pieces missing,
and I can't pretend to be complete,
'cause I'm not.
I try to put a happy face
so that nobody knows what's going on inside,
what's going on behind the mask.
I know that sometimes
it looks like I'm pretending,
like some kind of daily Mardi Gras,
but I'm not,
It looks fake,
because it's uncommon,
but my only mask
is the one I have to wear right now,
a mask of happyness,
marked by sadness,
lethargy, pain,
incompleteness of the being.
To me,
Mardi Gras is just another day
wearing the mask,
only this time
everyone is wearing one too
but, if we think strait,
isn't that what everyone does?
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Jarra Vazia
Dias...
Há dias não,
Há dias em que perdemos a razão...
Há dias em que sonhamos,
dias em que estamos com a cabeça na Lua,
dias em que, simplesmente, desligamos...
Há dias em que adormecemos,
e dias em que dormimos acordados
Há dias gelados,
Há dias quentes,
Há dias que passam a correr
e outros que não passam,
Há dias que queremos apagar
e dias que queremos relembrar...
Há dias para relaxar
e dias em que não deixamos de nos preocupar...
Há dias que já passaram
e dias que ainda estão para vir,
Há dias para rir,
Há dias em que não paramos de chorar...
Há dias em que somos nós
e dias em que não nos reconhecemos,
há dias em que conhecemos,
e dias em que esquecemos.
Há dias em que chegamos ao final
e damos por nós a pensar:
"Foi um bom dia!"
Outros em que pensamos:
"Que dia de cão..."
Há dias em que o tempo para,
e deixa-nos apreciar
aquele momento especial
que muda para sempre o nosso dia:
Podemos não ter sido felizes o tempo todo,
mas, naquele momento, fomos
e isso chega para transformar um dia,
esse momento de esperança e de alegria
que nos preenche e faz-nos esquecer
aquele dia mau, aquele dia não,
dias de escuridão.
Por vezes, um sorriso basta
Ou uma pessoa que nos abraça,
o que conta é a intenção,
Isso chega para aquecer o coração.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Abismo
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Vazio
Dor,
A dor de ter de errar...
Outra e outra vez...
Porquê?
Ora penso,
Ora deixo de pensar,
as coisas têm que ser como eu quero,
mas isso tem que acabar,
Só que por mais que eu tenha errado
Não consegui mudar.
Porquê?
Procuro agora ajuda,
para me conseguir desvendar,
não me conheço a mim própria,
nem sequer estou a tentar.
Porquê?
Deixo seguir o vento,
fico no mesmo lugar,
mas é hora de partir
não sei se consigo andar.
Quando é a Hora?
Será que posso confiar,
Preciso de ajuda e vou procurar
Até ao fim do mundo se precisar.
O quê?
A alma dói,
mas fui eu que dei a facada...
Porquê?
A mente está incapacitada...
Quando?
A faca não saiu,
a alma está sofrida,
aberta está esta ferida.
Até quando?
Até que altura?
Pedir desculpa não basta,
não basta para recuperar,
aquilo que ficou perdido,
no meio desta corrente do errar.
sábado, janeiro 23, 2010
Sombra
Serei? Serás?
Seremos nós ou não?
Somos nós próprios?
Serei eu capaz de ser "eu" ?
A minha sombra não é sombra,
é mais uma obscuridade,
a parte que não me atrevo a enfrentar,
não me arrisco a pisar.
É mais forte que eu,
já faz parte de mim,
é um buraco negro de memórias
e emoções, um tornado existencial.
Penso quando não devo pensar,
devo sim, arriscar, dar o braço a torcer,
vencer a sombra, pisá-la para que se submeta,
e não o contrário.
Por agora vivo na sombra,
mas não será já hora de voltar à luz?
The ghost
The ghost is near
I can hear him speaking
and the sound keeps getting louder
and louder, and louder.
He haunts me,
haunts from the dephts of my past:
my own personal shadow.
The persue continues
until I'm strong enought to fight it
and to believe in me,
until there I'll never be free.
You can try to insist
but it's hard to resist telling others
this story, the ghost,
the shadow that's part of you.
Wake up, this shadow isn't you,
fight it, you're stronger than you think,
you're strong enought to ask for help,
The ghost is near, the ghost is here,
are you ready ti face it
or let it embrace you?

