É incrível o quanto o tempo passa. Passa por nós sem sequer avisar e no momento em que damos por ele já é tarde demais para o agarrar.
O tempo passa, as folhas caem e nós mudamos. Já não sou aquela criança que brincava na rua com os seus amigos e a sua imaginação, também já não sou aquela rapariga que escrevia no seu diário, o seu maior confidente, as suas paixões, desabafos e segredos de pré-adolescente.
O que sou agora? Nem eu sei bem. Cresci em tamanho, cresci em mentalidade(apesar de muitas pessoas dizerem que não), mas sinto que ainda sou um pouco da pré-adolescente e da criança que fui. Conservo-as num cantinho do meu coração e, por muito que queira, não as consigo largar. Elas acompanham-me lado a lado na minha vida, prontas a despertar, dependendo do contexto:
-Quando brinco com o meu irmão, surge a criança, alegre, risonha, pronta a inventar, imaginar, brincar;
-Quando estou na escola, sou eu própria, a adolescente resmungona, sempre a rir, sempre pronta a falar e aprender(aí desperta também um pouco da pré-adolescente);
-Quando se trata de amor, aí está a pré-adolescente, infelizmente ainda lá está, sempre com tantos medos, tantas inseguranças, tanta timidez. Talvez um dia ela se fique apenas pela aprendizagem.
Por vezes escondo quem eu sou na realidade. Por vezes consigo ser várias pessoas diferentes, embora no fundo sejam a mesma:
-A Inês que serve sempre de palhaço para a festa, gozada e a ser motivo de riso;
-A Inês que fala pelos cotovelos, não para quieta, quer sempre conhecer mais e aprender mais;
-A Inês que é ignorada, rejeitada por ser diferente, por ter boas notas;
-A Inês que ajuda quem pode, que ouve e é ouvida, que gosta de passar tardes a conversar sobre música, arte e vida em geral com os amigos, que é livre e gosta de cometer a sua loucura de vez em quando.
Tantas facetas da mesma moeda, não será isso hipócrita? Não, sou sempre a mesma, só muda o contexto onde estou. Sinceramente, quero tanto ser sempre uma só pessoa, com uma só cara... Um dia talvez isso se concretize.
sexta-feira, janeiro 09, 2009
"eu própria"
Eu
não sou quem tu queres que seja
e no entanto
sou aquela que mais te deseja
Eu
penso, falo, rio e choro,
dizes para não o fazer em demasia
mas no fundo sabes
que é a fazer tudo isto que nasce a minha alegria
Eu
sou quem tu mais ignoras
sei, porém, que secretamente
me adoras
Eu
Sou o teu oposto
o teu lado negro
Tu
és o meu infimo segredo
minha paixão incurável
Eu
Sou simplesmente inigualável.
Eu
não sou quem tu queres que seja
e no entanto
sou aquela que mais te deseja
Eu
penso, falo, rio e choro,
dizes para não o fazer em demasia
mas no fundo sabes
que é a fazer tudo isto que nasce a minha alegria
Eu
sou quem tu mais ignoras
sei, porém, que secretamente
me adoras
Eu
Sou o teu oposto
o teu lado negro
Tu
és o meu infimo segredo
minha paixão incurável
Eu
Sou simplesmente inigualável.
sábado, janeiro 03, 2009
Prisão doméstica
Estou presa,
encarcerada,
numa prisão sem grades,
a qual chamo "casa".
Porquê?
Quero sair,
Quero ser livre,
Deixem-me ir!
Não, não vou ficar,
vou fugir,
quero ir ter com eles,
estão a um passo de distância
e, contudo, tão longe de mim.
Tão perto e tão longe
e o tempo, esse hipócrita,
tanto passa a correr,
como passa devagar.
Estou farta,
Tão farta de esperar.
Vejo-me a desejar coisas,
coisas nas quais nunca pensei
alguma vez desejar.
Estou a ficar paranóica,
tirem-me daqui!!!!
Estou presa,
encarcerada,
numa prisão sem grades,
a qual chamo "casa".
Porquê?
Quero sair,
Quero ser livre,
Deixem-me ir!
Não, não vou ficar,
vou fugir,
quero ir ter com eles,
estão a um passo de distância
e, contudo, tão longe de mim.
Tão perto e tão longe
e o tempo, esse hipócrita,
tanto passa a correr,
como passa devagar.
Estou farta,
Tão farta de esperar.
Vejo-me a desejar coisas,
coisas nas quais nunca pensei
alguma vez desejar.
Estou a ficar paranóica,
tirem-me daqui!!!!
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Por mais que eu mude,
Por mais que eu tente
tenho sempre a sólida sensação
de que, no fundo, a minha vida
será uma vida de solidão.
Tenho medo disso,
Medo de não ter ninguém
para me amparar quando eu cair,
para me ajudar quando eu estiver mal,
para comigo recontruir o que foi destruído.
formar aquilo que foi deformado.
Medo de morrer sem alguém a meu lado,
Medo de morrer por não ter alguém a meu lado.
Tantos medos e, no entanto, continuo,
não fico fechada,
trancada,
alojada,
abrigada.
Temo que estar a desafiar
todos os medos,
todos os problemas.
Mas isso faz parte da vida,
Quem não arrisca,
Quem não desafia,
nada tem,
nada alcança.
O prémio final,
esse, terá valor sem igual!
Vencer os medos.
Por mais que eu tente
tenho sempre a sólida sensação
de que, no fundo, a minha vida
será uma vida de solidão.
Tenho medo disso,
Medo de não ter ninguém
para me amparar quando eu cair,
para me ajudar quando eu estiver mal,
para comigo recontruir o que foi destruído.
formar aquilo que foi deformado.
Medo de morrer sem alguém a meu lado,
Medo de morrer por não ter alguém a meu lado.
Tantos medos e, no entanto, continuo,
não fico fechada,
trancada,
alojada,
abrigada.
Temo que estar a desafiar
todos os medos,
todos os problemas.
Mas isso faz parte da vida,
Quem não arrisca,
Quem não desafia,
nada tem,
nada alcança.
O prémio final,
esse, terá valor sem igual!
Vencer os medos.
terça-feira, dezembro 23, 2008
I know for sure
That I can love,
but,
Can I be loved?
That's my dilema,
the question for which
I don't have an answer.
Love,
is such a drama,
it must always chock
in some way
or another.
Love it's a collision
between two hearts
that as a simple result:
break or resist.
I'm afraid of colliding
and break my heart,
I'm afraid of the drama,
and all the rest
of this confusing bananorama!
But, I'm starting to think,
that like cars,
hearts are made to resist the chock,
not to bend or to break,
so, I should take a walk on the wild side,
chill out,
do whatever I want,
never giving a shit
to whatever people may think.
Yeah, maybe I'll do that...
That I can love,
but,
Can I be loved?
That's my dilema,
the question for which
I don't have an answer.
Love,
is such a drama,
it must always chock
in some way
or another.
Love it's a collision
between two hearts
that as a simple result:
break or resist.
I'm afraid of colliding
and break my heart,
I'm afraid of the drama,
and all the rest
of this confusing bananorama!
But, I'm starting to think,
that like cars,
hearts are made to resist the chock,
not to bend or to break,
so, I should take a walk on the wild side,
chill out,
do whatever I want,
never giving a shit
to whatever people may think.
Yeah, maybe I'll do that...
segunda-feira, dezembro 22, 2008
La Mexicana!
Eh Muchacho!
Come and get me,
I'll give you some pistachio.
Ei Gringo!
Run for your life,
or I'll cut you with my knife.
Olé toro!
Fight for your freedom,
And I'll give you some ouro !
Arriba Chicas!
Let's show this guys
Who is the best with this "caricas"!
Let's go, let's go,
To the "tourada",
Let's see the blood,
Let's eat an "enchilada"!
Caray!
Go for the prize,
Run for you life,
Fool the bull!
Do your "fiesta",
Drink some tequilla,
and end with a siesta!
Eh Muchacho!
Come and get me,
I'll give you some pistachio.
Ei Gringo!
Run for your life,
or I'll cut you with my knife.
Olé toro!
Fight for your freedom,
And I'll give you some ouro !
Arriba Chicas!
Let's show this guys
Who is the best with this "caricas"!
Let's go, let's go,
To the "tourada",
Let's see the blood,
Let's eat an "enchilada"!
Caray!
Go for the prize,
Run for you life,
Fool the bull!
Do your "fiesta",
Drink some tequilla,
and end with a siesta!
domingo, dezembro 14, 2008
Poema para o meu irmão...
Vens até mim
nesse teu jeito mansinho,
Dizes: "Boa noite."
E pedes-me um beijinho.
Fechas teus verdes olhos,
tão verdes como os meus,
na firma certeza de que,
amanhã bem cedinho,
os voltarás a abrir.
Ris e voltas a rir,
da pequena bela história
que acabaste de ouvir.
Fechas os olhos,
bem devagarinho,
com muito, muito jeitinho.
Dorme agora,
Meu maninho,
Está na hora de sonhar...
Vens até mim
nesse teu jeito mansinho,
Dizes: "Boa noite."
E pedes-me um beijinho.
Fechas teus verdes olhos,
tão verdes como os meus,
na firma certeza de que,
amanhã bem cedinho,
os voltarás a abrir.
Ris e voltas a rir,
da pequena bela história
que acabaste de ouvir.
Fechas os olhos,
bem devagarinho,
com muito, muito jeitinho.
Dorme agora,
Meu maninho,
Está na hora de sonhar...
segunda-feira, novembro 24, 2008
Sou assim...
Sei dar,
mas não sei bem como pedir,
ou como receber.
Sei amar,
mas não sei como hei-de avançar,
dar o primeiro passo,
se hei-de ou não arriscar.
Sei falar,
Racicionar,
embora não saiba como me calar,
calar-me para não dizer
certas coisas que magoam quem me rodeia.
Tenho amigos e inimigos,
gente que me adora, gente que me odeia,
gente que faz que me adora, gente que,
simplesmente, não se dá ao trabalho de me conhecer,
será que vale a pena?
Não sei, deixo isso ao vosso parecer.
Sei cantar com as palavras,
não com as cordas vocais,
sei como ser adulta,
mas não sei deixar de ser criança,
por vezes no mau sentido,
outras no bom.
Sei fazer,
agir,
actuar,
quem me dera ter coragem,
ser menos tímida,
conseguir-me expressar,
expressar aquilo que realmente sinto
e não mostrar aquilo que pareço sentir.
Sou como sou,
não há que enganar,
não há que mentir,
Sou imperfeita,
mas não seremos todos nós imperfeitos
pelo simples facto de sermos humanos?
Sei dar,
mas não sei bem como pedir,
ou como receber.
Sei amar,
mas não sei como hei-de avançar,
dar o primeiro passo,
se hei-de ou não arriscar.
Sei falar,
Racicionar,
embora não saiba como me calar,
calar-me para não dizer
certas coisas que magoam quem me rodeia.
Tenho amigos e inimigos,
gente que me adora, gente que me odeia,
gente que faz que me adora, gente que,
simplesmente, não se dá ao trabalho de me conhecer,
será que vale a pena?
Não sei, deixo isso ao vosso parecer.
Sei cantar com as palavras,
não com as cordas vocais,
sei como ser adulta,
mas não sei deixar de ser criança,
por vezes no mau sentido,
outras no bom.
Sei fazer,
agir,
actuar,
quem me dera ter coragem,
ser menos tímida,
conseguir-me expressar,
expressar aquilo que realmente sinto
e não mostrar aquilo que pareço sentir.
Sou como sou,
não há que enganar,
não há que mentir,
Sou imperfeita,
mas não seremos todos nós imperfeitos
pelo simples facto de sermos humanos?
domingo, novembro 23, 2008
Le Fabuleux Destin d'Amelie
Amélie: Yes. 

Raymond Dufayel aka Glass Man: Is she in love with him?
Amélie: Yes.
Raymond Dufayel aka Glass Man: The time has come for her to take some real risks.
Amélie: Well yes, she's thinking about it. She's thinking of a stratagem.
Raymond Dufayel aka Glass Man: Yes, she likes stratagems, doesn't she?
Amélie: Yes.
Raymond Dufayel aka Glass Man: She's a bit of a coward. That's why I have trouble with her eyes.
sábado, novembro 22, 2008
Take a Bow
I've got to move on,
I've got to act!
I can't be stuck in my own thoughts
I no longer can hide my feelings,
I've got to open myself to people,
To open my heart to this world.
If I get hurt
I'll cry,
But I'll resist,
And try again,
I'm strong,
I'll insist,
'Cause I won't give up existing.
My doubts used to bury me,
But now I have to dig them up,
up until I see the light.
I'm not worse than the others,
fisically, just less confident than them,
So I'll take a risk,
Come out of this closet,
See through the mist
that involves me,
And see the sun once again.
I've got to move on,
I've got to act!
I can't be stuck in my own thoughts
I no longer can hide my feelings,
I've got to open myself to people,
To open my heart to this world.
If I get hurt
I'll cry,
But I'll resist,
And try again,
I'm strong,
I'll insist,
'Cause I won't give up existing.
My doubts used to bury me,
But now I have to dig them up,
up until I see the light.
I'm not worse than the others,
fisically, just less confident than them,
So I'll take a risk,
Come out of this closet,
See through the mist
that involves me,
And see the sun once again.
domingo, novembro 16, 2008
Fica a questão...
sábado, novembro 15, 2008
A suicide scenario
I want,
but I can't
understand,
Why you hate,
Why you cry,
Why you feel so fragile,
the reason you want to die.
I want,
but I don't
comprehend
The true reason
You want your life to end.
Can you,
Can I?
Why?
Why do you want to cut
the thin line of life?
For dispair?
For blood?
For love?
But, first, think well,
Do you really,
but really,
have the right to do it?
Do you have the guts,
the courage,
to end something
so beautiful, so warm,
with a cold, horrible act of ignorance?
All but dead as a solution,
So stay,
Stay here,
Stay here with me.
(Atenção: Eu não me estou a sentir assim xD )
I want,
but I can't
understand,
Why you hate,
Why you cry,
Why you feel so fragile,
the reason you want to die.
I want,
but I don't
comprehend
The true reason
You want your life to end.
Can you,
Can I?
Why?
Why do you want to cut
the thin line of life?
For dispair?
For blood?
For love?
But, first, think well,
Do you really,
but really,
have the right to do it?
Do you have the guts,
the courage,
to end something
so beautiful, so warm,
with a cold, horrible act of ignorance?
All but dead as a solution,
So stay,
Stay here,
Stay here with me.
(Atenção: Eu não me estou a sentir assim xD )
sábado, novembro 08, 2008
As I walk along this empty street,
I see how live goes on and of
I see how good it is,
How good it is to be alive.
I see the birds flying
and the bees on the hive,
I see dogs barking,
and as I walk,
my eyes start sparkling
full of joy,
full of merry,
Oh I'm so happy,
So happy to be alive.
I feel like the winner
of a big, big race,
The only chosen
to enjoy a certain grace.
Sometimes live can be so hard,
but as a look to the past
I know it's just makes part
of our existance,
so you got to be persistent,
oh you yes you have,
but now it's time to go to bed =P
I see how live goes on and of
I see how good it is,
How good it is to be alive.
I see the birds flying
and the bees on the hive,
I see dogs barking,
and as I walk,
my eyes start sparkling
full of joy,
full of merry,
Oh I'm so happy,
So happy to be alive.
I feel like the winner
of a big, big race,
The only chosen
to enjoy a certain grace.
Sometimes live can be so hard,
but as a look to the past
I know it's just makes part
of our existance,
so you got to be persistent,
oh you yes you have,
but now it's time to go to bed =P
quarta-feira, novembro 05, 2008
Yes we can
We are the people,
The ones who suffer with the faults of our governs,
The ones who pay the consequences.
But we can change,
We just have to believe,
Because we already have the power.
So unite,
Shout and scream,
'Cause the riot is here
So fight for your rights!
We are the people,
The ones who suffer with the faults of our governs,
The ones who pay the consequences.
But we can change,
We just have to believe,
Because we already have the power.
So unite,
Shout and scream,
'Cause the riot is here
So fight for your rights!
Democracia? I don't think so...
Hoje, dia 5 de Novembro, foi o dia em que os EUA elegeram pela primeira vez na história um presidente de raça negra, mas mais importante, elegeram um presidente que representa uma nova geração, uma geração de mudança. Hoje é também o dia do Estudante, mas este ficou marcado por um acontecimento que o transformou completamente. Posso dizer que se celebrou o triunfo da democracia mas que de seguida se assinala a sua violação.
Por todo o país ocorreram greves de alunos e em Castelo Branco também houve, nomeadamente, na Escola Secundária Nuno Álvares, mais conhecida por Liceu. Parecia uma manifestação como as outras, pacífica, sem incidentes. Os alunos não estavam eufóricos nem em histeria, os professores não estavam contra, havia um representante dos alunos e tinha mesmo sido escrita uma carta com as razões para a greve, porém este sossego era bom de mais. Os portões estavam fechados e quando a policia e os bombeiros chegaram tentaram, por mais que uma vez, abri-los mas a corrente humana formada por alunos impediu a entrada de ambos. Os polícias ficaram, os bombeiros também.
Chegaram carrinhas à porta da escola e de um momento para o outro ocorreu o pior: Saíram policias e começaram a forçar a entrada na escola, empurrando e agredindo violentamente quem lhes fizesse frente. Não houve diálogo com a representante dos alunos, nem sequer aviso prévio, apenas uma magote violenta de policias a tentar romper aquela corrente de alunos, unidos pelos mesmos motivos: A alteração do Estatuto do Aluno.
Resultado: Miúdos de 3ºciclo agredidos (quando nada tinham a ver com a greve), funcionários e professores que em defesa dos alunos foram também lesados e pais que foram dar com os seus filhos no hospital.
No fundo o que está aqui em causa é mesmo o facto de já as manifestações de alunos serem abafadas com violência. Como serão então as outras? Mais violência? Onde está o direito a exprimir a opinião, o direito de se manifestar livremente, o direito a ser ouvido? Estaremos realmente numa democracia? E se estamos, que democracia é esta que agride pessoas por quererem fazer ouvir a sua voz, quererem ver cumpridos os seus direitos?
Enquanto o nosso "querido" primeiro ministro anda para aí a vender Magalhães estamos nós a (tentar) lutar pelos nossos direitos como alunos. A verdade é que José Sócrates passa a imagem de que tudo vai bem no ensino português mas a realidade é outra completamente diferente e tanto professores como alunos e funcionários sabem disso, mas se tentam alterar o corrigir o "conto de fadas" dos senhor Engenheiro, caí-lhes em cima a (in)justiça. Não percebo porque é que os polícias, muitos deles com filhos estudantes, que passam pelas mesmas situações que nós, puderam alinhar em tamanha barbárie contra os direitos do cidadão, mas que isto é vergonhoso, lá isso é.
Precisamos de uma mudança drástica e rápida ou correremos o risco de entrar numa ditadura(se é que não estamos já numa). Talvez o exemplo dos EUA e tudo o que se passou hoje faça ver que nós também precisamos de um "Obama".
Hoje, dia 5 de Novembro, foi o dia em que os EUA elegeram pela primeira vez na história um presidente de raça negra, mas mais importante, elegeram um presidente que representa uma nova geração, uma geração de mudança. Hoje é também o dia do Estudante, mas este ficou marcado por um acontecimento que o transformou completamente. Posso dizer que se celebrou o triunfo da democracia mas que de seguida se assinala a sua violação.
Por todo o país ocorreram greves de alunos e em Castelo Branco também houve, nomeadamente, na Escola Secundária Nuno Álvares, mais conhecida por Liceu. Parecia uma manifestação como as outras, pacífica, sem incidentes. Os alunos não estavam eufóricos nem em histeria, os professores não estavam contra, havia um representante dos alunos e tinha mesmo sido escrita uma carta com as razões para a greve, porém este sossego era bom de mais. Os portões estavam fechados e quando a policia e os bombeiros chegaram tentaram, por mais que uma vez, abri-los mas a corrente humana formada por alunos impediu a entrada de ambos. Os polícias ficaram, os bombeiros também.
Chegaram carrinhas à porta da escola e de um momento para o outro ocorreu o pior: Saíram policias e começaram a forçar a entrada na escola, empurrando e agredindo violentamente quem lhes fizesse frente. Não houve diálogo com a representante dos alunos, nem sequer aviso prévio, apenas uma magote violenta de policias a tentar romper aquela corrente de alunos, unidos pelos mesmos motivos: A alteração do Estatuto do Aluno.
Resultado: Miúdos de 3ºciclo agredidos (quando nada tinham a ver com a greve), funcionários e professores que em defesa dos alunos foram também lesados e pais que foram dar com os seus filhos no hospital.
No fundo o que está aqui em causa é mesmo o facto de já as manifestações de alunos serem abafadas com violência. Como serão então as outras? Mais violência? Onde está o direito a exprimir a opinião, o direito de se manifestar livremente, o direito a ser ouvido? Estaremos realmente numa democracia? E se estamos, que democracia é esta que agride pessoas por quererem fazer ouvir a sua voz, quererem ver cumpridos os seus direitos?
Enquanto o nosso "querido" primeiro ministro anda para aí a vender Magalhães estamos nós a (tentar) lutar pelos nossos direitos como alunos. A verdade é que José Sócrates passa a imagem de que tudo vai bem no ensino português mas a realidade é outra completamente diferente e tanto professores como alunos e funcionários sabem disso, mas se tentam alterar o corrigir o "conto de fadas" dos senhor Engenheiro, caí-lhes em cima a (in)justiça. Não percebo porque é que os polícias, muitos deles com filhos estudantes, que passam pelas mesmas situações que nós, puderam alinhar em tamanha barbárie contra os direitos do cidadão, mas que isto é vergonhoso, lá isso é.
Precisamos de uma mudança drástica e rápida ou correremos o risco de entrar numa ditadura(se é que não estamos já numa). Talvez o exemplo dos EUA e tudo o que se passou hoje faça ver que nós também precisamos de um "Obama".
segunda-feira, novembro 03, 2008
Obcession
You're in my head,
You're in my heart,
I can't get you out,
I can't pull you appart.
It's difficult to explain,
You're already a part of me,
How can you let that be?
You're in my heart,
I can't get you out,
I can't pull you appart.
It's difficult to explain,
You're already a part of me,
How can you let that be?
sábado, outubro 25, 2008
Dias bons, Dias maus...
Há dias bons
E dias maus.
Os dias bons
costumam passar a correr,
são dias que queres
que voltem a acontecer.
Os dias maus,
passam tão devagar,
tu só queres que passe depressa,
mas não há meio de acabar.
Dias bons ficam na memória,
Os dias maus também,
ambos lembram momentos,
que queres ou não repetir.
Mas no fundo, lá no fundo,
(não te vou mentir)
são os dois importantes,
para que possas crescer.
Dias bons, dias maus:
No fundo são ambos essenciais.
Amanhã é um novo dia
E vais ver como ambos são iguais.
Inês Gouveia
Há dias bons
E dias maus.
Os dias bons
costumam passar a correr,
são dias que queres
que voltem a acontecer.
Os dias maus,
passam tão devagar,
tu só queres que passe depressa,
mas não há meio de acabar.
Dias bons ficam na memória,
Os dias maus também,
ambos lembram momentos,
que queres ou não repetir.
Mas no fundo, lá no fundo,
(não te vou mentir)
são os dois importantes,
para que possas crescer.
Dias bons, dias maus:
No fundo são ambos essenciais.
Amanhã é um novo dia
E vais ver como ambos são iguais.
Inês Gouveia
terça-feira, outubro 21, 2008
Oásis
Cresces. Aprendes que a vida é feita de coisas simples, complexas, coisas que nem tu sabias que existiam até te terem dito. É feita de sentimentos, emoções, momentos, obstáculos. A vida não é um paraíso perfeito, é um deserto. Há sempre oásis, mas há que procurá-los. Alguns são meras ilusões, mas outros são tão reais... Quem disse que a vida era fácil, enganou-se... severamente. Mas vale a pena, tudo vale a pena, só precisas de encontrar o teu oásis, o teu lar de segurança e paz. "Home is where the earth is". Só precisas de deixar lá o teu e ele pertence-te.
terça-feira, outubro 14, 2008
The Shape of My Heart
My heart is a confusion:
Sometimes my feelings
aren't more than
a simple illusion.
It's a tricky puzzle
to solve.
It's like a silver lock
without a key:
No one can understand it,
not even me.
When it's broken,
I'm in a mess.
When I'm lonely
It feels like I have
one half less.
Impossible to describe
This heart without an owner.
It's difficult to understand
Why it is so different
Why it's so hard to mend.
My heart is a confusion:
Sometimes my feelings
aren't more than
a simple illusion.
It's a tricky puzzle
to solve.
It's like a silver lock
without a key:
No one can understand it,
not even me.
When it's broken,
I'm in a mess.
When I'm lonely
It feels like I have
one half less.
Impossible to describe
This heart without an owner.
It's difficult to understand
Why it is so different
Why it's so hard to mend.
domingo, outubro 12, 2008
The eyes, the tears
A sea of green,
cut by pieces of the blue skies,
with a little bit of sunshine.
Those are my eyes.
The eyes with salty tears
Who run down my face,
everytime I think that,
for you,
I was just a waste.
Tears who doesn't seam to end,
Tears who will not bend,
to my will of controlling them.
There's always tears,
they don't run out,
they run and
they only stop on my mouth.
A sea of green,
cut by pieces of the blue skies,
with a little bit of sunshine.
Those are my eyes.
The eyes with salty tears
Who run down my face,
everytime I think that,
for you,
I was just a waste.
Tears who doesn't seam to end,
Tears who will not bend,
to my will of controlling them.
There's always tears,
they don't run out,
they run and
they only stop on my mouth.
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